E a eliminação prematura da Tessália na atual edição só confirma a minha tese. Falo isto do alto da minha experiência como espectador semi-assíduo do programa, pois dentre as nove primeiras edições, só não assisti a sétima. Ou seja, tenho noção de como avaliar o que o povo faz de errado com os participantes da casa.
Mas antes de eu me justificar, vamos dar uma olhada nos vencedores das nove edições anteriores do programa:
- Kléber Bam-Bam
- Rodrigo Caubói
- Dhomini
- Cida
- Jean Wyllys
- Mara
- Diego Alemão
- Rafinha
- Max
SÓ OS PAU NO CU. Percebam que os melhores participantes do Big Brother nunca levam o prêmio máximo do programa. Melhores participantes, na minha concepção, são os que mentem, criam intrigas, fazem leva-e-traz, fofoca e gastam 2000 estalecas comprando um almoço japonês pra quatro pessoas em vez de comida pra alimentar a casa inteira.
De que adianta uma casa com, digamos, Cida, Mara, Jean e Rafinha e demais participantes da paz? O que ruleia é Marcela e Solange batendo boca, é gente que nem aquele médico cheio de cacoete que na segunda semana saiu com 95% de rejeição.
Este é o pessoal que deixa o programa interessante. Ficam fazendo intrigas e conspirações, e não sentando em torno da piscina pra tomar sol conversar sobre amenidades. Eu quero ver participante de Big Brother brigando, discutindo e dando tapa um na cara do outro. Eu não quero eles casando com a minha filha.
Aliás, sugestão para as próximas edições: agressão física liberada na casa, mas só por dois minutos, como no hóquei no gelo.
Mas isso sou eu, né. O povo, este ente amorfo que dá 80% de aprovação pro Lula mas que ninguém nunca sabe quem realmente é, acha que o prêmio deve ir pra quem precisa mais.
E, no caso, nunca é quem realmente participa do programa.


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Pra mim BBB é um saco e só tem bosal lá dentro…A maioria é barraqueiro e o pior é q é isso que vende..
=1
^
será eu é só lá dentro que tem “bosal”?
Não. Existem bosais lá dentro da casa e no convívio com a Alice Désirée (melhor nome e não estou debochando).
OPINIÃO
Reality shows são “laboratórios humanos”, e como tal, inúteis.
Participativos ou não, a partir de determinado ponto, é difícil encontrar alguma coisa para aprender sobre humanos, como um todo. Fora que, a partir de determinado ponto, não há muito interesse também. A utilidade que restaria, então, seria o entretenimento; não no Big Brother Brasil…
Claro que nossa espécie tem um enorme potencial de surpreender – tendendo ao negativo -, mas particularmente prefiro não estar aposto para ser surpreendido.
Determinado ponto: aquele no qual se percebe tratar de uma massa vulgar.
Relendo ocasionalmente o que decorreu aqui até este momento, perante a relativa sutileza da Alice Désirée, manifestação do autor e meu auto-conhecimento, surgiu-me a seguinte – pertinente – questão:
Por que os vulgares – temáticas e pessoas – são aqueles que [via de regra] mais chamam a atenção de quem potencialmente tem [algum] valor?! Seria pura diversão em tripudiar, e se afirmar para si, ou haveria algo mais?
Falando nisso…
Big Brother não é inútil se você for um “blogueiro”; longe disso!