Tudo o que te faz mal é o que te faz viver, tudo o que te faz bem é o que te faz morrer

Quando leio alguns rascunhos de posts aqui no blog (no momento são 173 posts esperando serem finalizados, alguns há mais de dois anos), percebo como às vezes a ideia original de um texto se perde e a versão definitiva dele não tem nada em comum com seu início.

Dois dos livros que li nas férias tratam de evolução e, em alguns momentos, da evolução da mente humana. Aparentemente, nossa mente não é aquilo que se convencionou chamar de cartesiano, algo cheia de regras estritas e deterministas (pois alguns sistemas complexos podem ter regras estritas, porém estocásticas ou probabilistas). A mente não segue regras fáceis de serem modeladas pelo nosso conhecimento atual.

Digo o nosso conhecimento atual pois creio que em algum momento futuro teremos conhecimento suficiente para modelar novos seres humanos. Não digo um clone: isso é fácil de se fazer. Digo projetar um cérebro eletrônico (positrônico?) capaz de emular perfeitamente o cérebro humano.

Ou será que não? A pergunta a ser feita é: seremos nós capazes de algum dia entender nosso próprio cérebro? Há quem diga que não. Alguns dizem que mente alguma é capaz de entender algo com uma complexidade igual ou superior a ela própria. Por exemplo, entenderemos o cérebro de um cão que (supostamente) pode entender o de uma formiga, mas a volta é impossível em qualquer um destes degraus.

Borges escreveu uma vez que uma inteligência infinita intui a figura geométrica gerada pelos passos que um homem dá durante toda a sua vida com a facilidade com que nós, seres humanos, intuímos um triângulo.

Esta era a (ou uma) definição do argentino sobre inteligência infinita. Será possível algo assim? Uma inteligência infinita teria todo o conhecimento do universo? Se este for finito, sim, teria. Mas será o conhecimento finito ou infinito? E se for finito, estaria todo ele armazenado em algum lugar, só esperando ser descoberto? Nalguma biblioteca, talvez?

E o que aconteceria se tudo fosse descoberto? Não haveria mais motivação para nada? Seríamos uma sociedade ainda mais apática do que somos? Enfim entraríamos numa utopia como aquela que Krypton experimentou por alguns anos antes de finalmente explodir? Ou desceríamos novamente até a barbárie, como os imortais do mesmo Borges?

Ainda há aqueles que acham que, no momento em que descobrirmos todos os segredos do universo, ele se colapsará, reinventando-se e sendo substituído por algo ainda mais confuso e caótico do que já é.

Também há aqueles que acham que isto já aconteceu.

E há ainda os que regurgitam ideias dos outros, sem atribuí-las aos autores originais.

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4 comentários.

4 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.

  1. VaneZa, 28/8/10
    1

    Li que você tem medo de pessoas idiotas… e eu tenho medo de pessoas inteligentes.
    Em fim… ignore esse fato.
    Estava pesquisando sobre nerds… pensando em publicar algo no meu blog sobre o tema. Na realidade eu queria falar sobre a sitcom The Big Bang Theory. Para mim… ela exemplifica bem o que seria um nerd… mas gostaria de saber de um nerd de verdade se isso procede.
    Vou aguardar a resposta. Acho que responder a uma idiota não deve doer tanto assim, não é? rs

    AbraçoZzz

  2. marcus, 28/8/10
    2

    Aqui está tudo o que penso sobre The Big Bang Theory.

  3. Felipe, 29/8/10
    3

    Já ia dar uma de nerd chato e denunciar o plágio antes de ler a última frase =p

  4. Fernando, 1/9/10
    4

    verdade, tudo que é gostoso ( quase tudo (alimentação ) ) não presta
    temos que nos readaptar, e criar bons custumes de alimentação….fazer o que ?

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    A Grande Abóbora, o blog do Marcus.

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    Ou não.