Vamos para a Eslováquia?

21.Abr.2006 @ 10:28 am
Arquivado em Cinema

Não sei quanto a vocês, mas eu gosto de filmes que espelham, de alguma forma, a minha vida. Como sou uma pessoa violenta e totalmente sem coração, adoro filmes com muitas mortes, muitas brigas e violência desmedida. Me delicio toda vez que assisto Cães de Aluguel, Dirty Harry e Alice no País das Maravilhas, pois todos me fazem lembrar daquela dura temporada em Los Angeles.

Foi por isso que segunda-feira, enquanto vocês assistiam o hypado O Chamado na Tela Quente, eu aproveitava as maravilhas da pirataria internética e assistia O Albergue, filme que entrou em cartaz na semana passada nos cinemas aqui no Brasil.

O Albergue, para quem ainda não viu o trailer, é um filme gore. Em bom português, filme de terror com nojeira, tipo aquela saudosa sessão de cinema que o Zé do Caixão apresentava nas tardes da Bandeirantes nos anos 90, o inesquecível Cine Trash. Mas atenção: não confunda nunca o gênero gore com outros estilos de cinema de terror, como os terrores psicológicos. Há mortes nos filmes gore, mas sempre com muito sangue, decepações, mutilações e similares. Vamos teinar a pronúncia: gore lê-se gôr ou g?r, e não góri ou gôre.



Isto é gore (g?r).



Isto é Gori (góri).

Dito isto, vamos à resenha. O filme conta a história de três mochileiros (dois americanos e um islandês) que estão… mochilando pela Europa. Quando estão em Amsterdam ficam sabendo que Bratislava, capital da Eslováquia, tem as mulheres mais lindas, sexys e acessíveis do mundo. Então como bons fubangueiros que são, decidem ir pra lá.

Eu divido o filme em três partes distintas. A primeira parece um daqueles filmes adolescentes de férias, com sexo, música, drogas e festas. Quando tu já te acostumou com os personagens, criando uma identificação com eles, a segunda parte, a que realmente me interessava, começa. Pode ter sido o hype gerado em torno do lançamento (Quentin Tarantino apresenta…), mas eu achei as cenas de tortura e violência bastante criativas. Cheguei a ficar com pena ao ver dois dos personagens gritando e sofrendo. A terceira parte é como assistir um filme de vingança do Domingo Maior, só que sem Jean Claude Van Damme, Dolph Lundgren e Chuck Norris.

Como eu já disse acima, não é um filme de terror metido a cerebral, como Jogos Mortais, por exemplo. E nem um filme com um assassino serial invencível, como Pânico. E tampouco é um filme sério. É um filme absurdo, feito simplesmente pra mostrar pessoas gritando, sofrendo e, principalmente, sangrando. Ou seja, é diversão pura.

Cotação: 9 mutilações de 10 possíveis.

GooglePrimeira visita ao blog? Gostou do que leu? Então que tal receber as novidades que eu for publicando por no blog, no maior conforto? Para isto, basta assinar o feed ou as atualizações por email. Caso queira ler outros textos interessantes, comece pelos posts relacionados a este aqui ou pelos melhores posts já publicados. Afinal, 577 pessoas não podem estar erradas. Pelo menos, não todas elas ao mesmo tempo.

1 Comentário

  1. mari

    Dr. gori ? ele é de Spectroman, nao é ?
    E quanto ao filme ‘O chamado’, ele é hypado sim, mas não deixa de ser muito bom, excelente. Devia ter assistido a ele ao invés dessa ‘gorzisse’ sem noção.

    Comentado em 21.Abr.2006

Deixe seu Comentário: