Filmes sobre um mesmo tema, como lutadores de boxe e filmes sobre policiais, tendem a ser parecidos entre si. Mas por que gostamos mais de alguns do que de outros? O que diferencia Rocky dos outros filmes sobre boxe? Ou Dirty Harry dos outros filmes policiais? Personagens carismáticos? Um bom roteiro? Boas atuações? Tudo isso junto?
Ou será que, no fundo, é sempre a mesma velha história, mas contada de uma maneira diferente?

Em Três Vezes Amor, Ryan Reynolds é Will Hayes. O filme começa com ele, em seu escritório, recebendo os papéis do divórcio. No fim deste mesmo dia, ele pega a filha pequena na escola, para que passem a noite juntos.
Acontece que, intrigada pela aula de educação sexual, a menina começa a fazer perguntas indiscretas sobre relacionamentos entre homens e mulheres. Até que pergunta como Will conheceu a mãe dela.
A partir daí, ele conta a história de três mulheres que marcaram sua vida: Emily (Elizabeth Banks), April (Isla Fisher) e Summer (Rachel Weisz). E é justamente aí que este filme se destaca das demais comédias românticas. Wil troca os nomes destas três mulheres. Assim, nem a filha, nem nós, sabemos quem, de fato, é a mãe da menina.
E o roteiro bem escrito deixou a trama, pelo menos para mim, imprevisível durante boa parte da projeção.
Um fato interessante: o título original de Três Vezes Amor é Definitely Maybe, nome do álbum lançado pelo Oasis em 1994. Achei que fosse apenas uma coincidência, mas não é. A música pop serve para nos situar temporalmente no filme. Por exemplo, assim que pai e filha chegam ao apartamento, Yoshimi Battles the Pink Robots é a trilha sonora. Em 1992, ouvimos Come As You Are, do Nirvana, tocar. Em 1994, Connected, do Stereo MC’s. Em 1997, The Boy With The Arab Strap, do Belle and Sebastian.
Das últimas comédias românticas que assisti, só é inferior a Um Beijo A Mais (The Last Kiss). Aliás, Três Vezes Amor só não levou nota máxima porque achei que o filme poderia ter ficado sem os 5 minutos finais, que não acrescentam nada e só servem para embelezar o filme.
Embelezar de uma maneira feia.
Cotação: ★★★★☆
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2 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
Eu tbm achei esse filme bem acima da média. Gostei especialmente dos paralelos que fazem entre os relacionamentos confusos do protagonista e o governo Clinton. E filme que tem a Rachel Weisz pós-MUMIA já merece atenção.
Não vi esse ainda, mas, uma boa dica desse mesmo gênero de filme é “My Blueberry Nights”. Tem o Jude Law, Norah Jones, Natalie Portman e Rachel Weisz no elenco. Direção do chinês Kar Wai Wonrg. Belo filme do íncio ao fim.
Outra boa dica – pode ser – Numb, com o eterno Chandler Bing – vulgo Mathew Perry – no papel dele mesmo com par “romântico” com a exótica Lynn Collins.