O Oasis foi meu Beatles. Assim como a banda de Liverpool mudou a maneira como o mundo consome música, a banda de Manchester mudou a maneira como eu consumia música. Sim, eu já ouvia música antes deles, mas não da maneira como comecei a ouvir depois de ter conhecido a banda. Após o aparecimento deles na minha vida, realmente comecei a procurar novos sons. Não fiquei restrito apenas ao que meus amigos recomendavam ou ao que passava no rádio e na MTV. Comecei a freqüentar mais assiduamente lojas de discos e locadoras de CD (sim, elas já existiram).

Oasis – Be Here Now
E Be Here Now foi o disco que marcou definitivamente esta mudança. Se Revolver é, para os Beatles, o ponto exato de mudança da fase Iê-Iê-Iê para a fase psicodélica, Be Here Now é o ponto exato de mudança da minha maneira de consumir música.
Hoje em dia eu sei quando os White Stripes entram no estúdio para gravar os álbuns novos. Há 10 anos não havia tanta informação disponível. Eu acabava conhecendo os discos justamente quando eles eram lançados.
Mas com Be Here Now foi diferente. Pela primeira vez eu sabia todas as informações sobre um disco: quem iria lançar, como iria lançar, onde iria lançar e o mais importante, quando iria ser o lançamento.
Dia 26 de agosto de 1997, uma terça-feira. Este foi o dia do lançamento mundial (ou seja, US and A. Na Inglaterra havia saído no dia 21) do disco mais esperado por mim em toda a minha vida (até aquele momento). Em São Leopoldo ele só chegou dia 1º de setembro, a segunda-feira seguinte. Naquele dia, saí direto do colégio para comprá-lo em um loja.
Fanboy que era, adorei a obra. Na época, acreditei ser o melhor trabalho da banda, superior a Definitely Maybe e (What’s the Story) Morning Glory. Hoje já não penso assim. É um ótimo disco, mas não é tudo o que eu achava na época. Não que ele tenha ficado ruim com os anos: hoje eu o considero o terceiro melhor disco de inéditas da banda. Pode ser que esta avaliação contenha mais componentes afetivos que racionais, mas não importa. É umdisco muito bom e ponto final.
O curioso é que Stop the Clocks, a coletânea dupla do Oasis, não tem uma única canção de Be Here Now. Parece que renegam o disco. Acho uma lástima, pois lá um punhado de boas canções, apesar das letras meio bobas devido à egotrip dos irmãos Gallagher.

2 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
ha! eu me lembro até hoje – julho de 2001, tinha 12 anos, peguei o revolver dentre os cds do meu pai, esperava um punhado de canções ié-ié-ié e levei uma martelada na cabeça que mudou minha vida. logo a fome aumentou, pesquisava ouvia lia assistia o que me era possível e este primeiro álbum ouvido como se deve ficou sendo meu favorito até eu me apaixonar pelo álbum branco, de que ninguém conhece o nome verdadeiro (the beatles).
mas a coisa começou a ficar mais séria logo no rubber soul. o george harrison acha(va) que ele e o revolver podiam ser um álbum duplo. eu já não acho. o que é tomorrow never knows? a merda da música é feita com loops aleatórios e um só acorde. C C C C C C C C C C
e fodam-se os oasis tentando ser uma ínfima parcela do que foram os beatles. desculpa aí.
make love all day long,
make love singing songs…
PALMAS PRA TRIXIE!
Nem li teu post todo, Marcus. Por dois motivos: o segundo é que um post com o título de ‘oasis foi meu beatles’ não merece a mínima consideração ;p