Ontem fui no Hospital Mãe de Deus visitar o Fabrício, um amigo meu da faculdade. Ele tem uma doença chamada Síndrome de Guillain-Barré. Esta doença “é caracterizada por uma inflamação aguda com perda da mielina (membrana de lipídeos e proteína que envolve os nervos e facilita a transmissão do estímulo nervoso) dos nervos periféricos e às vezes de raízes nervosas proximais e de nervos cranianos (nervos que emergem de uma parte do cérebro chamada tronco cerebral e suprem às funções específicas da cabeça, região do pescoço e vísceras)”.
Em resumo, ele produz anticorpos contra sua própria mielina e fica com uma parte do corpo paralisada por conta disso. Esta foi a segunda vez que ele teve um ataque destes. Na pior fase do ataque ele conseguia mexer apenas o pescoço e os olhos. Todo o resto do corpo ficou paralisado.
Agora ele já tá melhor. Consegue mexer os braços e as pernas. Ainda não consegue ficar de pé sozinho, mas pra quem faz alguns dias não tinha mais forças nem pra respirar ele está muito bem.
E foi muito legal ver a expressão de felicidade dele quando eu e o Márcio (outro colega nosso da faculdade) entramos no quarto. Fez muito bem pra ele e muito bem pra mim. Fiquei aproximadamente duas horas batendo papo com ele, sentado numa poltrona ao lado da cama. Ele me explicou como a doença age, os sintomas, as dores e que depois as sensações vão voltando lentamente ao corpo. E que depois do surto que acomete ele não ficam sequelas.
Valeu muito a pena ter ido lá ver o cara. Ver que ele não se abateu e continua o mesmo Fabrício de sempre. Força velho!

