Acabei de voltar da pré-estreia do documentário The White Stripes Under Great White Northern Lights, que conta a turnê que a banda fez no Canadá em 2007, passando por todos os territórios e províncias canadenses e celebrando seus dez anos de idade.
Mas aí voltei pro hostel de metrô, né? Pra que pegar um táxi às 1h30 da manhã?
Passei o cartão e me dirigi à plataforma pra pegar a linha 1, 2 ou 3, a que viesse primeiro, em direção ao Bronx.
Mas todos sabem só temos duas certezas na vida: uma é a que iremos morrer. A outra é que moradores do Bronx são, por definição, maus elementos.
Estava eu esperando o trem, que de madrugada demora mais pra passar, e o local foi se enchendo de manos da zona leste paulistana, mas falando em inglês. Me senti no meio de Warriors – Os Selvagens da Noite. Só tava esperando a merda acontecer.
E eu ali, começando a ficar tenso. Mas como aprendi com o Van Damme no final dos anos 80, o correto é retroceder nunca, render-se jamais. Se eu saísse do lugar naquela hora, certamente isto seria uma demonstração de medo e vocês sabem que estes caras farejam o medo com a mesma facilidade que tubarões farejam sangue e surfistas nas tardes ensolaradas da parte do Atlântico que banha Recife.
Mas aí me dei conta que os Warriors tavam indo pra Coney Island, que é no sul do Brooklyn. Eu tava indo pro Upper West Side, que fica quase no norte de Manhattan.
Bastou eu pensar nisso pra visualizar o Entei me dizendo tá tudo bem agora.
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