Sin City

Sin CityO filme é, facinho, uma das cinco melhores adaptações de HQs para o cinema americano (o esquema mangá-animê japonês não conta). Narrações em off, violência gratuita, fotografia excelente, frases clichês, violência gratuita, roteiro clichê, personagens clchês e violência gratuita. Robert Rodriguez já era um dos meus Top 3 diretores dos anos 90 (os outros são Quentin Tarantino e Danny Boyle) e com Sin City ele ficou ainda mais absoluto nesta posição.

Muito do resultado que ele obteve se deve, a meu ver, a três fatos. O primeiro é ter chamado Frank Miller, o criador da série, pra trabalhar junto. O segundo é ter feito o filme praticamente independentemente, sem pressões ou ordens de grandes estúdios. E o terceiro foi ter escolhido uma HQ de uma editora independente, a Dark Horse. Qualquer divulgação pra eles já é lucro.

Sin CitySin City na versão em película não é uma história só do início ao fim. São três graphic novels do Frank Miller (That Yellow Bastard, The Big Fat Kill e The Hard Good Bye) que foram juntadas em um filme com três episódios. São episódios independentes, mas todos guardam elementos em comum. As mulheres são sempre sensuais e perigosas. Os homens, apesar das mulheres não precisarem, sempre estão lá para defenderem-nas.

O personagem principal da primeira história é Hartigan, um policial de 60 anos vivido por Bruce Willis. Falta uma hora para acabar o último dia de trabalho dele antes da aposentadoria e o seu último caso, o rapto da garotinha Nancy Calahan (que no futuro será vivida pela Jessica Alba), está sem solução. Então ele decide desafiar quem quer que seja para que o assassino pedófilo que a seqüestrou não consiga completar seu último crime. É clichêzão brabo, mas é muito bom.

Sin CityMarv, vivido por Mickey Rourke, é a estrela do segundo episódio. Ele é um brutamontes desfigurado que tem uma noite de sexo com uma prostituta. Por vontade dela. Mulher alguma havia se deitado com ele por vontade própria até então. Mas horas depois ele acorda e ela está morta. Aí começa a busca dele por vingança.

No terceiro episódio, Dwight (Clive Owen) está no apartamento da namorada quando Jackie Boy (Benicio Del Toro), ex-namorado dela, chega em casa com mais quatro amigos, todos bêbados como ele. Dwight se esconde, mas ouve Jacki Boy maltratá-la. Quando o ex vai ao banheiro, Dwight o ameaça. Jackie Boy sai do apartamento e Dwight o segue. Quando Jackie Boy vai até a Cidade Velha, entrando assim no reduto das prostitutas, uma guerra está prestes a começar.

Sin City não é um filme intelectual ou feito pra se pensar a respeito. É diversão pura e simples, com personagens estereotipados e histórias manjadas. Sin City não inova em nada (talvez só na fotografia; não lembro de outro filme totalmente feito em cutouts) e por isso é tão bom. São histórias policiais que não são produzidas com freqüência há tempo. E que algumas vezes fazem falta.

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