Não sei quanto a vocês, mas eu gosto de filmes que espelham, de alguma forma, a minha vida. Como sou uma pessoa violenta e totalmente sem coração, adoro filmes com muitas mortes, muitas brigas e violência desmedida. Me delicio toda vez que assisto Cães de Aluguel, Dirty Harry e Alice no País das Maravilhas, pois todos me fazem lembrar daquela dura temporada em Los Angeles.
Foi por isso que segunda-feira, enquanto vocês assistiam o hypado O Chamado na Tela Quente, eu aproveitava as maravilhas da pirataria internética e assistia O Albergue, filme que entrou em cartaz na semana passada nos cinemas aqui no Brasil.
O Albergue, para quem ainda não viu o trailer, é um filme gore. Em bom português, filme de terror com nojeira, tipo aquela saudosa sessão de cinema que o Zé do Caixão apresentava nas tardes da Bandeirantes nos anos 90, o inesquecível Cine Trash. Mas atenção: não confunda nunca o gênero gore com outros estilos de cinema de terror, como os terrores psicológicos. Há mortes nos filmes gore, mas sempre com muito sangue, decepações, mutilações e similares. Vamos teinar a pronúncia: gore lê-se gôr ou g?r, e não góri ou gôre.

Isto é gore (g?r).

Isto é Gori (góri).
Dito isto, vamos à resenha. O filme conta a história de três mochileiros (dois americanos e um islandês) que estão… mochilando pela Europa. Quando estão em Amsterdam ficam sabendo que Bratislava, capital da Eslováquia, tem as mulheres mais lindas, sexys e acessíveis do mundo. Então como bons fubangueiros que são, decidem ir pra lá.
Eu divido o filme em três partes distintas. A primeira parece um daqueles filmes adolescentes de férias, com sexo, música, drogas e festas. Quando tu já te acostumou com os personagens, criando uma identificação com eles, a segunda parte, a que realmente me interessava, começa. Pode ter sido o hype gerado em torno do lançamento (Quentin Tarantino apresenta…), mas eu achei as cenas de tortura e violência bastante criativas. Cheguei a ficar com pena ao ver dois dos personagens gritando e sofrendo. A terceira parte é como assistir um filme de vingança do Domingo Maior, só que sem Jean Claude Van Damme, Dolph Lundgren e Chuck Norris.
Como eu já disse acima, não é um filme de terror metido a cerebral, como Jogos Mortais, por exemplo. E nem um filme com um assassino serial invencível, como Pânico. E tampouco é um filme sério. É um filme absurdo, feito simplesmente pra mostrar pessoas gritando, sofrendo e, principalmente, sangrando. Ou seja, é diversão pura.
Cotação: 9 mutilações de 10 possíveis.



mari
Dr. gori ? ele é de Spectroman, nao é ?
E quanto ao filme ‘O chamado’, ele é hypado sim, mas não deixa de ser muito bom, excelente. Devia ter assistido a ele ao invés dessa ‘gorzisse’ sem noção.
Comentado em 21.Abr.2006