Um dos desenhos que eu mais gostava de assistir quando criança era Super Amigos. Era baseado na Liga da Justiça, o grande grupo de heróis da DC Comics. Bem, eu gostava deste desenho porque eu ainda não havia lido nem histórias em quadrinhos mais adultas, como O Cavaleiro das Trevas, Watchmen ou O Reino do Amanhã, nem assistido (até porque não existiam ainda) as séries animadas que a Warner produziu com estes mesmos personagens durante a década de 90.
Este desenho foi uma grande escola para mim. Dos supervilões que lá conheci, o que mais me impressiona é o (Super-Homem) Bizarro. Ele é uma cópia do Super-Homem que é o oposto dele: é mau, tem uma lógica distorcida e vive no mundo bizarro. Eventualmente aparece em nosso mundo para cometer crimes.

Bizarro numa versão renovada
Mas assim como Jerry Seinfeld, eu acredito que existem versões bizarras de cada um de nós zanzando por aí. Alguém que seja parecido comigo, mas diferente. Alguém que à primeira vista até possa ser confundido comigo, por ser loiro e usar óculos, mas que não resistiria a uma segunda olhada. Usaria camisetas pólo em vez de t-shirts; usaria sapato no lugar dos tênis; teria óculos de armação fina, em contraposição ao meu óculos de aro grosso; faria Letras e não Matemática.
E eis que minha versão bizarra existe. Excetuando-se o curso de Letras (ele faz Ciências da Computação), ele consegue (eu acho, pois não o conheço pessoalmente) ser minha versão bizarra em vários aspectos, ou pelo menos em todos os que listei acima. Quem me apresentou-o à distância foi a Mariane; trabalhavam juntos. E quando o vi, bateu a certeza de aquele cara que eu via na minha frente era a minha versão bizarra. Todos este anos absorvendo cultura pop serviram justamente para isto: identificar minha versão bizarra quando a encontrasse na rua.
E como não faço a menor idéia de como terminar este post com um mínimo de dignidade, vou transcrever o diálogo mais genial do 3o. episódio da 8a. temporada de Seinfeld, The Bizarro Jerry. Pelo menos alguma coisa por aqui vai ter sido bem escrita.
Jerry: Yeah. Like Bizarro Superman. Superman’s exact opposite, who lives in the backwards bizarro world. Up is down, down is up. He says “Hello” when he leaves, “Good bye” when he arrives.
Elaine: Wouldn’t he say “bad bye”?
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8 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
Medo disso. (In)felizmente não consigo pensar numa versão bizarra de mim – parecida e diferente ao mesmo tempo – já que sou bizarra o suficiente.
Nada poderia ser pior, hahaha
- este não é o conceito de sombra?
- não consigo imaginar uma versão não bizarra de ti.
- a warner produziu séries animadas de quem mesmo, afinal?
- para mim, sombra é uma região escura formada pela ausência parcial da luz, proporcionada pela existência de um obstáculo.
- é fácil: simpático, burro, feio, adora jogar futebol, usa mim para conjugar verbos (guarda esta esta torta para mim comer), detesta ler, detesta usar computador e acha videogames idiotas.
- dos heróis da DC Comics a partir da década de 90, dos Lonney Tunes a partir dos anos 30 (e dos Tiny Toon nos anos 90) e várias outras séries animadas como Freakazoid, Histeria! e Animaniacs.
feio? tu disseste feio?
e sim… este é o conceito de sombra…
pá, já pensei em tentar encontrar um sósia meu, mas eu sou fisicamente e psicologicamente tão específico e diferente de todos, que não acredito que possa existir um bizarro meu por aí.
ha não merda, espera. no secundário um vez vi a minha versão, não bizarra, mas a minha versão se eu aos cinco anos tivesse ido para uma escola oficial e não privada. acho que até escrevi sobre isso. tenho algures num caderno qualquer.
mas parecia-se contigo?
Sim, só que mais alto e com cabelos compridos.
tenho um amigo q não tem nada parecido comigo
mas todo mundo pergunta se somos irmãos!!!
tipo … ja pararam na rua pra pergutar se éramos gêmeos !!!
[nunca vi disso]
o pior é quando eu faço algum concerto [sim sou músico]
e as pessoas dão parabéns pra ele q ficou o tempo todo na plateia
tipo…inda bato nesse fdp!!
bizarro world!
eu tenho a minha versão bizarra. ele é homem, faz aniversário no mesmo dia que eu, tem o mesmo sobrenome que eu e é meu veterano, mas é totalmente o meu oposto, ou pelo menos parece. dá medo.
Um trackback
[...] o Coringa é o Batman bizarro. Enquanto um mata, o outro preserva a vida. Enquanto um tem poucas necessidades (gasolina, [...]