O caso Isabella Nardoni

Em 29 de março de 2008 a garota Isabella Nardoni, de apenas cinco anos de idade, caiu do sexto andar do prédio onde morava, jogada pela janela de um quarto. Até agora, os principais suspeitos de terem cometido o crime são seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Peixoto Jatobá.

Desde 29 de março de 2008 todos os jornais estão noticiando incessantemente o caso. No último domingo, a Record News chegou ao cúmulo de transmitir ao vivo de TODA a reconstituição do crime.

Daqui de fora, no fim do fundo da América do Sul, vendo toda a agitação da mídia em torno do caso, pensando no absurdo que é uma menina tão jovem ser jogada da janela de um prédio, minha cabeça só consegue pensar em uma frase:

Faltou profissionalismo.

Cães de Aluguel e o profissionalismo
Vocês são negros ou profissionais?

Pensem comigo. Ao que tudo indica, Anna Carolina tentou esganar Isabella. Alexandre, ao ver a filha desacordada, imaginou que ela estava morta. Com uma faca e uma tesoura, ele teria cortado a rede de proteção de uma das janelas do apartamento e lançado a menina do sexto andar.

Neste ponto ocorreu o amadorismo.

Alguém profissional como eu (entenda-se por profissional uma pessoa que é fã de Dexter, Hannibal Lecter e Armin Meiwes - joga no Google), se estivesse no lugar de Alexandre, teria feito diferente. Supondo que a menina tivesse morrido após o estrangulamento realizado pela madrasta, eu levaria ela ao meu quarto, para que “dormisse” com os pais.

No dia seguinte, bem cedo pela manhã, mandaria minha mulher levar seus filhos, que estavam no apartamento conosco, para visitarem a casa dos avós. Na volta da casa de seus pais, Anna deveria passar em um supermercado, que não costumava freqüentar, vestida de maneira diferente do habitual. Se costumasse usar calças, deveria ir de vestido. Se costumasse usar vestidos, deveria ir de calças. Em ambos os casos, de lenço na cabeça e óculos escuros. No mercado compraria pão, leite, margarina, refrigerante, frios, carne, produtos de limpeza, sacos de lixo, luvas de borracha e duas facas.

Em seguida, eu desceria com Isabella no colo, com sua cabeça apoiada em meu ombro, de modo que os porteiros e demais moradores vissem-me com a menina dormindo.

-(falando baixo, para não acordar Isabella) Bom dia senhor Seixas.

-Bom dia senhor Nardoni. Como vai?

-Vou bem, obrigado. E o senhor, senhor Seixas?

-Vou levando… Saindo com a pequena?

-Sim. Sairemos ela, Anna e eu. Vamos passar o dia na praia, aproveitando este domingo de sol (de folga, whatever) com a família.

-Que ótimo senhor Nardoni. Bom divertimento.

-Muito obrigado senhor Seixas. Mande lembranças minhas para sua esposa.

-Pode deixar.

Nisso eu pegaria o carro e iria encontrar-me com Anna, em um local pré-estabelecido (combinar coisas assim por telefone deixa rastros). Ao encontrá-la, iríamos os três à praia de fato, procurando passar por pelo menos um posto de pedágio. Isabella iria no banco de trás, “dormindo”.

Ao chegar no litoral, procuraríamos uma praia deserta. Estacionaríamos o carro. Forraríamos a areia próxima ao carro com sacos de lixo cortados. Esquartejaríamos a garota, colocando cada pedaço do corpo em um saco diferente. Os sacos sujos de sangue, juntamente com os com os pedaços da menina e os sacos que sobraram, seriam recolhidos e incinerados.

Ou jogados em alto-mar, caso eu dispusesse de um barco.

As facas compradas pela manhã e utilizadas para que Isabella ficasse melhor acomodada nos sacos plásticos seriam lavadas no mar, para que os sinais mais evidentes de sangue desaparecessem. Depois seriam quebradas e jogadas em lixeiras diferentes, se possível fora do provável caminho que faríamos de carro.

Depois almoçaríamos sanduíches.

Para a polícia, diríamos que estávamos na praia, comemos sanduíches, bebemos refrigerante e pegamos no sono. Quando acordamos, Isabella não estava mais conosco. Procuramos em vão e agora precisamos que, por favor, a polícia nos ajude a encontrar nossa mui amada filha.

Para a mãe, eu pediria que me perdoasse, pois foi um descuido de instantes.

Antes ser acusado de negligência do que de homicídio doloso.

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  • 30 comentários ↓

    #1 Bruno em 01.05.08 às 10:53

    Medo de vc, muito medo…

    #2 Caio Andrade em 01.05.08 às 11:57

    Frio e calculista você hein?

    Se bem que seria um bom plano, admito uheheehuheuhae

    Esse assunto tá dando tanta mídia que daqui a pouco a mãe dela posa na Playboy.

    Eu não sei qual o exato objetivo: descobrir o culpado ou ganhar mídia com o corpo da garota.

    (y)

    #3 Gisele em 01.05.08 às 12:09

    O título do post também poderia ser “Curso intensivo para matar e não deixar vestígios”.

    Politicamente incorreto até não poder mais, adorei.

    Mas tá preparado para as pedradas?

    #4 marcus em 01.05.08 às 12:28

    Hahaha

    Claro que estou, Gisele. Este é o intuito do post: separar os idiotas das pessoas do bem ;-)

    #5 Bia Cardoso em 01.05.08 às 12:50

    Também pensei nisso na época. Com todos esses seriados, com o CSI mostrando como se acham pistas, as pessoas continuam insistindo em serem amadoras. é por isso que o Brasil não vai para frente.

    #6 Julia em 01.05.08 às 13:10

    Nunca mais vou andar contigo :O

    Mas é uma grande idéia, realmente. Acho que se eles não tivessem jogado a guria pela janela o sensacionalismo não seria tão grande.

    #7 robson em 01.05.08 às 13:41

    MAGNÍFICO!
    Dai a Isabella se tornaria a nossa Madeleine”

    Mas tem um ponto: o fato ocorreu na noite de 29 de março, o outro dia foi domingo; não moro numa região litorânea mas acho que seria difícil achar uma praia deserta nesse dia.. acho.

    No caso de incinerar, o mesmo deveria ser feito num local apropriado, como uma fornalha industrial ( ou algo do tipo, não conheço muito sobre esse assunto) pois algumas partes ainda sobrariam, como os dentes e ossos mais rígidos; e você esqueceu da fumaça, o plastico chama uma grande atenção queimando e o cheiro de partes do corpo queimando também não devem ser agradáveis.

    Ainda assim, incinerar seria a melhor escolha (?), os pedaços no mar poderiam ser encontrados (invoquem murph, probabilidades, caos… qualquer um), mas eu não descartaria a opção de jogar os pedaços sem os plásticos em alto mar, o que chamariam a atenção de alguns animais marinhos e tudo seria feito de uma forma mais ‘limpa’.

    Agora EU, no lugar do marido, ligaria para a policia e denunciaria minha esposa, (sem ela saber claro, do contrário GRANDES seriam as chances de eu parar no chão andares abaixo junto com a filha) ligando para parentes antes da polícia, falando o que ouve e QUEM fez… foda-se o casamento, foi ela que matou não eu ;D

    … gostaria de discorrer mais mas estão me chamando para o almoço. FUI!

    #8 marcus em 01.05.08 às 14:04

    robson, concordo contigo sobre a dificuldade em eliminar o corpo, mas creio que denunciar a mulher estava fora de questão, posto que o Alexandre JOGOU a própria filha pela janela.

    #9 Tchunako em 01.05.08 às 14:23

    E um bom plano eu diria..se não ouvesse uma falha! Fator pós-morte.

    Após estrangular a menina você disse que levaria a guria para durmir e completaria o plano no dia seguinte.

    Mas no dia seguinte a menina ja estaria Branca(palida) e estaria com um cheiro forte e ruim (que ocorre depois de 4h ou menos ate, e o cheiro so aumenta a cada hora que passa) e a garganta dela estaria roxa .

    Ou seja no momento de comprimentar o porteiro ele sentiria o mal cheiro e em investigações futuras isso seria um fator bem importante. Sem contar o mal cheiro na casa e elevador caso você não desce-se pelas escadas xD

    espero ter ajudado =p

    #10 Ana em 01.05.08 às 14:30

    :O

    você poderia ser um monstro, se quisesse.
    e isso vai dar merda… hahaha. esteja preparado.

    bj

    #11 j. noronha em 01.05.08 às 14:48

    Plano quase perfeito, até me deu inspiração. Por sinal, tu deveria transformar isso em um meme, hehe…

    O problema do cheiro não é tão rápido, o corpo humano perde 1º de temperatura a cada hora, e só começa a apodrecer depois de esfriar completamente.

    #12 Ivana em 01.05.08 às 15:35

    hauhahua
    Nada como um bom humor afro-descendente.

    Te prepara para os comentários de lixamento, viu.

    #13 Hamilton em 01.05.08 às 16:46

    Também concordo com o Noronha, plano QUASE perfeito. Essa de sair num domingo “sem levantar suspeitas” e ir pra uma praia, não ia dar certo. A guria tá morta e morto fede.

    Eles deveriam ter terminado de asfixiar a garota e certificar que estava morta. Depois disso, poderiam tentar forjar um assalto de verdade. Revirar o apartamento, o Nardoni poderia levar um tiro da Anna e contar a história de que foram assaltados. Claro que com todos os cuidados, sem rastros nem vestígios. E nada de amadorismo.

    Mas o melhor de tudo seria sim ligar para o Mr. Wolf (Pulp Fiction), conseguiu limpar e solucionar um carro todo sujo com miolos?! Dar o fim em uma menininha estrangulada não seria nada impossível… hehehe

    #14 marcus em 01.05.08 às 16:56

    Puta que pariu! Em dez, doze horas um morto não começa a feder, caralho. Se fosse assim, não existiriam velórios sem máscaras de oxigênio.

    #15 Eric em 01.05.08 às 18:11
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    E se começasse a feder, podia falar que era o lanche que vocês compraram que estava vencido!

    Me lembre de manter uma distância segura de você, ok?

    #16 Jovas em 01.05.08 às 20:57

    Ou ele podia ter deixado o corpo num porão das empresas Fritzl e quem sabe depois de 24 anos a galera descobriria.

    #17 Descubra o real motivo pelo qual Isabella caiu da janela de seu apartamento | Opinião | A Grande Abobora em 01.05.08 às 21:17

    [...] meus comentários sobre o que o pai da menina realmente deveria ter feito nas horas subseqüentes ao crim…, Investigando mais profundamente, cheguei a uma conclusão surpreendente, e aposto que a polícia [...]

    #18 carol em 02.05.08 às 0:11

    cadáveres recebem injeção de formol (ou algo do tipo) pra não feder no velório, que eu saiba.

    #19 marcellus em 02.05.08 às 0:36

    Bom, plano falho ou não, seria melhor do que jogar a menina do jeito que foi feito. O_o

    Obs1: Caso fosse jogar no mar, verificar se as correntes marítimas levariam o corpo para longe, visto que algum mergulhador pode achar o corpo onde foi jogado, e se isto ocorreu perto de onde a pessoa estava, daria merda.

    Obs2: Dexter? Quem?! =D

    #20 robson em 02.05.08 às 14:30
    #21 Pato em 02.05.08 às 18:41

    Eu diria a polícia que a menina tinha tentado praticar “bung jump”, só que esqueceu da corda…

    #22 natyeli em 02.05.08 às 20:14

    nosa vc realmente não tem coração é um verdadeiro animal tomara que caia um raio na sua cabeça imbecil por dizer tanta merda tomara que não tenha filhos por que não iria gostar que isso acontecese com seu filho seu ignorante que pessoa mais insignificante é vc por vc não se mata, se enforca iria ser um grande alivio para nossa sociedade mediocre. é mais mediocre por ter pessoas como vc thau e desde ja te desejo um mal dia que so o que vc merece

    #23 marcus em 02.05.08 às 20:17

    U-hu! As salsinhas descobriram o post \o/

    #24 TuFo em 03.05.08 às 21:02

    Até parece que você narrou o caso Madeleine… hehe

    Gosto do seu jeito de pensar.

    Que a força esteja com você.

    #25 JOSE em 06.05.08 às 12:53

    como vc e babaca e desprovido de qi
    acho que vc nao tem filhos, nem mae ou pai, enfim nao deve ter niguem que te ame
    com este pensamento primitivo e que chegamos onde chegamos
    viva a juventude babaca, uma juventude que nao tem respeito por niguem e por nada
    um dia vcs vao acordar e quem sabe pensar em fazer um site com coisas mais importante
    sinto uma tremenda dó quando me vejo com pessoas
    deste tipo

    #26 trixie em 06.05.08 às 21:38

    é foda essa galera que não entende humor negro. todos uns moralistas hipócritas.

    #27 bi em 08.05.08 às 8:57

    que palhaço q tu eh mesmo. ridículo, totalmente ridículo e infantil esse plano. pq tu não vai dormir ao invés de planejar tolices? trouxa mesmo e ainda se acha esperto…

    #28 Hamilton em 08.05.08 às 9:37
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    É, seu, seu.. Bobo. hehehe

    #29 Tajá em 09.05.08 às 10:41

    Pô, cara. Acho que a sua idéia só funcionaria lá em Miami. hehehehe. Mesmo assim, não é de se jogar completamente fora.
    Outro ponto que é um saco são estas pessoas idiotas que se acham o supra sumo da humanindade mas não sabem a diferença entre a realidade e a ficção. De qualquer forma, parabéns pelo blog.

    #30 Guilherme em 13.05.08 às 18:27

    Boa idéia.

    Mas eu ainda sou adepto de tentar sempre parecer louco.
    Eu saíria correndo do apartamento, depois de arremessar a menina pela janela, sem camisa e com duas facas sujas de sangue, chegando perto do porteiro eu começaria a falar em uma língua que eu inventasse na hora, tentaria esfaquear o porteiro e quem mais chegasse perto de mim. Faria então 2 cortes no meu peito - nada de muito profundo - e começaria a urrar pro seu dizendo que eu estava pronto para conhecer o grande pai - se alguém perguntasse alguma coisa eu diria que estava esperando meu pai, o grande Satã.
    Quando a polícia chegasse para me prender eu diria que não tinha matado a filha, mas sim, mandado ela para um plano astral superior onde o corpo não é mais necessário e todos somos seres de luz.

    Nesse meio tempo a mulher já teria fugido - com um suposto medo de mim - e ficaria esperando um tempo até que eu ser preso em alguma hospício - prisão.
    Com o tempo a mídia esqueceria de mim, e por conseqüência o povo - e eu estaria desconhecido no hospício, daí entraria a mulher de novo, que me ajudaria a fugir de lá - deve ser bem mais fácil fugir de um hospício do que de uma prisão - e eu fugiria do país.

    Bem melhor ser acusado de ser um louco satanista do que um assassino frio que mata a própria filha.

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