Sou avesso à tecnologia

Numa discussão infrutífera (e qual não é?) com o @izzynobre na tarde de hoje, a respeito de eu dever ou não possuir um iPhone, creio que ficou mais do que claro a quem nos acompanhou que sou um pouco avesso às novidades tecnológicas, mesmo morando no lugar que talvez tenha os eletrônicos mais baratos do planeta.

Por exemplo, não tenho um iPhone e nem pretendo ter. Sequer telefone eu tenho; não vejo necessidade, ao menos com a vida que tenho aqui. Não consigo conceber como acessar meus emails da rua, twittar de dentro do ônibus ou ser localizado quando os outros quiserem me achar possa ser algo indispensável.

Também não sei qual a melhor placa de vídeo do mercado. A última que fiz questão de pesquisar e escolher era um GeForce 4 MX-440. Hoje me agrada muito mais saber que só preciso conectar o cabo HDMI do PS3 na TV e tudo funcionará, sem preocupações com drivers, resoluções de tela ou memória RAM.

Não acompanho notícias de tecnologia. Só me interessa saber quais serão os modelos de MacBook, Pro ou não, disponíveis daqui a dois anos, que é quando pretendo trocar o meu. Não sei o que é este Android que todos falam. É um sistema operacional, como o Symbian? É um modelo de telefone? Não sei e não quero saber.

Me sinto confortável na minha ignorância.

As únicas coisas que atualmente disparam meu lado consumista são blu-rays e camisas. Já comprei quase 40 filmes de novembro pra cá. A maioria ainda está lacrada, mas ficam ótimos na minha estante, acumulando poeira. Mas fazer o que se não resisto às promoções de filmes a menos de $10 da Amazon?

Descobri que fico muito bem de camisa. Elas disfarçam um pouco a barriga e eu perco o ar de guri nerd. Aliás, tô com tanto asco de gente que se diz nerd que nem uso mais minha camiseta the “flux capacitor: it’s what makes time travel possible”.

Mas isso tudo só prova que na vida das pessoas que tem recursos finitos, como tu e eu, tudo se resume a escolhas.

Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum.

Baixos teores. Questão de bom senso.

1 comentário.

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  1. Guilherme Pilotti, 7/4/10
    1

    Tem quem chame isso de “nerd cansado”.
    2 anos atrás eu queria loucamente trabalhar com tecnologia e ser programador.
    Hoje ligo o computador para ler meus e-mail, conversar com pessoas no MSN/Skype e ouvir MP3 de bandas pouco usuais.
    Não vejo sentido NENHUM em ter um iPad, quiçá em ler um livro em uma tela touch, acho muito melhor ler o velho papel que dobra, amassa e rasga.
    E, a única coisa que me faz falta num iPhone são os jogos que poderiam tornar a vida menos monótona no ônibus, mas nada que tão essencial assim, e, que um iPod abastecido com podcasts e músicas não supra tão bem quanto.

    Simplicidade é tudo o que eu quero hoje em dia.

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