Minha leitura da primeira rodada da 2010 FIFA World Cup South Africa™

Bem amigos, inimigos e simpatizantes da Rede Globo, pretendo destilar, nas próximas mal-traçadas linhas, aquilo que observei durante estes primeiros jogos da maior competição esportiva da Terra. Como o eterno mestre Galvão Bueno nos ensina desde a 1939 FIFA World Cup Poland™, quando a Alemanha surpreendeu o mundo mostrando todo o poder de seu ataque com Blitzkrieg, Rommel e Schutzstaffel, não tem mais bobo no futebol. A forte marcação dos defensores, aliada à falta de criatividade dos meio-campistas e atacantes, nos proporciona momentos tão ou mais emocionantes que leituras públicas de poesia vogon.

A média de 1,6 gols por partida nesta primeira rodada do mundial é quase tão frustrante quanto um McFrança (queijo ementhal? sério mesmo?), exceto para as pessoas que realmente assistem futebol e não se maravilham com as enganações perpretadas por Santos e Barcelona (ou aquelas que perderam a fé na lanchonete do palhaço). Aliás, qualquer time do mundo que não disponha de Messi, Cristiano Ronaldo ou Iniesta, ou que enfrente os times do interior paulista, tem jogado partidas mais fechadas, sem se abrir tanto para o jogo. É assim com os grandes times do atual futebol deste nosso planeta bola, sejam eles a Inter de Milão, a seleção brasileira ou o Getafe.

A bola do mundial, a tal da jabulani, tem sido um grande destaque, seja pelos trocadilhos que ela gera, acompanhada ou não das palavras vuvuzela e AIDS, ou pela intimidade que os jogadores demonstram ao manuseá-la com os pés. Os chutes a gol e passes realizados com ela lembram muito os melhores momentos daquela seleção canarinho que a todos encantou em 1970:


Link para o vídeo, gentilmente cedido pelo blog Cegos, Surdos e Loucos

Até o momento não sei se a culpa da má qualidade dos jogos na Copa se deve mesmo à bola, aos esquemas táticos retranqueiros ou a esta geração de jogadores criada a ovomaltino, leite com pêra e PlayStation. O que sei é que nada sei. Aliás, sei que a Alemanha começou goleando, como sempre, e que até o final da competição vai nadar e morrer, na beira da praia, se não tiver você.

Mas sendo a Copa na África, nada mais justo que as zebras apareçam em profusão.

Pra finalizar, exibo abaixo o compacto de Brasil 2, Coreia do Norte 1, conforme exibido pela TV norte-coreana. A edição foi do grande diretor de cinema Mu Nu Zus:


Link para o vídeo

Em tempo: acompanhem A Copa Que Interessa, único tumblr que interessa.

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1 comentário.

Um comentário Comentários e trackbacks estão fechados no momento.

  1. Marília N., 21/6/10
    1

    Olha, o McItália até vale a pena.

  • Institucional

    A Grande Abóbora, o blog do Marcus.

    Uma explosão de sabor.

    Saiba mais sobre mim lendo meu about.

    Ou não.