David Copperfield está com um show novo em Las Vegas. Segundo os guias da cidade, é o único show de mágica que merece conceito A. Isto, aliado ao fato dele e do Houdini serem meus ilusionistas favoritos, fez com que eu me obrigasse a ir ao seu show.
O espetáculo dura quase duas horas. Os truques que necessitam de mais produção, como jaulas, gaiolas ou ventiladores gigantes, são intercalados por truques mais simples, tipo mágica de rua David Blaine style, que nos quais a plateia participa.
Aliás, participações da plateia não faltam. No último truque da noite, a produção do espetáculo lançou 13 bolas cinza para o público. As bolas ficaram pulando de mão em mão, até que eles mandaram parar. E eu fui um dos felizardos que estavam com uma bola por perto quando a ordem de parada foi dada.

Mas, assim como no caso do strip club, não disponho de fotos para provar o que aconteceu. Novamente, vocês terão que acreditar apenas na minha palavra.
Pois bem. Após ser sorteado, dirigi-me ao palco. Antes de ser aprovado como participante da mágica, precisei responder a quatro perguntas:
- Fala inglês? (na verdade, não era necessário saber falar inglês)
- É mágico?
- É da imprensa?
- Conhece alguém da produção do show?
Respondido isso, subi no palco, onde havia uma jaula com treze cadeiras dentro, dispostas em duas fileiras. Antes de qualquer coisa, todos os participantes deram uma volta em torno dela, para verificar que não havia nenhum cabo ou artifício envolvido na atração. Depois disso, parei na frente da jaula com outras sete pessoas, sendo que eu estava na extremidade direita. O Copperfield perguntou para as pessoas do início e do fim da fila se estávamos lá para correr, pergunta que, naquele momento, não fazia sentido.
A seguir, entramos na jaula, sentamos nas cadeiras que lá estavam. Ela foi tapada com cortinas, elevou-se e, quando desceu, não estávamos mais lá dentro e aparecemos no fundo do teatro, com lanternas nas mãos.
Eu colocaria aqui um vídeo com um truque semelhante ao que participei, só para ilustrar a minha porca descrição, se eu tivesse conseguido encontrar algum na internet.
Depois de tudo terminado, nos levaram para uma sala, onde o Copperfield mostrou numa TV um vídeo como este mostrei pra vocês, pra que soubéssemos o que aconteceu enquanto o truque acontecia, e pediu sigilo a respeito do mecanismo de funcionamento da ilusão, porque ao contar pra uma pessoa esta pessoa conta pra outra e assim por diante, em progressão geométrica.
Ok, ele não falou em progressão geométrica, mas a ideia era esta.
Mas como quero me exibir pra vocês, vou contar como a ilusão aconteceu.
Quando sentamos nas cadeiras e foram colocadas aquelas lanternas atrás da cortina frontal, a parte de trás da caixa abriu e nós fomos saindo lá de dentro, um a um. Um dos caras da produção nos levou a correr (e agora a pergunta do Copperfield fez sentido). Ganhamos lanternas apagadas e passamos pela coxia do teatro, pela rua e pela cozinha do cassino, até entrarmos novamente e nos infiltrarmos na plateia. O interessante é que ficamos entre as mesas dos espectadores e NINGUÉM à nossa volta nos viu entrar. Só nos notaram quando o mágico chamou a atenção para o lugar em que estávamos e ligamos nossas lanternas.
É realmente uma pena que eu não tenha imagens deste episódio. A única coisa que ficou foi uma foto autografada que recebi após meu encontro com o Copperfield.
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3 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
Amigo, o senhor respondeu que era um membro relevante da imprensa internética informal brasileira?
Eu tapeei ele :D
Cara, eu vi esse truque lá no MGM em janeiro de 2009..
Poha, c foi chamado pra parada man, q doidera….eu saquei os caras chegando lah atras, , na real quem sacou foi minha mulher, mas dae eu tb vi e acabou estragando um pouco o gran finale =/
Mas falae, esse foi fichinha perto daquele do carro (ele ainda ta fazd esse né?)