Estereotipagem

E hoje, um dia no qual ela não veio de decote, descobri que a aluna peitugordinha que eu secava até semana passada é mais gordinha que peituda. BEM mais, na verdade.


Mas não era sobre isso que eu queria comentar. Neste semestre eu tenho um aluno negro. Não que eu não tenha tido alunos negros antes, mas este é o primeiro que interage comigo, que me pergunta lances da matéria. Os outros eram mais caladões.

Aí este cara pergunta várias coisas durante a aula e, algumas vezes, tive que explicá-las de diferentes formas para que eu me fizesse compreender.

“Como resolver isso?”, eu pensei. Já sei: vou chegar pra ele dizendo “yo dawg, i heard you like math, so i put this calculator in your computer so you can divide by zero while you divide by zero”.

Triste.

Mas eu ri muito quando pensava nisso, DURANTE a aula.

Por fim, deixei os estereótipos de lado e concluí que o problema era eu e meu sotaque. Só porque o cara é negro não quer dizer que ele veio do gueto e tem que falar como rapper. Ele pode ser um Carlton Banks em vez de um Will Smith.

Hoje ele chegou atrasado na aula e me cumprimentou. “Yo, bro”, disse ele.

Um viva para os estereótipos.

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2 comentários.

2 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.

  1. FUzzy, 27/1/10
    1

    Desenvolva mais sobre a gordinha.

  2. Soares, Geraldo, 8/2/10
    2

    “A possibilidade de erro é significativamente mais vasta em relação a superestimar um Ser Humano do que subestimá-lo.”
     
    (Retirada de minha obra particular)
     
    Este não merecia “morrer” sem ser comentado.

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    Uma explosão de sabor.

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