Las Vegas e o strip club

Alo vose que já não aguentava mais esperar por uma atualização deste blog e detonava o F5 de seu teclado.

F5

Estive ausente da internets nestes últimos pois estava viajando. Estive na cidade onde o pai da senhorita Chanandler Bong ganhava a vida como transformista, apresentando-se no espetáculo Viva Las Gaygas. Sim amigos: estive em Las Vegas, a cidade do jogo e do pecado e utilizar-me-ei deste espaço virtual para narrar algumas das muitas aventuras que tive por lá, além de demonstrar minhas habilidades no uso correto da mesóclise.

Antes, tentem adivinhar\ quantos dinheiros eu, como acadêmico de estatística e especialista em probabilidades, gastei nos mais diversos cassinos de Las Vegas.

Contando dinheiro

Gastei zero dólares. Na verdade, acho cassinos um saco. Fui para lá só por causa dos shows que poderia assistir e porque poderia ir ao Grand Canyon sem precisar vir outra vez para o oeste.

Pois bem. Na minha primeira noite em Las Vegas decidimos ir, Adriano e eu, a um Gentlemen’s Club, um eufemismo para “Lugar Onde Mulheres Semi-Nuas Sentam no Teu Colo de Graça Mas Só Dançarão Para Ti Por Uma em Dinheiro”. O escolhido foi o Déjà Vu, que era próximo ao nosso hotel, não precisava pagar entrada e oferecia mulheres em modo full nude.

Aliás, mulheres trabalhando em funções relacionadas à profissão mais antiga do mundo é o que não falta em Las Vegas. Na foto abaixo estão alguns flyers que recebi enquanto caminhava pelas ruas da cidade.

 Flyers de Las Vegas
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Mas voltando à minha narrativa, eis que saímos de nosso quarto e fomos caminhando até o clube</pobreza>. Depois de caminharmos um tanto, achei que estávamos perdidos e falei pro Adriano:

-Meu, acho que a gente se perdeu. Vamos ali naquele hotel perguntar onde fica o Déjà Vu. Eles devem saber onde é.

“Aquele hotel” era o Trump Hotel, de propriedade do Roberto Justus americano e aproximadamente um trilhão de vezes mais chique que o Circus Circus, hotel no qual estávamos hospedados. Como ninguém viu a gente chegando, aproximei-me do cara que parecia ser o chefe dos manobristas e perguntei:

-Com licença, o senhor sabe onde fica o Déjà Vu?

Solícito, o senhor disse que era logo ali na rua de trás, que era pertinho, mas que ele podia nos conseguir uma carona para lá. Sem esperar resposta, ele se dirigiu aos encarregados por esta tarefa. Aí bateu uma pequena apreensão em mim e no Adriano, pois o que seria uma carona? Chamar um táxi? Nós não queríamos pagar um táxi só pra ir até ali, na rua de trás.

Mas não deu tempo. Ele chamou um dos motoristas do hotel, enquanto eu olhava para o Adriano, sem saber o que fazer. Quando o tal senhor finalmente olhou pra mim de novo, eu disse que ele não precisava se incomodar, pois se o hotel era assim tão perto, nós poderíamos caminhar até lá. Nisso, ele até tentou cancelar a vinda do carro, mas o motorista não o viu.

Quando o carro estacionou, nós dissemos para o motorista que a carona não era necessária, pois afinal o bar era perto e nós iríamos a pé. Mas aí eles disseram a expressão mágica you’ll not be charged e aceitamos a carona.

Fomos levados até o Déjà Vu. Entretanto, quando lá chegamos, nosso piloto disse que ele poderia nos levar até o Treasure’s, um local que é Steakhouse e Strip Club (se houvessem PS3s também, eu me mudaria para lá). Não haveriam shows com full nude, mas as garotas seriam mais bonitas. Mas ainda haveria ainda uma pequena diferença entre os dois lugares: no Treasure’s, seria necessário pagar uma entrada no valor de US$30.

Começamos a conversar e ele notou que os US$30 nos fariam desistir de ir ao novo lugar. Então veio a oferta: ele poderia nos colocar lá dentro de graça.

-Toca pro Treasure’s então, amigo.

Na ida, conversamos mais e ele disse que, caso não gostássemos do lugar, poderíamos ligar pra ele, que ele nos buscaria e nos levaria ao Déjà Vu. E se quiséssemos sair outra noite, era só pedir por ele na recepção do hotel. Foi aí que me caiu a ficha: desde o momento em que chegamos em frente ao Trump Hotel fomos confundidos com hóspedes do hotel. Por isso a carona, o desconto na entrada do clube e a simpatia sem limites.

Enfim, chegamos ao Treasure’s. Gostaria que a partir deste momento os amigos leitores entendessem que quando eu disser que tal mulher me disse tal coisa, isto não significa que eu tenha acreditado nela. Em algumas coisas eu realmente acreditei, principalmente nos lugares que elas diziam ser os seus de origem, pois acho mais fácil elas terem falado a verdade neste ponto do que terem treinado para falar com um sotaque diferente.

Outro ponto importante a se notar é que a prostituição é ilegal no condado onde fica Las Vegas. Mas assim como também não é possível, em teoria, tocar as dançarinas durante as lap dances, vocês verão que isso também não é algo 100% respeitado.

E por último, não há fotos. Minha mochila, com laptop e câmera, foi retida na entrada do local. Assim sendo, vocês terão que acreditar na minha palavra.

A primeira coisa que notei no Treasure’s foram seus dois locais com mulheres dançando. Há um queijinho no meio, com um poste para pole dance, e um palco principal, onde há mais espaço para performances mais ousadas.

A segunda foi uma loira magnífica, vestida de colegial, com uma saiazinha xadrez com uns quatro dedos de altura e um par de peitos que de tão grandes e firmes s˜åo uma afronta às outras mulheres do mundo.

As garotas do local são bem agressivas, como era de se esperar. Não faziam 30 segundos que havíamos sentado e uma japonesa sentou no meu colo, enquanto uma colombiana sentou no colo do Adriano. Yuko, como ela disse se chamar, era de Osaka, bastante peituda e muito xarope. Eu não podia colocar minha mão nas coxas, bunda ou barriga dela. Toda hora ela ficava tirando. Por isso, em pouco tempo dispensei-a, pedindo para que voltasse em 15 ou 20 minutos.

Nisso, vi que o Adriano estava meio tímido com a guria dele e comecei a puxar papo com eles. Foi aí que descobri que ela veio da Colômbia e que por US$200 ela nos convidou para “transare”. Eu ri e desconversei. Nisso a Lindsay, uma neo-zelandesa fã de Coldplay e Nickelback, sentou na minha coxa direita e me abraçou. Ela foi a melhor mulher da noite.

Afirmo isso porque muitas das mulheres que passaram por mim eram muito diretas. Como eu não tava a fim de gastar muita grana (eram US$20 por cada dança e US$100 para que fôssemos “ali atrás” para podermos tocar elas e sermos tocados à vontade), eu tava mais a fim de ver e apalpar bundas e peitos o máximo que eu pudesse gastando pouco.

Não sei ao certo, mas creio que a Lindsay, loira com um longo cabelo liso e corpo Nana Gouvêa style, ficou uns bons 10 minutos batendo papo comigo. E eu apertando a bunda dela e olhando para seus grandes peitos. Depois disso, ela sentou no meu colo, de costas pra mim, e começou a rebolar, ficando assim por uma música inteira, enquanto eu passava minhas mãos por suas coxas, cintura e peitos. Depois disso, fomos a umas poltronas mais afastadas, na lateral da pista, onde ela dançou pra mim.

Pois lembram que eu disse que, em tese, não se pode tocar as dançarinas? Pois a Lindsay jogou o cabelo por cima da minha cabeça, tapando-a, colocou os bicos dos seios na altura da minha boca e disse que eu poderia beijá-los.

Também bati um papo com uma havaiana, que parecia ser legítima Pescaram? e dizia fazer mestrado na universidade de Las Vegas. Não achei ela muito bonita, então logo parei de conversar com ela. O Adriano foi quem mais se interessou.

Depois a noite continuou. Uma búlgara dançou pra mim. “Open your legs like a girl”, foi o que ela disse antes de ficar entre as minhas pernas para executar a sua performance.

Uma russa também veio ter comigo. Ao contrário das outras, que usavam apenas lingerie, esta estava com um tubinho vermelho. Já veio se deitando sobre mim e perguntando se eu queria uma dança com ela. Eu respondi que não era um cara fácil e que ela teria que me seduzir. Ela riu e perguntou de novo se eu queria que ela dançasse, ao que respondi nyet. Ela replicou com da, eu fui de nyet e assim ela cansou e foi embora.

Também vieram, enquanto eu estava lá, duas gurias não tão bonitas quanto as outras, tentando puxar papo. Pra uma eu disse que estava assistindo o show e para a outra que estava discutindo business naquele momento e não podia ser interrompido.

Mas lembram da loira magnífica, vestida de colegial, que comentei no início? Pois ela veio falar comigo também. Dizia ser de Chicago e se chamar Chelsea. Mas como era muito cheia de si e só estava a fim de faturar, veio logo me chamando pra uma dança, pois ela tinha algo especial para me mostrar. Eu perguntei o que era, ao que ela respondeu que era surpresa.

-Mas se for surpresa, eu não vou saber o que é. Se eu não souber o que é, não posso aceitar o teu convite.

Aí ela me disse que iria abraçar o meu pescoço com as pernas. Muito tentador, até porque era um belíssimo par de pernas. Mas tentando fazer meu tempo lá render, disse que ela tinha sido azarada, pois havia escolhido o cara mais pobre do bar para oferecer uma dança e que, naquele momento, eu já não tinha mais dinheiro. Ela se enfureceu e levantou, começando a ir embora. Fui tentar passar a mão na bunda dela, como eu fiz com todas quando iam embora, e levei um tapa. Ela se emputeceu realmente.

E foi mais ou menos isso o que se passou na minha ida a um Gentlemen’s Club em Las Vegas. Encontrei muitas garotas lindas, umas mais simpáticas, outras menos, mas me diverti muito. Recomendo a experiência a todos.

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15 comentários.

13 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.

  1. Fer, 28/11/09
    1

    cara, acredite ou não, eu TAMBÉM estive em um gentleman’s club na semana passada! mas pela tua descrição, a minha noite foi menos divertida, pq ninguém podia tocar nas meninas dando show, e eu só conversei com uma menina, rapidamente, na porta do banheiro. ainda assim, vi um conhecido meu (que não me viu) sendo sorteado com uma hora com a menina que ele escolhesse, e ganhei champagne de graça. no saldo final, eu me diverti :-)

    agora, queria mesmo era ver o Viva Las Gaygas :P

  2. Carol, 29/11/09
    2

    “…em pouco tempo dispensei-a, pedindo para que voltasse em 15 ou 20 minutos.”
    Hahahahaha
    Tá certo, tem que ser seletivo!
    XDDD

  3. Galeno Lima, 29/11/09
    3

    hahaha, rialto aqui com o trecho do da x nyet.

  4. Gustavo Luizon, 30/11/09
    4

    Uai ?! E a namorada não lê o blog ?

  5. marcus, 30/11/09
    5

    Que namorada?

  6. éver, 30/11/09
    6

    Viraste um ótimo ficcionista !

  7. marcus, 30/11/09
    7

    éver, tu vai só ver a história que vou publicar semana que vem. Aposto que tu não vai me chamar de ficcionista e sim mentiroso mesmo.

  8. éver, 30/11/09
    8

    Que é isso, Marcus? Eu sou pobre mas sou polido!

  9. marcus, 30/11/09
    9

    Veremos então. É que a outra história é mais inacreditável do que esta aqui.

  10. Camilo, 4/12/09
    10

    kkkkkkkk palavrinha mágica “you’ll not be charged”… essa foi boa..

  11. Leandro, 4/12/09
    11

    lol esquenta nao, eu acredito na sua historia. Ja morei na america do norte eh era quase isso mesmo. uia mas eu queria que vc tivesse a foto dos peitos da Chelsea

  12. OverclockMan, 5/12/09
    12

    voce com “s” matou hehehehe…

  13. Walter Conkrite, 7/12/09
    13

    Newsflash: não se iluda, o taxista não foi gente boa pq achava que vc estava no Trump, ele foi gente boa pq eles são comissionados sempre que levam alguém lá. Portanto foi dinheiro fácil pegar vcs numa esquina e levar na outra, pois o club não sabe de onde estão vindo, sabem apenas que chegaram no taxi do fulano que vai ser recompensado por isso.
    Dica: nunca mais fique no Circus Circus, reservem o quarto mais barato possive no Planet Hollywood para check-in em uma segunda-feira. Organize os voos para chegar tarde e se apresentar no front desk depois das 20h, ao pedirem os documentos e CC, jogue uma nota de 50 dolares no meio e peça por uma “cumplimentary upgrade” alegando qualquer data especial que vier em mente. 75% de chance de conseguir uma puta suite Panorama de 700 dolares a diaria, com vista pra strip, varias LCD, hydro, 2 quartos, varios banheiros, mesa de sinuca etc.

2 trackbacks

  1. De Bobalinks em 4 de December de 2009 às 2:58

    [...] Texto: A ida a um strip club de Las Vegas [...]

  2. [...] assim como no caso do strip club, não disponho de fotos para provar o que aconteceu. Novamente, vocês terão que [...]

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