Lembram de fevereiro último, quando o iPad foi anunciado e muitas pessoas disseram que seria um fracasso? Que ele não passava de um iPod Touch grandão? Que era um gadget inútil? Bom, eu era uma destas pessoas e hoje tenho um iPad. Então, o que me fez mudar de ideia em tão pouco tempo?
Player de música, vídeo, plataforma móvel de jogos
Na verdade, o iPad é isso mesmo: um iPod Touch grandão (ainda mais o meu, que só tem wi-fi e não serve pra ser chamado de iPhone grandão). Mas na verdade é um tablet, pois faz tudo o que um computador “de verdade” faz, exceto pelo fato de usar a tela como como fonte primária de entrada de dados, em vez de um teclado.
E justamente por ser um tablet, não me atrai como player de música para usar na rua. Neste queisito, ainda prefiro meu iPod Classic, até porque ele tem mais espaço em disco (120GB contra apenas 32GB do iPad) e é, obviamente, menor. E para usar em casa sou mais meu Macbook, pois é mais prático para criar playlists e fazer uma jukebox (além de também possuir mais espaço em disco).
Não assisto vídeos quando estou fora de casa, pois tento maximizar meu tempo de estudo enquanto permaneço na PSU. Além disso, enjoo fácil se fixo meu olhar dentro de ônibus que param frequentemente. Logo, só me sobra minha casa pra assistir filmes. E acho que não vale a pena assistir vídeos longos numa tela de 10″ se tenho na minha sala uma outra de 40″. Assim, ele também não me serve como player de vídeo.
Ele também não me serve como plataforma móvel de jogos pelos mesmos motivos alegados para ele não me servir como player de vídeo. Me serve ainda menos como videogame caseiro, pois tenho um PS3 e, apesar de I has no games, ainda assim os poucos que tenho são melhores e mais complexos do que os jogos que eu encontraria pro iPad (a não ser que haja um emulador de NES por aí e eu não saiba).
Assim, a função primordial do meu iPad acaba sendo a de e-reader. E nisso o aparelho se sai muito bem.
A “necessidade” de um e-reader
Coloquei necessidade entre aspas porque ninguém na verdade precisa de um e-reader. Mas ele é sim um grande facilitador de leituras. Fazia tempo que eu não lia tanto em período de aulas. Pode até ser devido ao efeito da novidade, mas como já sou heavy-user de iPod há mais de quatro anos, suspeito que estes meus novos hábitos de leitura tenham vindo para ficar.
O fato de eu poder ter uma biblioteca digital centralizada num dispositivo que é de fácil usabilidade é um ponto que conta muito a favor do iPad. Não tem como não comparar com o que foi o iPod há dez anos. Mas não é só a facilidade de uso do equipamento que conta. De qual maneira vocês acham que é mais fácil ler um livro digital?


Sem contar a diferença de peso entre o MacBook e o iPad, de 2,2kg para aproximadamente 800g, com o case.
Por que um iPad e não um Kindle?
Lembram da minha má-vontade inicial com o iPad? Ela começou a mudar quando a Fabiane Lima twittou algo a respeito de passarmos o dia inteiro em frente a telas de LCD e isto não cansa a nossa vista. Foi justamente esta constatação dela, muito verdadeira, junto com a vontade de ter um iPod pra livros, que me fez decidir por um iPad.
Mas então por que não um Kindle? Ou um e-reader da Sony? Já que ambos possuem telas de e-paper, teoricamente melhores para leitura (e, justamente por isso, possuem a desvantagem de precisarem de uma fonte de luz externa, enquanto o iPad emite sua própria luminosidade), seriam mais indicados para serem usados como e-reader.
Ora, não os escolhi por um simples motivo: eles exibem apenas imagens em preto e branco e eu quero ler histórias em quadrinhos também. Mesmo tendo pago 66% a mais do que o preço de um Kindle DX, eu não abriria mão da tela colorida e das minhas HQs.
Então quer dizer que valeu a pena?
Por enquanto sim. Pode ser a empolgação de uma nova compra, mas uma semana de posse ainda não diminuiu o uso que tenho feito do iPad. O uso primário dele é sim como e-reader, mas tenho outras duas aplicações secundárias dele que tem me deixado bastante satisfeito.
A primeira é como agenda. Já sou capaz de editar minha agenda no iCal do MacBook e sincronizá-la com o Google Calendar e com o iCal do iPad e vice-versa. Ou seja, não importa onde eu atualize meus compromissos, sempre haverá um dispositivo por perto para eu me inteirar deles.
A segunda é como computador de acesso rápido para dúvidas bobas. Por exemplo, ao assistir um filme, é muito prático deixar o iPad ao lado meu lado, no sofá, e solucionar uma dúvida sobre o elenco da obra em questão. Ou quando estou lendo as HQs do Demolidor, é fácil sair do ComicZeal e entrar na Wikipedia para descobrir quem são os super-vilões que não ainda conheço. Como eu disse, são coisas dúvidas bobas, mas que o iPad ajuda a solucionar e enriquecer a minha experiência.
Por último, um recado muito importante para todos
Don’t panic.
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5 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
ainda não há aqui nenhum hate post contra a apple? yeeesh. um cliente lá do escritório sacou um pa ver muito profissionalmente, numa reunião, um e-mail on the fly. o ipad pode servir para levares pá cama algumas tipas: principal lição a reter. well done, my son.
Porra, você não está colaborando com meu movimento de resistência hahaha Estou aqui lutando internamente para não comprar um. O que ajuda é que aí custa $500 e aqui $1500 :)
Precisava de uma opinião mais centrada sobre o iPad viu. Estou indo pros EUA nas férias e acho que vou comprar um iPad sim viu.
Abraço.
PS.: Gostaria muito de ler sua opinião sobre o final de LOST.
Tenho uma preguiça de pensar sobre Lost… quem sabe um dia sai.
Putz nem me fala.
Mas então vou esperar.
Abraço.