Eu sou desorganizado. Perco minhas coisas fácil, fácil. Já perdi roupas, calculadoras, agenda eletrônica (é, elas existiram antes da popularização dos celulares e palms) e até um LP.
Nevermind, do Nirvana. Recém-comprado em 1992. Um chuchu.
Eu também esqueço de pegar minhas coisas de volta. Sou ciumento com meus livros, CDs e DVDs, mas empresto-os para quem confio. E muitas vezes, esqueço de pegá-los de volta. O pior é quando esquecem de me devolver.
Por isso, ultimamente tenho pensado em fazer um ex libris pra mim. Para me organizar melhor, já que manter um banco de dados atualizado no computador é um saco. Sabe o que é um ex libris? Saca aqueles instrumentos de dar choque nos agressores, que algumas pessoas usam para defesa pessoal?

Aquilo é um taser. Um ex libris é uma marca pessoal para ser colocada em livros. Tipo o escudo de um clube de futebol ou um brasão de família. Eu não acho legal assinar livros, muito menos menos fazer um carimbo com meu nome. Aliás, isso sim seria algo brega.
Para fazer meu ex libris, meu primeiro problema seria definir qual imagem utilizar. Se eu fosse judeu, escolheria o
(aleph) como símbolo por três motivos.
Em primeiro lugar, é a primeira letra do alfabeto hebraico. Todos que sabem um pouco sobre cabala, conhecem a relação que as letras têm com a Torá. Dizem que há códigos escondidos por todo o livro. Assim, eu faria uma referência à minha religião.
Em segundo lugar, é O Aleph é o nome de um dos livros do Borges e um dos meus livros favoritos de todos os tempos. Com um símbolo só, eu faria referência a duas coisas da minha vida.
Em terceiro lugar, a cardinalidade, que é como se fosse o número de elementos de um conjunto, dos números naturais é
0. Assim, eu também teria uma referência à minha profissão.
Portanto, em um símbolo apenas eu teria, além da minha marca pessoal, referência à minha religião, e profissão. Concisão que só um logotipo perfeito consegue.
Mas não sou judeu. Logo, este símbolo está descartado (por enquanto).
Tem outro motivo também para eu querer fazer um ex libris. Acho estes nomes com ex tão bonitos. Deus Ex Machina. Rated X. X-Men. X-Files. Tudo parece tão mais importante quando tem ex ou X no nome.
Exceto as ex-namoradas. Em geral, elas são pouco importantes pois, se importantes fossem, não seriam teriam sido rebaixadas à condição de ex.
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Carla
Ah, ex-namoradas podem ser legais e… ausausausa
Especialmente quando acham erros:
hahahaha :P
Falando sério, eu acho que ex-libris não resolvem o problema de esquecimento. As pessoas que estão com livros meus o sabem e não os devolvem por “preguiça”. Uma amiga sempre diz que meu livro mandou lembranças e que sente saudades da minha prateleira ¬¬
Comentado em 17.Out.2007
Pato
Obrigado por me chamar de brega.
Eu tenho um carimbo para marcar os meus livros. De tão petulante chega a ser engraçado (ainda mais se lembrarmos que eu tinha 15 anos quando o fiz): “Bernardo Frederes Krämer Alcalde /n Acervo Particular”.
Um barato.
Comentado em 17.Out.2007
tina oiticica harris
Não empresto mais nem livros, nem discos, nem cds. Adotaria o alepha mesmo não sendo judeu. Ou iria a um psiquiatra para tomar Concerta ou Adderol.
Com certeza você focaliza ou melhor hiper-focaliza às vezes. Logo, isto prova que a bagunça vem de outro fator. Faça um teste.
Ah, marcus, ex- que não importa não era amor. Cada um dos meus ex- tem um cantinho no meu coração, para um dia de chuva com Dolores Duran a rodar na vitrola.
Comentado em 17.Out.2007
marcus
Carla, viu porque elas são pouco importantes, chegando a ser inconvenientes? Elas ficam chamando a atenção para errinhos bobos.
Lamentável.
Comentado em 17.Out.2007
marcus
Bernardo, pode ser uma barato e tal…
Mas não deixa de ser brega.
Comentado em 17.Out.2007
marcus
Tina, algumas delas também têm um cantinho no meu coração, nem que seja no cantinho reservado para o ódio.
Comentado em 17.Out.2007
mari
Não se preocupa Carla, o marcus só faz esses comentários pra chamar a atenção : P
Comentado em 17.Out.2007
Carla
Mari: hahaha, pior :P
E Marcus, vou ter de ser inconveniente: “chegando a serem” é demais :P
Caso tenhas editado o comentário, tenho a resposta por e-mail pra provar :P
Comentado em 17.Out.2007
Carla
Mari: hahaha, pior :P
E Marcus, vou ter de ser inconveniente: “chegando a serem” é demais :P
Caso edites o comentário, tenho a resposta por e-mail pra provar :P
Comentado em 17.Out.2007
Carla
Postei duas vezes, por favor, delete o primeiro. Pc lento da UFRGS dá nisso :/
Comentado em 17.Out.2007
Louis Ciffer
Entendo pq acabou-se o namoro: Incapaz de entender que erro na escrita pode ser licença poetica.
Comentado em 17.Out.2007
smurf
bonito posto aproveitou bem o assunto e ainda ficou bem na fita com namorada atual
huahuhauhauhaua
Comentado em 17.Out.2007
marcus
Ou seja, Louis, foi culpa da mulher.
De novo.
Comentado em 18.Out.2007
Carla
Marcus, quem te vê falando parece que o namoro durou anos e vivíamos brigando por motivos lingüísticos, hahahahahaha.
Por isso eu não deixo de ler o blog: tu é muito divertido. Involuntariamente.
Comentado em 18.Out.2007
trixie
(vou fingir que não li as discussões acima)
sim, as coisas com x são invariavelmente mais atraentes e importantes. não sei se por causa de todas as imagens que a letra pode evocar, pela sonoridade forte, não importa - acho que trixie também acabou funcionando por isso mesmo.
o aleph é interessante. acho que não se precisa ser judeu para fazer uma referência à cabala ou usar uma letra hebraica.
mas eu assino e dato meus livros sem remorso, ainda vou comparando a mudança da minha caligrafia e interesses com o passar do tempo e continuo a não emprestar nada porque morro de ciúmes, mesmo. e porque sei que as pessoas não devolvem, por esquecimento, preguiça, falta de oportunidade ou esculacho. marcar o livro não adianta muito… se a pessoa resolver guardá-lo no fundo do armário. e se algum dia perdê-lo, um símbolo não vai significar nada pra quem não te conhece.
Comentado em 18.Out.2007
Gabriela
Também dá para tentar criar um sistema de catalogação ex novo :P
Comentado em 18.Out.2007