Foi o terceiro show dos Los Hermanos que eu fui. Teve um em junho e outro em dezembro. Antes de colocar a crítica propriamente dita, vou colocar as minhas expectativas em relação ao evento.
Fui pra Portão esperando, no mínimo, um show igual ao primeiro que fui. Agora sabendo as letras do Ventura de cor e imaginando que não teria tanta gente como no segundo show, pensei que veria um dos melhores shows da minha vida.

Chegando lá, lembrei imediatamente porque não saio mais na noite do Vale. As pessoas todas iguais. Parecem ser todas feitas em série. Dando uma panorâmica pelo ambiente, dava pra perceber três grupos distintos de pessoas: os fãs de Los Hermanos que se vestem igual à banda, os fãs de Los Hermanos que não se vestem igual à banda e - a maioria absoluta - as pessoas que saíram pra ir numa festa da Eletric e nem sabiam quem era Los Hermanos. Garanto que se fosse a Dublê ou os Rolling Stones tocando na festa não faria a menor diferença pra eles.

Entramos às 22:30 e o show começou por volta da 0:30. Apesar do atraso, o show começou muito bem, com eles tocando O Vencedor. O resto do show foi, é claro, baseado no Ventura. Tiveram músicas do Bloco do Eu Sozinho e do Los Hermanos, mas a maioria dos sons tocados eram do último álbum. Banda tocando de forma competente, rodies efetivos na hora do problema com a guitarra do Amarante e o trio de metais perfeito. Tudo pra ser um ótimo show.

Agora a parte ruim. Não sei se era porque a banda já cansou de estar em turnê ou se era porque o público não se animava com o show, mas o que eu vi foi uma banda sem empolgação, tocando como se fosse por obrigação. Isso não chegou a deixar o show ruim, mas também não ajudava em nada. Estava arrastado. Mas o pior ainda viria.
Ao tocarem A Flor, a última música, o Marcelo falou que o show havia acabado mesmo. Não haveria bis. Eu achei que ele estava fazendo um charme, que depois a banda voltaria, mas era verdade. A banda não voltou. Tudo bem. Direito deles. Depois de tentar sem sucesso conseguir algum souvenir da banda, fomos eu, a Rosana, o Hamilton e o Gian tentar tirar uma foto com eles. Ficamos atrás de uma grade esperando autorização pra entrar. E enquanto nós e outros fãs esperávamos, várias pessoas que sequer estavam perto do palco na hora do show e que não tinha a menor pinta de fãs entrava e saíam como bem entendiam. Até que chegou uma hora em que disseram que ninguém mais seria atendido.
Puta que pariu! Isso foi uma falta de respeito! Ou a banda atende todo mundo, ou não atende ninguém. Escolher quem pode ou não pode ser atendido é sacanagem. E o pior de tudo são os critérios para escolha de quem entraria. Só entrava quem era conhecido dos promoters da Eletric, ou seja, as pessoas que não sabiam quem era a banda. Aliás, racinha maldita essa de promoters. Só porque distribuem panfletos e falam com o gerente do lugar acham que são os donos do mundo. Em resumo, ficamos lá um tempão e não serviu pra nada. Voltamos de mãos vazias.
Mas no fim o saldo foi positivo (quase neutro). Valeu pelo show, quase muito bom, mas não valeu pelas intempéries que ocorreram antes e depois.
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Ah, já ia me esquecendo. Encontrei o Carlos, o Júnior, a Letícia e o Mac por lá.


