Um mês inteiro vivendo aqui nos EUA. Nem parece, pois passou muito mais rápido do que eu esperava. Creio que, a esta altura, já posso fazer uma análise mais abalizada do que a primeira sobre o que há de melhor e pior neste país abençoado por Deus e bonito por natureza, que é uma beleza e não tem carnaval.
A Universidade

Estes shorts curtos são a moda deste verão
Como é bom viver longe da pobreza. Aqui no Departamento de Estatística da PSU eu tenho direito a usar impressora, computadores, máquina de xerox, cozinha e tudo o mais sem ter que ficar cuidando se vou gastar demais ou não. Não tenho cotas para nada por aqui, ao contrário do Brasil.
Além disso, o horário de troca de salas de aula é minha parte preferida no dia. Nesta hora, vejo uma massa de CENTENAS de pessoas andando para lá e para cá. E nesta massa há as garotas americanas, que parecem ter saído da PUC-RS, mas vestidas como se fossem ter aulas, e como se estivessem indo azarar na noite.
Não sei quanto a vocês, mas eu acho isso super sexy.
Eletrônicos
Tipo, é tudo muito barato. Mas muito barato MESMO. E, em geral, os vendedores entendem do assunto quando te atendem numa loja. Não ficam tentando te empurrar uma câmera Sony em vez de um Canon só porque ela é mais cara e tem mais megapixels de resolução. É possível ter uma discussão razoável com um vendedor a respeito de gadgets.
Bancos
No Banco do Brasil, eu tenho uma senha de 6 algarismos e 3 sílabas para utilizar no caixa eletrônico. Para a internet, tenho mais uma senha de 8 algarismos.
Aqui eu resolvo tudo com uma senha de 4 algarismos. Muito mais simples.
Porções de comida
As porções de comida por aqui são de dois tamanhos: muito pequenas ou imensas. Se, por exemplo, eu quero comer um Doritos, eu só encontro em embalagens minúsculas ou em tamanho super-família. Não há uma tamanho intermediário como no Brasil.
Além disso, é super normal por aqui, após as idas aos restaurantes, pedir uma caixa e levar as sobras da refeição para casa. Uma coisa assim é incomum de onde eu vim.
Por outro lado, aqui em State College temos restaurantes japoneses, coreanos, chineses, vietnamitas, austríacos e toda a sorte de cadeias de fast food norte-americanas.
Xenofobia
Não sei se a minha amostra é viciada, pois estudo em um lugar onde 9,6% dos alunos são não-americanos, mas não sofri, por enquanto, nenhum tipo de preconceito por aqui. Os americanos são super simpáticos e sempre dispostos a ajudar. Talvez o fato de eu não ter cara de árabe terrorista me ajude um pouco, mas tenho sido muito bem tratado por aqui, melhor até do que eu esperava.
Chineses

Sim, eu estou nos EUA e não na China
Como dá para ver na foto acima, há muitos chineses por aqui. A menos de uma romena e uma americana, esta é a turma que entrou comigo no doutorado. A quantidade de chineses no departamento é absurdamente grande. Mas também ao contrário do que me diziam, os chineses são bastante gentis.
Só cultivam os péssimos hábitos de comer de boca aberta e falar de boca cheia.
E as garotas não depilam as pernas.
E tem nomes impronunciáveis, pois cada vogal tem quatro inflexões na língua deles. Para vocês terem uma idéia, ? (ma) pode significar mãe, cavalo, maconha ou repreender alguém de maneira raivosa, dependendo da forma como tu pronuncia.
Mas eles também não conseguem dizer Marcus. Então, estamos na mesma.
Cheerleaders
Um dia, eu passei pelas cheerleaders daqui da PSU quando elas voltavam do ensaio. Não vi uma única guria bonita entre elas.
Eram todas lindas.
Quem diz que as brasileiras são as mulheres mais lindas do mundo é porque nunca viu um grupo de cheerleaders americanas.
TV
Quando tenho tempo, dou uma paradinha para assistir TV. Mas, em geral, não agüento muito tempo. Parece que todos os profissionais que determinam onde devem ocorrer os intervalos nos filmes que passam na TV fizeram um curso no SBT: nunca vi um intervalo bem colocada. Isto me tira tanto do sério que sequer consegui assistir Guerra nas Estrelas, Corpo Fechado e Batman Begins, filmes que passaram na TV desde domingo.
Por outro lado, há um canal chamado TBS, que só passa coisas do naipe de Seinfeld, Friends, Family Guy, Everybody Loves Raymond e até mesmo Saved By The Bell. Este canal sim é sucesso.
Hannah Montana
Acreditem: o seriado da Hannah Montana não é tão ruim quanto parece. Virei telespectador assíduo da ABC Kids nos sábados pela manhã.

18 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
Hannah Montana é deliciosamente descompromissado e engraçado. Das vezes que vi, ri um bocado. Principalmente com o irmão dela.
Eu assistia Hannah Montana na SBT, mas parei porque a dublagem é totalmente tosca depois (como não tenho tv a cabo)as vezes via em tv a cabo na casa de alguem, e a SBT corta umas 5 partes de cada episódio, parece…….xD
Ela fica pelada no programa dela também como na internet? Digo.. Whatever..
E pelo jeito você está com aquela síndrome de “O EUA é um lugar lindo, nunca mais volto pro Brasil.”
Felizmente você tem juízo suficiente para quando terminar seus estudos dizer “Nunca mais volto pro Brasil, MESMO.”
Epa, tem pacote individual de Doritos e outros salgadinhos sim, seu noob.
E se tu acha que aí tem muito oriental, NUNCA venha ao Canadá.
tu gosta de patricinha agora ? : P
eu quero ver o que você vai falar sobre os EUA tipo, um ano depois. foi esse o tempo que me levou pra saber como realmente é viver em São Paulo, mesmo sendo minha segunda cidade natal desde criança. só que com certeza seus comentários vão ser positivos, ao contrário da maioria dos meus.
e na verdade eu só ia comentar “baleia não é peixe :P”, mas…
cheerleaders… :wub:
Me borrei de rir com o comentário sobre Hanna Montana!!
uhauhauhauhauhauhauhauhauh
Olá “Linus da Abobora”
Esse é um post descompromissado!? Você é a primeira pessoal que ouço falar assim dos estadunidenses; é hora de rever conceitos!
abraços!
Como assim, descompromissado? Não entendi a tua colocação. O post é apenas sobre a experiência que estou tendo por aqui, que está sendo muito boa.
No sentido de que tudo que falam sobre viver fora não influenciou no seu modo de enxergar o lugar, que no texto demonstra como tudo vai bem
Ah não, não me influenciou. Por enquanto, estou achando tudo por aqui muito melhor do que no Brasil. A única falta que sinto do meu país nem é dele em sia, mas das pessoas que aí deixei.
Algumas delas você compra na BestBuy ai depois..
O que eu mais sinto falta dos EUA, além das cheerleaders, é das embalagens tamanho industrial.
E sou só eu ou o Big Mac daqui é melhor do que o americano?
@j. noronha
Qualquer coisa no McDonald`s dai, por incrivel que pareca, e’ melhor do que aqui.
Menos o refil gratis do refri, e’ claro =)
Excelente texto. Dá uma noção bem bacana de como são os Estados Unidos do ponto de vista de um estudante. E quem nunca pensou em estudar no país?
Que daora!
E a parte mais legal deve ser as festa, tipo as que aparecem nos filmes!!
O que eu mais gosto nos EUA é que a população não é provinciana em relação a estado ou região (pelomenos foi o que eu percebi quando estive lá)ao contrario do Brasil. Odeio provincianismo!!!!!!!!
Pelo que eu notei lá não tem muito isso de “hoo meu estado é meu país” “hooo sou californiano e não americano!!..tipo essas viadagens que tem aqui no Brasil.
Talvez por isso os EUA são o que são!