O seu novo laptop esta aqui, a um clique de distancia
Powered by MaxBlogPress 

Viagem para Campinas

Como vocês já sabem, estou em Campinas. O que vocês não sabem é que vim para cá de ônibus, naquilo que decidi chamar de The Hell in Earth Tour 2008.

Eu poderia fazer um post imenso, narrando cada lindo trechinho da minha viagem insana por este Brasilzão velho sem porteira. Vou poupá-los disso apenas fazendo um relato por itens, que acho mais dinâmico e mais rápido de ler.

  • Quando fui comprar minha passagem, não havia mais nenhuma janela disponível. Aliás, eram três os locais disponíveis para viajar: dois próximos ao banheiro e a assento 24. Como estava vindo para Campinas, achei que escolher o 24 seria uma boa maneira de entrar no clima da cidade. Além de que viajar perto de banheiro de ônibus é pedir para morrer, mesmo que o assento disponível seja o 42.
  • Uma vez, eu já tinha voltado de São Paulo de ônibus. Saí de lá às 14:30 e cheguei em Porto Alegre às 9:00 do dia seguinte, pois peguei um engarrafamento violento no Paraná. Desta vez, saí às 12:45 para chegar às 13:00 do outro dia.
  • Dei uma breve cochilada no início da viagem. Acordei desorientado, achando que já estava, no mínimo, passando por Florianópolis. Olho pela janela e o DDD das lojas ainda era 51.
  • O desodorante do cara sentado ao meu lado venceu antes das 17:00.
  • Houve um trecho na terra do Becher (também conhecida como Santa Catarina) que, segundo o motorista, em condições normais de temperatura e pressão, levaria meia hora para ser percorrido. Levou 3 horas e 40 minutos.
  • Quando fomos jantar, no delicioso restaurante Vitória Régia, havia uma carne ensopada que, graças às minhas habilidades estatísticas, pude estimar que em cada quilograma de carne havia aproximadamente mil gramas de gordura. Nem cheguei perto para que meu colesterol não aumentasse só pela proximidade com… aquilo.
  • Restaurantes em beira de estrada são caros, quase tão caros quanto aeroportos. A principal desvantagem deles é que não tem McDonald’s, ou seja, a cada parada é uma surpresa gastronômica (no mau sentido).

Nesta história toda, aprendi que nunca mais devo viajar de ônibus. Isto é coisa para pobre ou masoquista.

13 comentários.

11 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.

  1. 1

    Pô Marcus, hoje em dia nem pobre viaja mais de ônibus.

    Eu mesmo, toda vez que quero visitar a família no “norte”* sempre apelo pro pau-de-arara-de-asa, também conhecido como Gol Transportes Aeréos. As vezes rola TAM também, dependendo de quem estiver mais barato.

    *Estranhamente, aqui em terras paulistanas o NE é referenciado como N. Talvez eu não aprendi geografia muito bem. :)

  2. Daniel Becher, 6/2/08
    2

    Provavelmente você também ficou preso em Palhoça. É que os pobres daqui vão pra uma cidade no sul do Estado fazer coisas de pobre: inclusive, entupir a BR-101 sul ainda não duplicada.

  3. Daniel Becher, 6/2/08
    3

    Esqueci de citar que vão, especificamente, no carnaval.

  4. daniele, 6/2/08
    4

    @Fábio Brito:
    HAHAHA. Olha isso:
    http://i74.photobucket.com/albums/i275/danielerohr/holycrap.png
    15 horinhas. :viola:

  5. mariana dias, 6/2/08
    5

    estive em campinas durante o carnaval! :)
    mas graçadeus minha viagem dura só 2h.
    quanto aos restaurantes de beira de estrada, alguns lugares realmente são desesperadores.
    aqui no estado de sp somos bem servidos de grandes redes de restaurantes rodoviários. tudo custa os olhos da cara, mas pelo menos não é comeu-morreu.

  6. gilson, 7/2/08
    6

    hehehehe, viajar de ônibus é bacana. Já fiz várias viagens para Porto Nacional, no Tocantins. São 26 horas de onibus pela empresa Planalto, que deve ter alguma culpa no cartório, pois o ônibus era parado em todo posto da polícia rodoviária. Na época eu escrevi Os Diários do Tocantins, hehe.

  7. Bender, 7/2/08
    7

    Cara, eu conheço esse Vitória Régia e não é dos piores. Sério.

  8. Guilherme, 8/2/08
    8

    Bah … já viajei pro RJ de ônibus, em época muito distantes, num ônibus comum, sem ar condicionado, em dezembro.

    Eu acho que naquele dia eu deixei de ser religioso, porque não havia mais motivo nenhum para eu temer o inferno, eu já havia estado nele.

    E eu não sei quando às outras pessoas, mas para mim, tudo no verão fica pior ainda.
    Qualquer fila se torna um martírio, qualquer pneu furado se torna uma viajem direto para o inferno, e em todo lugar, aqueles 40 graus à sombra desse “país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza” se torna pior ainda.

  9. Anny, 9/2/08
    9

    Oi Marcus:
    Este é o meu primeiro comentário. Conheci vc quando foi citado pelo blog do Alessandro Martins, onde costumo comentar. E sendo o assunto viagem de ônibus, lembrei que este ano minha amiga me convidou para ir ao interior da Bahia. São 12 horas de viajem. Ver o cão de calçolão é pouco. Agradeci. Não tive coragem de enfrentar.

  10. marcus, 9/2/08
    10

    Por isso já comprei minha passagem de volta por via aérea, Guilherme. Ônibus nunca mais.

  11. marcus, 9/2/08
    11

    Oi Anny. Imagino que ir de ônibus para o interior da Bahia seja ainda mais complicado devido ao calor que deve fazer por lá.

2 trackbacks

  1. [...] para casa, patrocinada pelos excelentes serviços da OceanAir. Se o “Fabo” acha que a Gol é um pau-de-arara-de-asa, é porque ele nunca voou com a [...]

  2. De Por que ainda assisto House? | TV | A Grande Abobora em 16 de September de 2008 às 10:01

    [...] foi um seriado que me pegou de jeito. Antes de eu ir para Campinas, abasteci o iPod com as três primeiras temporadas completas do seriado, sem nunca ter assistido um [...]

  • Institucional

    A Grande Abóbora, o blog do Marcus.

    Uma explosão de sabor.

    Saiba mais sobre mim lendo meu about.

    Ou não.