I'm a professional cynic
But my heart's not in it

Inadequado?

Como a historinha que contei sobre o meu escritório teve uma boa repercussão, vou contar o que aconteceu comigo uns dias atrás.

Eu estava na parada de ônibus e um casal de amigos, ele búlgaro e ela chinesa, passaram por mim e ofereceram carona. Aceitei.

O carro estava sintonizado numa rádio rock daqui de State College. No momento da carona, a rádio transmitia Karma Police, do Radiohead. Uma surpresa para mim, pois da última vez que havia pego carona com eles, a trilha sonora era um remix de Dragostea Din Tei (ou The Numa Numa Song). E isto foi em 2010. Achei uma coincidência bacana ser logo esta música, pois o vídeo da música é todo baseado numa viagem feita num carro. Comentei com eles que gosto de Radiohead e desta música em especial, pela canção em si e pelo videoclipe.

A música acabou, o locutor falou uma coisa ou outra que não vem ao caso e Polly, do Nirvana, começou a ser executada. Destilando conhecimento acadêmico-filosófico-musical, comentei que eu sempre havia imaginado que Polly era uma música a respeito de um papagaio, até o dia em que descobri que era sobre uma garota que 14 anos que havia sido raptada, torturada e estuprada.

Nenhuma outra palavra foi dita dentro daquele carro até chegarmos ao nosso destino final.

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O meu escritório

O meu escritório aqui na PSU é dividido com outros quatro alunos. Somos um brasileiro, um ganês, um chinês, um vietnamita e um cazaquistanês cazaque. Sendo assim, estou naquele que creio ser o escritório mais rico em termos de variação étnica neste departamento.

Só que variação étnica, ainda mais vinda da África e do Oriente, é muito mais discrepante entre si do que variação étnica vinda do Ocidente. Meus hábitos enquanto rapaz latino-americano, sem dinheiro no bolso e vindo do interior, são mais parecidos com os hábitos dos latinos, americanos e europeus que encontrei por aqui do que com os hábitos dos africanos, árabes, persas, indianos e orientais.

Dentro do escritório, minha mesa fica próxima à janela da sala, no lado oposto à porta. Desta forma, só tenho contato visual com meus colegas quando tenho que sair e passar pela porta. Mas, graças à audição, posso ouvir quando eles entram e sei quando estou sozinho ou não.

Os alunos vietnamita e cazaque raramente vem a esta sala. Me sobram o ganês e o chinês como companhia. Estes dois alunos estão mais próximos dos esteriótipos típicos dos seus países de origem do que eu estou de um brasileiro idealizado: o ganês é negro, mas baixo e gordo, enquanto o chinês, apesar de ter mais de 1,90m de altura, é amarelo e tem olhos puxados.

A minha audição, além de me permitir saber quando estou sozinho ou quando estou acompanhado, também me permite saber quando alguém peida na sala. Como nunca sei quem está aqui comigo, só posso inferir que, graças ao ar ventilado que emana das entranhas meridionais destes meus nobres companheiros de educação suíça, foi algum dos quatro que peidou. Como os outros dois, o vietnamita e cazaque, nunca aparecem por aqui, só me resta suspeitar que ou é o preto, ou é o chinês que realiza a sinfonia flatulenta diária deste escritório.

Semestre passado a situação era mais tranquila. Creio que tenham ocorrido, durante o semestre inteiro, uns três ou quatro flatos isolados. Suspeito que a partir deste semestre a alimentação de um deles foi mudada e, em vez do maldito peidorreiro estar consumindo aquilo que seu estômago estava acostumado, o nobre embaixador passou a ingerir repolho, feijão, beterraba, soja e transformou minha sala num eterno 4 de julho.

Como dito anteriormente, não consigo saber quem está comigo no escritório e não tinha certeza sobre quem ficava tentando equilibrar a concentração de metano interna de seu corpo com o ar do escritório. Mas, graças aos meus preconceitos, eu já tinha julgado e condenado um dos dois, ou o ganês, ou o chinês, pelo aumento dos coliformes fecais aéreos do ar que eu respiro diariamente. Hoje sei quem é o culpado, mas não o exporei ao ridículo aqui.

Só direi que se o maldito continuar a peidar nesta frequência por mais uns dois meses, vai desinflar e passar de seus 1,90m de altura para meros 1,60m.

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Reinaldo Azevedo concorda com Dilma

E eu também.

Uma procura rápida no twitter com os termos dilma fantasia mostra que muita gente ou não entendeu o que a presidenta falou, ou se baseou apenas no que a imprensa reportou a respeito do discurso proferido na Rio+20. Num vídeo oficial no Palácio do Planalto, embedado abaixo, é possível ouvir o que a presidenta fala a este respeito, pela boca da própria.


Link para o vídeo

Em nenhum momento (pelo menos no trecho do discurso colocado acima), Dilma fala que energia eólica e solar não são importantes. Ela diz que são. O grande problema que ela tem com estas outras formas de gerar energia (e que eu também tenho) é o estágio inicial em que estas tecnologias estão. Não adianta alguns chegarem e dizerem que são contra a construção da usina em Belo Monte se não apresentarem uma proposta que gere a mesma quantidade de energia, pelo mesmo custo para o consumidor final.

Eu também gostaria que fosse possível gerar a quantidade de energia necessária para fazer o mundo funcionar sem agredir o meio ambiente. Entretanto, isto é impossível no mundo atual.

Quando a presidenta diz que ela não vai discutir fantasias, ela está corretíssima. Não há porque ficar discutindo algo, nas palavras dela mesma, etéreo e fantasioso. Sem ideias boas e práticas, sem propostas alternativas concretas, não há possibilidade de diálogo.

Aqui o texto do Reinaldão.

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Diogo Mainardi sobre religião

Não concordo 100%, mas assino embaixo de boa parte da opinião do Diogo Mainardi no vídeo abaixo.


Link para o vídeo

Não acreditem em Deus, mas acreditem na Igreja.

Acho justo.

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Lugares comuns

Renato Russo – Acho muito fácil as pessoas sentarem suas bundas gordas na cidade e ficarem definindo a juventude. Não tenho que saber como é a cabeça do jovem. Tenho é que, como cidadão, ajudar as pessoas que vem depois de mim, a ter uma oportunidade.

Trecho de uma entrevista da Legião Urbana na Folhateen, em 1994. Se eu tivesse lido na época, teria achado genial. Tomando conhecimento dela hoje, e sabendo que naquela época os integrantes já eram mais velhos do que eu sou atualmente, tudo me parece uma grande coleção de frases feitas e lugares-comuns.

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  • Institucional

    A Grande Abóbora, o blog do Marcus.

    Uma explosão de sabor.

    Saiba mais sobre mim lendo meu about.

    Ou não.