
Os Incríveis é o desenho do ano. Não, eu não assisti Shrek 2, mas duvido que seja superior ao filme que acabei de assistir.
Os Incríveis é, antes de tudo, uma homenagem aos super-heróis, assim como Kill Bill é uma homenagem aos filmes de luta. Não é uma homenagem aos filmes de super-heróis que, em geral, são ruins. É uma homenagem ao gênero do super-herói, com aquelas piadinhas engraçadinhas e seus clichês.
Há no desenho, por exemplo, o herói que mesmo tendo oportunidade, não mata o vilão. Há o vilão que, ao capturar o mocinho, o prende e explica todo seu plano antes de matá-lo. Há a heroína titubeante com seus poderes. Existem identidades secretas, problemas com o governo, problemas com trabalho, problemas com as outras pessoas, enfim, todos estes problemas que os super-heróis tem que enfrentar no seu dia a dia.
O visual do filme é excelente. A animação da Pixar é excelente, como sempre. Mas não bastasse isso, a concepção visual do mundo desles é uma mistura retrô-futurista que funciona muito bem. Os carros são de modelos antigos (anos 50 like) e as pessoas se vestem como antigamente, mas há alta tecnologia, como por exemplo nos computadores e nos prédios da cidade.
A trilha sonora lembra, em vários momentos, a trilha sonora dos antigos 007, aqueles do tempo em que o Sean Connery era menos velho. É empolgante nos momentos de luta e perseguição e consegue manter o clima de mistério nos momentos em que há as cenas de espionagem.
Assistam. Vale muito a pena mesmo. É um desenho que mistura comédia e aventura na medida exata.

