Mais do que filmes policiais, como Duro de Matar e Dirty Harry, eu gosto de filmes de bandidos. Dentre vários outros, Cães de Aluguel, Trainspotting, Os Suspeitos e o semi-desconhecido Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes estão entre os meus filmes favoritos de todos os tempos.

Pode ser um pouco cedo para afirmar isto, mas sinto que In Bruges (que no Brasil ganhou o título oitentista de Na Mira do Chefe) encaminha-se para o mesmo patamar dos filmes citados acima. Ray (Colin Farrel) e Ken (Brendan Gleeson) são enviados para a Bélgica (daí o título original, pois o filme se passa em Bruges) por seu chefe, após terem cometido um assassinato. Ray, por um infortúnio, matou uma criança neste trabalho e se culpa por isso.
O filme se desenrola a partir de duas premissas: da culpa que Ray sente por ter matado a criança e do ódio que ele sente por Bruges. Ao externalizar estes sentimentos, Ray cria os melhores os diálogos do filme. Como, por exemplo, quando ele explica para Ken porque ele não se emociona com Bruges:
Ken, cresci em Dublin. Adoro Dublin. Se eu tivesse crescido numa fazenda e fosse retardado, Bruges me impressionaria. Mas não cresci, então não me impressiona.
Eu ri alto quando ouvi isso.
Há ainda diversas situações absurdas que cativam o espectador. Não vou contar aqui quais são, pois o impacto de assistir a cena seria perdido, mas este filme tem um dos melhores e mais engraçados assaltos frustrados que já presenciei no cinema.
Se fosse para classificar In Bruges num gênero, seria comédia. É um filme de um humor negro muito fino, sem apelações. Como já disse, o ódio de Ray pela cidade transforma muitas situações. Colin Farrel está fantástico no filme.
Além de tudo, há um anão no elenco e ele é o melhor personagem secundário do filme.

Um filme assim, por definição, não tem como ser ruim.
Cotação: ★★★★★
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Um comentário Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
qto mais assisto, mais gosto desse filme.
Um trackback
[...] exemplo, acho In Bruges um filme muito superior a Slumdog [...]