A receita para um tsunami destruir todas as ilhas de um mesmo local é simples: três manas incolores e um verde. Mas parece que os chilenos não estão fazendo o trabalho direito e mataram só 214 pessoas com um terremoto de 8,8 graus na escala Richter. Isso é o número de mortos num final de semana no trânsito gaúcho. No Haiti, um lugar onde as pessoas realmente sabem morrer, cono na Indonésia, foram só 7 graus e over9000 pessoas foram bater um papo com Satanás, pois faziam magia negra.
Assim como no caso dos praticantes de vodu, que mereceram este castigo por negarem Deus e por viverem em cima do encontro de placas tectônicas, eu não estou dando a mínima para o Chile. De 0 a 10, me preocupei só por uns instantes, quando fiquei sabendo que uma onda gigante ia em direção ao Hawaii e que, se lá chegasse causando muitos estragos, eu poderia ficar sem saber o final de Lost.

E parece que não sou o único a não me importar
Mas não que eu não tenha coração. Até tenho, mas é sempre maremoto, terremoto, inundação. Com a facilidade que temos em conseguir informações hoje, não há nada que tenha acontecido num terremoto/maremoto/tsunami que já não tenhamos presenciado em outro momento. Perdeu-se o romantismo que havia no Krakatoa e no Vesúvio.
Por isso, vamos variar as catástrofes, dona natureza. Eu pensei aqui e achei apenas três tipos de acidentes que me fariam colar na TV, ávido por atualizações da situação em tempo real.
Invasão extraterrestre
Por invasão extraterrestre, eu não me refiro àqueles malucos que aparecem no fantástico dizendo que foram abduzidos. Eu falo de uma nave-mãe ET chegando à terra e parando sobre uma cidade, fazendo sombra, como aquela de Distrito 89 ou a que meu amigo viu em São Leopoldo.
Eu adoraria ver o que nosso poderia militar (nosso eu digo americanos e russos, é claro) seria capaz de fazer para nos proteger.
Holocausto zumbi
Não importa se os zumbis vão invadir nossos lares porque o inferno lotou ou porque algum biólogo fez cagada e espalhou um vírus pelo mundo. Em qualquer um destes casos eu ficaria ligado na TV pra saber qual seria a hora certa de invadir um supermercado e montar um foco de resistência por lá.
Porque se um lance destes chega na minha cidade, a pior coisa a se fazer é permanecer em casa. O lance é ir pra um lugar protegido, com comida e bebida suficientes e, se possível, um gerador próprio.
Ataque nuclear
24 Horas, sexta temporada. Numa situação daquelas, com nukes explodindo no centro de Los Angeles, eu ficaria ligadaço pra saber quais seriam os próximos alvos, se haveria perigo de chuva negra, se eu estaria numa zona de risco.
Eu fui criança durante o final da Guerra Fria, onde toda a semana o Reagan e o Gorbachev apareciam na TV pra dizer que EUA E URSS tinham arsenal nuclear suficiente pra destruir o mundo inteiro algumas dezenas de vezes. Filmes pós-apocalípticos eram mato naquela época. Meu medo de cataclisma nuclear é real e quase palpável.
Se bem que no dia em que atacaram o World Trade Center eu nem fiz nada disso. Eu fui ao shopping porque tinha encontro com o pessoal do live de vampiro.
RPG: SERIOUS BUSINESS