Top 10 discos de 2004

27.Dez.2004 @ 11:07 am
Arquivado em Listas, Música

Franz Ferdinand - <a href='http://compras.grandeabobora.com/Franz/' class='ml'>Franz</a> Ferdinand Franz Ferdinand - Franz Ferdinand: O álbum do ano foi lançado pela banda do ano (que também lançou o single do ano - Michael) em fevereiro de 2004. Dançante e bem-humorado, o álbum homônimo do Franz Ferdinand mostra que entre Radioheads, Mogwais e Mars Voltas é possível não se impressionar com essas “desconstruções musicais” e fazer música apenas por diversão. Ou como a banda gosta de dizer, músicas para as garotas dançarem. Se Oasis é o revival dos anos 60 e Strokes é o revival dos anos 70, Franz Ferdinand é o revival dos 80. Mas sem aquela fase constrangedora.

The Libertines - The Libertines The Libertines - The Libertines: Punk. Garage Rock. Revival. São as três expresões que definem o álbum mais recente (e provavelmente último) do Libertines. Riffs de guitarra empolgantes, dois vocalistas que sabem cantar bem e letras falando, claro, de garotas. Não é tão dançante como o Franz Ferdinand, mas parece ter mais energia em alguns momentos. E rock é isso. Empolgação. Se a banda não for empolgada, acontece o que aconteceu com o Radiohead em 2000. Acaba virando conceito e se perdendo.

Kasabian - Kasabian Kasabian - Kasabian: Em fevereiro o Franz Ferdinand apareceu com o revival dos anos 80. O ano nem tinha acabado e o Kasabian decretou o revival dos 90. Lançou um disco que se fosse pra colocar num estilo, eu colocaria em indie-pop-dance, ou algo parecido. Pra ficar um pouco mais claro, o primeiro álbum do Kasabian é aquilo que o segundo álbum do Stone Roses deveria ter sido. Ou melhor, é um disco cheio músicas no estilo Girls and Boys. Tudo de bom. É eletrônico e rock’n'roll. Melhor disco com música eletrônica que já ouvi desde The Fat Of The Land.

Bidê ou Balde - É Preciso Dar Vazão Aos Sentimentos Bidê ou Balde - É Preciso Dar Vazão Aos Sentimentos: É menos New Wave que oOutubro Ou Nada. Tem letras tão geniais como nos dois trabalhos anteriores. E marca um certo amadurecimento no som da banda. Mas a Bidê não ficou adulta (ainda bem). Só parece um adolescente mais responsável. Mais Um Dia Sem ninguém e Mesmo Que mude são duas músicas totalmente excelentes. Mas É Preciso… consegue ser alegre e debochado, como os dois outros discos da Bidê, e só por isso já vale a audição.

Graham Coxon - Happiness in Magazines Graham Coxon - Happiness in Magazines: Pra quem não sabe, o Graham Coxon é ex-ex-guitarrista do Blur. Ele saiu (ou melhor, “saíram” ele da banda) antes da gravação de Think Tank, disco “experimetal” (leia-se ruim) do Blur. Ouvir este disco é pensar que 1994, o ano de ouro do britpop, não acabou. É um disquinho excelente, descaradamente pop em vários momentos. Tem partes não muito inspiradas, mas tem músicas que poderiam estar em qualquer disco do Blur. Exceto o Think Tank, que é uma bosta. Em resumo, ouve este álbum pra descobrir que a alma do Blur é o Graham Coxon, e não o Damon Albarn.

The Zutons - Who Kiled...... The Zutons? The Zutons - Who Kiled…… The Zutons? Banda de pop rock sessentista vinda de Liverpool. Bem legal. Apesar de ser da terra dos Fab Four, seu álbum de estréia não lembra Beatles. Algumas músicas lembram muito Beach Boys pré Pet Sounds. Outras lembram muito anos 60. Como se eles tivessem voltado pra 1964, gravado o disco lá e lançado 40 anos depois. E sem contar que Confusion é a melhor música de indecisão amorosa do ano.

Vitor Ramil - Longes: Vitor Ramil - Longes: Esperei 4 anos por este disco e, bem, ele não é tão bom quanto os dois últimos. Eu esperava mais. Não que seja um disco ruim, até porque tem uma das milongas mais belas que o Vitor Ramil já compôs. Mas pra mim (não sei se é essa minha fase indie xiita) o disco não bateu como Ramilonga (clássico de músicas gaudérias) e tambong (MPB quase perfeita). Bom disco, mas não é excepcional e obrigatório como os dois últimos álbuns.

Green Day - American idiot Green Day - American idiot: O quê? Green Day? Mas o único disco decente deles não era o Dookie, de 1994? Pois é. American Idiot consegue superar Dookie, e com louvor. É um disco temático (puta merda), mas não é nem um pouco chato. E olha que o Green Day se arriscou, fazendo duas músicas com mais de 9 minutos. Daí tu pergunta: “Mas uma música pop-punk de 9 minutos não é repetitiva demais?”. Olha, seria se não tivesse sido criada num momento tão inspirado. Faz o teste. Baixa Jesus of Suburbia pra sacar qualé a da álbum. Garanto que não haverá arrependimentos.

The Killers - Hot Fuss: É legal. O álbum como um todo não é lá grande coisa, mas tem belas canções. Mr. Brightside é uma delas. Eles lembram um pouco Strokes, mas sem a mesma pegada. Seriam um Strokes mais frouxo, mas sem ser viado. Digamos mais fofinho. É o tipo de trilha sonora pra tocar em filmes adoslescentes como Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado ou em seriadinhos bobos tipo The O.C.. Não é a melhor banda do ano, mas em compensação tem uma música chamada Indie Rock and Roll, que é um espetáculo. Pros indies, claro.

Razorlight - Up All Night Razorlight - Up All Night: Destas bandas novas inglesas é a pior entre as melhores, se é que dá pra entender esta colocação. Fez um disco irregular, com algumas músicas que são acima da média do que se toca por aí, mas ainda falta muito pra chegar no nível de um Libertines, por exemplo. Fazem, como a maioria das bandas desta minha lista, indie rock. Vale a pena ouvir pra ver se tu gosta. Mas não é nada excepcional. Mas cada um é cada um. Tem gente que consegue até gostar de Bon Jovi. Por que não há de existir gente que goste de Razorlight?

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