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Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992)

Antes dos brucutus dos anos 80, antes do policiais dos anos 70, os grandes heróis do cinema americano eram os caubóis. Charles Bronson, Lee Van Cleef e, claro, John Wayne, possuíram carreiras sólidas neste gênero cinematográfico.

Até que o western, como um todo, entrou em decadência.

Dele, só restaram as lembranças, pois a nova geração não lhe dava o valor devido.

Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992)

Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992), de certa forma, resgata a magia daquela época. Se, nos anos de ouro das produções passadas no Velho Oeste, víamos os homens no melhor das suas formas física e mental, neste filme vemos o ocaso de um matador de aluguel. William Munny, vivido por Clint Eastwood, é um homem que descobriu o prazer na vida de fazendeiro casado. Deixou os anos e a fama de matador para trás e se retirou para criar porcos.

Num tema que é recorrente para Eastwood em seus filmes, Os Imperdoáveis também trata da velhice, mas vai além da simples caracterização de um velho assassino. Além de tratar dos anos finais da vida de Munny, o filme também serve como um tratado a respeito do fim dos filmes de western como um todo.

Os estereótipos dos outros filmes estão todos lá. O xerife idealista, o velho bandido malandro, o amigo do protagonista, as mulheres coadjuvantes. Justamente por possuir todos os elementos clássicos do gênero, o filme fecha o ciclo do gênero ao qual pertence em Hollywood.

E ninguém melhor que o ator que encarnou Blondie para encerrar aquilo que ele mesmo ajudou a popularizar, 30 anos antes de realizar seu melhor filme como diretor.

Cotação: ★★★★★

Esta resenha é parte do projeto Um Filme Por Semana. Para ler as outras resenhas, clique aqui.

1 comentário.

Um trackback

  1. [...] curingas pra hora da TV… seja num jogo de futebol, num bom filme no DVD (estou assistindo Os Imperdoáveis, nunca tinha visto), eles passaram a ser uma carta na [...]

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