Segundo a BBC Brasil, a British Humanist Association pretende, a partir de janeiro, colocar o anúncio There’s probably no God. Now stop worrying and enjoy your life (ou seja, o título deste post) nas laterais de ônibus britânicos, ao lado dos tradicionais anúncios religiosos.

A idéia original era juntar £5.500 para colocar os anúncios em dois grupos de 30 ônibus durante 4 semanas. Neste instante, a página que arrecada doações para o projeto acusa um total de £72.063,81 arrecadadas.
Nada mal para um projeto que divulga algo que vai contra alguém que, supostamente, poderia mandar matar os primogênitos de quem está orquestrando esta campanha.
O que mais acho genial nem é utilizar ônibus para divulgar a causa ateísta. O sensacional é a campanha simplesmente dizer nas entrelinhas “relaxa, se Deus realmente existe e tu for uma boa pessoa, tu vai pro céu”.
Quer dizer, pelo menos é assim que EU penso. Não é necessário ir à Igreja ou acreditar em Deus para ser uma pessoa boa. O ideal seria que todos fôssemos bons, independente de haver algum tipo recompensa para nós após nossa morte.
Agora, se os humanos necessitam de ameaças de danação eterna para não sair roubando, matando, estuprando, traindo, enganando, mentindo, torturando e tocando o terror, realmente somos seres muito miseráveis mesmo.
Post inspirado pela Liliana.

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Tu tens alguma dúvida de que somos miseráveis ?
Não. Só não queria soar tão niilista.
Daria até pra dizer q pela criação do homem, Deus foi “selfowned”…kkk
Genial!
Adoro quando os atéus são educados contra os crentes. Forçar a prática de ir contra Deus (ou martelar na tecla de “motivos para deus não existir”) é apenas repetir as tecnicas usadas pelos defensores de alguma entidade.
Se Deus existe ele prefere os Atéus, eles não ficam pedindo coisas o dia inteiro.
Esse seus textos sobre religião são geniais.
Legal, Marcus!!!
Hhueheuheuhuehuehhe
Tava demorando outra dessas.
Bem, minha opinião já dei várias vezes. Acho meio estranho pregar o Ateísmo.
Se a moda pega, eles serão tão chatos quanto os caras que ficam no Largo da Carioca com Bíblia na mão e gritando versículos.
Interessante esse teu post, pq eu tava justamente fazendo um trabalho sobre o xintoísmo e, não sei se tu sabe, mas o xintô eh uma das ÚNICAS religioes do mundo inteiro que pressupôe o ser humano como alguem naturalmente bom e inclinado para fazer o bem.Praticamente TODAS (não soh as religiões escatológicas e messiânicas) as outras religões do mundo baseiam-se na premissa que o ser humano é uma merda e precisa castrar suas vontades malignas inerentes à sua natureza.
Eu acho o ateísmo nada mais é que uma religião, mas se for, eu sou ateu ou não?
Interessante, o cara falando de ateísmo e o anúncio “ele cumpre o que promete” aí na sidebar. Huahahahahahaha.
Hahaha, muito engraçado, o ateísmo como forma de consolo para as dificuldades da vida. Não é justamente essa crítica que fazem à religião? De ser um ópio para o povo?
Não há mais mais ridículo do que um ateu militante. O segundo mais ridículo é o ateu não militante.
é. mais uma vez eu concordo com o Philipe. mas, já que não é assim que as coisas funcionam, bem, deveriam ter feito isso há mais tempo: se há liberdade para anúncios religiosos, tem de haver para os ateístas.
também penso que uma concepção de deus não implica em culpa e auto-restringimento; seguir uma doutrina cegamente, sim. admitir um deus é simplesmente admitir que ainda não somos capazes de compreender tudo o que nos rodeia, ao invés da mania niilista de chamar o desconhecido simplesmente “caos sem propósito”.
pessoalmente, ando afinada com os pequenos demiurgos.
Vi na ZH que o Richard Dawkins elogiou essa campanha porque vai fazer os religiosos pensarem.
Vamos imaginar que nem tudo o que a bíblia diz é verdadeiro….Mas já imaginaram se for….
NA VERDADE VCS SÃO UM BANDO DE OBTUSOS!!
PROVALVELMENTE DEUS EXISTE!
Não pretendo dar uma resposta à provocação lançada pelo movimento ateísta inglês, que se sentiu incomodado com a “publicidade” feita por grupos cristãos acerca de Deus, mas aproveitar a ocasião e, também, dar a minha opinião.
Eu, não acredito naquele “deus” no qual eles, provavelmente, não acreditam que exista.
No Ocidente sempre tivemos a pretensão intelectual de encontrar uma definição de Deus. Tiveram essa preocupação os gregos, os Judeus, os cristãos…
Ao longo da história da humanidade vamos encontrar várias formas e definições de deus. Umas convincentes, outras mais perversas. Encontramos argumentos, na nossa história, para se matar em nome de Deus.
De Infinito, poderoso e omnipotente, até à definição de hoje, para a maior parte dos crentes. de Deus-Amor, cada religião tentou encontrar um espaço para convencer os seus sequazes.
Mas poderá ser Deus definido? Ou, como pensam os orientais, ao defini-Lo, Ele passa a deixar de em Si conter uma realidade infinita?
Mas voltemos à questão. Deus existe, ou não?
Esta é a pergunta mais angustiante que o Homem tem posto ao longo da sua existência. Para mim, nem é a questão maior. Num dos slogans dos anos sessenta encontramos o seguinte: “Deus existe? O problema é dele.”
Friamente pensando, estou de acordo. Não basta “acreditarmos” na existência de Deus. Satanás sabe que Deus existe, mas combate-O.
Quanto a mim, a questão, que tem o mérito de trazer o problema de Deus para a “ordem do dia”, está mal equacionada.
“A fé é um dom gratuito de Deus…” Catecismo da Igreja católica. Dom gratuito não para ser utilizado em proveito próprio, mas em benefício colectivo; em benefício dos que não foram bafejados pela fé.
Se não tens fé e, não acreditas que o estilo de vida dos que a têm, é algo que tu não aceitas, tens sempre a possibilidade de agires conforme a tua consciência. Deus criou-te livre e quer que tu sejas livre. Livre de o amares, ou não.
Mas há um aspecto desta campanha, com a qual não posso estar de acordo; “Deixa-te de aborrecimentos e goza a vida.” Nada mais errado!
Como podes ser tão egoísta, que desprezas os milhões de seres humanos deserdados da sorte, só porque nasceram no lado errado do Mundo?
Que tens para lhes oferecer, tu pequeno burguês, apenas preocupado com a tua barriga, a não ser o “gozar” a vida. Como podem “gozar” os milhões de famintos de África. Os milhões de desalojados de guerras, infelizmente algumas em nome de Deus? Como vão “gozar” os milhões de idosos abandonados e despejados em lares de 3ª idade…Que tens para oferecer.
Eu, sempre lhes posso dar esperança, porque há sempre a probabilidade de Deus existir! E, se existe, tenho a certeza que será justo para com aqueles que foram injustiçados pelos homens.
Sou crente. Sou Cristão. Peço desculpa, a vocês que não acreditam, pela minha incoerência de vida, mas acreditem que o meu Deus só tem o Paraíso para dar àqueles que o merecerem e livremente o quiserem! “Vinde…porque tive fome, sede… estava nu e vestiste-ME”.
Não sou capaz de gozar a vida se ao meu lado existir alguém a sofrer e a precisar de mim.
Tens duvida de que realmente somos seres muito miseráveis??
viemos do pó e ao pó voltaremos!
e fácil pensarmos simplesmente que morreu acabou, não tem mais nada, não existe vida eterna, e gozarmos a vida como impios, do que seguirmos Jesus para sim sermos salvos (Viver eternamente), pela misericórdia de Deus!
Quer ouvir Deus?
Leia a Bíblia!
abraço!
Muito bom isso aew
Tbm acho que vai fazer os crentes pensarem
Tomara que venha parar em onibus brasileiros e aki no RS pq meu pai fica falando de Deus o dia todo e eu sou Ateu…so que ele nao sabe…
No final das contas, “todo mundo” (ou “ninguém”) acredita em alguma coisa, ou precisa proferí-lo.
Deus, um Delírio, afirma o biólogo
Richard Dawkins
“Deus não poderia ser uma divindade , pois um ser tão complexo e superior ao homem só poderia ter surgido bem depois deste, como conseqüência da evolução, e não antes de todas as coisas.”
Clinton Richard Dawkins, nasceu em 1941, na capital do Quênia, Nairobi. Apesar de seu pai ter sido convocado para servir na guerra, ele foi criado no leste da África até 1949, quando finalmente mudou-se com a família para a Inglaterra. De 1959 a 1962, Dawkins trabalhou como estagiário de zoologia no Balliol College, em Oxford, onde foi influenciado pelas idéias do biólogo dinamarquês Nikolaas Tinbergen, autor de The Study of Instinct (1951), que foi um dos primeiros biólogos a explorar a natureza do comportamento animal. Tal empenho fez surgir um novo ramo da ciência – a Etologia Tinbergen acabou ganhando um prêmio Nobel em 1973 pelo seu trabalho. Em 2005 encabeçou a lista da revista Prospect, sobre estudo pioneiro do comportamento dos animais.
A inglesa Ariane Sherine, 28, estava indo para o trabalho quando viu uma propaganda colada num ônibus de Londres. Era uma citação da Bíblia, acompanhada por um endereço na internet. Ao acessar o site, ela tomou um susto: a página, que pertencia a uma igreja evangélica, dizia que quem não for cristão e não aceitar Jesus será condenado a passar a eternidade nas chamas do inferno. “Peraí. Então quer dizer que 68% da população mundial vai para o inferno? Eu não pude acreditar que esse tipo de idéia estava sendo difundida, em
pleno século 21, para assustar as pessoas”, diz Ariane. Indignada, ela procurou o governo inglês para reclamar da propaganda, mas não adiantou nada. Hora de agir. Com a ajuda dos internautas, ela arrecadou dinheiro para montar uma mega campanha publicitária defendendo o ateísmo e desenvolveu slogans que se espalharam por outros países.
Apaixonado defensor do ateísmo e na teoria evolucionista, Dawkins apoiou a campanha que cobriu os ônibus londrinos, com a célebre frase:
“Deus provavelmente não existe.
Agora pare de preocupar-se e aprecie sua vida”
Ao invés de dizer “Provavelmente deus não existe…”, poderia ser afirmado: deus simplesmente não existe! Ou ainda,
“Sorria! O inferno não existe”;
“Sou feliz sem crer em nenhum deus”;
“A fé não dá respostas. Ela só impede as perguntas”;
“Eu acredito na vida antes da morte”;
“Viva para hoje nunca para depois.”
Dawkins formou-se em 1962 e partiu para o doutorado sob a direção de Tinbergen, quando então desenvolveu um bom relacionamento com seu tutor. Logo depois, Dawkins foi agraciado com o título de professor assistente de Zoologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley (1967-1969). Voltou para Oxford como auxiliar de ensino em Zoologia, e, algum tempo depois, ganhou o título de membro do New College. Em 1997, Dawkins ganhou o International Cosmos Prize e em 2001 o prêmio Kistler, no mesmo ano em que foi eleito membro da Royal Society. Em 2005 encabeçou a lista da revista Prospect, como o maior intelectual , recebendo mais do que o dobro dos votos do que o vice-colocado. Em 2005 a organização alemã Alfred Toepfer Stiftung concedeu o prêmio Shakespeare, em reconhecimento da sua “apresentação concisa e acessível do conhecimento científico”.
Além de sua carreira acadêmica, Richard Dawkins também é intelectual polêmico, com colunas publicadas em jornais britânicos como The Guardian. Suas opiniões estão geralmente voltadas ao papel da religião na sociedade, o qual Dawkins, gostaria de ver diminuído. Ele também é um divulgador da ciência e do pensamento científico, defendendo sempre que a escola e a sociedade em geral, deveriam dar mais atenção a esses aspectos.
Num tempo de guerras e ataques terroristas com motivações religiosas, o movimento pró-ateísmo ganha força e se expande no mundo todo. E seu líder entre outros é o respeitado biólogo Richard Dawkins, eleito recentemente como um dos três intelectuais mais importantes do mundo, junto com Noam Chomsky e Umberto Eco pela revista inglesa.
Autor de vários clássicos nas áreas de ciência e filosofia, ele sempre atestou a irracionalidade de acreditar em Deus, e os terríveis danos que a crença já causou à sociedade. Em “Deus, um Delírio”, seu intelecto afiado se concentra exclusivamente no assunto e mostra como a religião alimenta a guerra, fomenta o fanatismo e doutrina as crianças. O objetivo desse texto mordaz é provocar os religiosos convictos, mas principalmente provocar os que são religiosos “por inércia”, levando-os a pensar racionalmente e trocar sua “crença” pelo “orgulho ateu” e pela ciência. Aliás, que também é um dos objetivos desses meus insights, e do “papel nocivo” das religiões. Dawkins despreza a idéia de que a religião mereça respeito especial, mesmo se moderado, e compara a educação religiosa de crianças ao abuso infantil. Para ele, falar de “criança católica”, “criança evangélica” ou “criança muçulmana” é como falar de “criança neoliberal” – não faz sentido.
…Dawkins, afirma que é inaceitável um cientista ter idéias religiosas, pois o conflito é incontornável. O zoólogo evolucionista argumenta: “supondo que Deus fosse capaz de projetar intencionalmente os detalhes da lei do Universo. Ele precisaria ser um prodígio de complexidade, muito superior ao mais sofisticado dos cientistas humanos. Para Dawkins, a idéia de que Deus sempre existiu, tendo emergido por si só de alguma forma, é tão improvável “quanto uma rocha se transformar em uma pessoa”. E mais,
“Se foi Deus quem nos criou, estranho que tenha esperado 10 bilhões de anos até que a vida começasse a surgir e outros 4 bilhões para que fôssemos capazes de cultuá-lo.”
Um trackback
[...] é que nem todos pensam como eu. Muitos acreditam em algo só por medo de punições futuras. Como eu já disse anteriormente, Agora, se os humanos necessitam de ameaças de danação eterna para não sair roubando, matando, [...]