Voltava eu agora há pouco do almoço e vi uma coisa inusitada. Em frente ao Ru estavam alguns vermelhinhos do DCE(1), uma mesa e um cartaz. Eles estavam recolhendo assinaturas referentes a uma possível reestatização da Vale do Rio Doce.
Hã? Como assim? A empresa não havia sido privatizada em 1997?
Sim, ela foi. Mas há um grupo que defende a idéia de que a Vale volte a ser uma empresa estatal. Eles argumentam que na época da privatização, a empresa valia muito menos do que vale hoje. Mas será que ela vale mais porque hoje ela produz, só em minério de ferro, 255 milhões de toneladas/ano, ao passo que me 1997 produzia 114 milhões de toneladas/ano? Será que a empresa se tornou mais produtiva por não ser mais um cabide de empregos e sim um empresa séria, que visa o lucro?
Ela valia mais do que o valor pela qual foi vendida? Talvez. Por causa disso o país deve voltar atrás na decisão tomada? De jeito nenhum. Isto abriria um precedente perigoso. A partir disso seria um passo para estatizar outras empresas lucrativas, aumentar o mandato do presidente para 7 anos, aprovar a reeleição sem limite e mudar o nome do Brasil para República Bolivariana de Qualquer Coisa.
E adivinhem só quem está apoiando o movimento. Uma bala mocinho pra quem pensou em PT, CUT, MST e CNBB.
(1)Pode ser preconceito, mas sempre que eu vejo alguma manifestação reacionária de esquerda dentro da Universidade, eu desconfio que sejam os vermelhinhos do DCE.




Alessandro Martins
Minha colaboração a quem é do movimento A Vale É Nossa. Eu sugiro que aproveitem o desdobramento das ações, que aconteceu hoje, e garantam sua parte comprando pelo menos uma :-). Quarentinha.
Abraços!
Comentado em 3.Set.2007
Plinio Marcos Moreira da Rocha
Prezado Marcus, me parece que voce é bem jovem e talvez não tenha ainda a noção da importância da questão.
Na desastrrosa (pior que a década de 80) era fhc, foram “doadas” várias Empresas e Instituições do Governo ou Administradas pelo Governo a título de resgate de dívida interna e externa. Após as citadas “privatizações” verificou-se que o Patrimônio foi e nada da dívida havia sido resgatado, pelo contrário, neste período as dívidas (interna e Externa) cresceram exponencialmente.
A questão da Vale do Rio Doce deve passar pois 2 (duas) questões:
- Ela não era do Governo Federal, seu Capital era do INSS (Fundo ded Previdência Público privado consequência da aglutinação de todos os IAPs cuja ADMINISTRAÇÃO esta a cargo do Governo Federal), portanto, enquanto Administrador do Fundo de Pensão era OBRIGAÇÃO do Governo federal manter sob sua Responsabilidade um Patrimôniio Lucrativo como a Vale do Rio Doce.
- Houve uma avalição extremamente prejudicial ao Fundo de Pensão (que nem se quer tomou conhecimento de onde foram parar o dinheiro da venda), pois, em 5 (cinco) anos a valorização oficial do Patrimônio da Vale do Rio Doce supera qualquer comparação de valorização de uma empresa em qualquer atividade e qualquer tempo, o que de fato corrobora o prejuízo que a nefasta privatização causou.
Esta discussão deveria transcender a questões pequenas como esquerda ou direita, pois, os maiores prejudicados são os Contribuintes do Fundo de Pensão e seus Beneficiários.
Aqui faço uma ressalva, os aposentados cuja responsabilidade é do Tesouro Nacional (Fundo de Pensão Público Institucional) não tem nada haver com a questão, muito embora, exista uma necessidade muito forte de juntá-los num mesmo sistema de previdência, para esclarecer a diferença explico que enquanto no Fundo de Pensão Público Privado a aposentadoria máxima não passa de R$3500,00 no outrro a aposentadoria é o Salário Integral do Beneficiário no momento da aposentadoria.
Comentado em 3.Set.2007
Carla
Marcus, o comentário logo acima prova a minha tese da importância de moderação de comentários.
Ou leia o que diz o Reinaldo hoje, está impagável: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/09/revoluo-dos-bichos.html
Se os fundos de pensão são burros, a culpa não é da Vale e de quem a comprou. Se funcionário público tende a se escalar no Estado e a não produzir o que deveria, a culpa não é das teles nem de nenhuma empresa privada. Claro que as empresas lucram mais, são mais eficientes, etc., se não são estatizadas.
E é claro que o DCE tem algo com isso. Eles sempre têm um cartaz de papel de pão pra reclamar do capitalismo e pra pedir que a universidade continue “publicagratuitaedequalidade”, apesar de aprovarem as quotas! Vá descobrir onde enfiaram a lógica…
Comentado em 3.Set.2007
marcus
Pelo visto, Alessandro, compartilhamos da mesma opinião =)
Comentado em 3.Set.2007
marcus
Carla, são justamente opiniões como a do Plinio que abrilhantam este blog. Imagina como seria se não houvessem miguxos ou esquerdinhas a comentar por aqui? Que coisa mais chata seria…
Nesta hora sinto falta do zecafona e de suas idéias revolucionárias.
Comentado em 3.Set.2007
Pato
Não é preconceito, Marcus, é certeza absoluta.
Tem uma turma (bem grande por sinal) que acredita nuns factóides bizarros, que acha que o governo tem uma máquina de dinheiro e coisas assim. Fumasse menos maconha e estudassem mais, não sairiam por aí cantando asneiras aos quatro ventos, se embasando numa teoria que, desde o século XIX, não experimentou qualquer tipo de evolução.
Comentado em 3.Set.2007
tina oiticica harris
Dêem-me, por favor prego please, exemplos de gerência privada no Brasil que favoreceram o país. O Sul Maravilha tava enchilicado mas agora, que o Lula vai soltar graninha, todos estão des-cansando. Ou tramando mais Redentoras nas salas de jornais que os representam. São seis redes nacionais que lhes dão informação.
Como poderia ser reacionário um movimento desses se reacionário quer dizer ação retrógada, e o Brasil nunca teve governo socialista?
Talvez devesse lutar pelo acirramento das contradições, tipo o existente em Rio e SP, pela volta da Redentora.
Não sou socialista, não sou nada. Nem cidadã brasileira. Não inventei as taxas de importação nem foi o Lula.
Por quê jovens com ideais não nerrrrd ou individuais são esquerdóides? Ou entendi mal o post ou não entendo o Brasil de hoje, que me parece ter um fosso enorme entre a burguesia e o lúmpem.
Comentado em 3.Set.2007
Gian
… (nem eu acredito, mas é só)
Comentado em 3.Set.2007
Plinio Marcos Moreira da Rocha
Caro Marcus, se eu entendi direito as colocações do Vitor, tanto Eu como o Vitor entendemos que “O que ocorre, é que muitas vezes a própria estrutura (máquina) impede que seus desempenhos, suas competências, sejam mais valorizadas e aplicadas, restringindo e limitando seus campos de açãoâ€, embora isto não possa e não deva ser tomado como uma REGRA, e por isso, tanto Eu como o Vitor reconheçamos que existe Empresa Estatal ou Instituição Pública que seja bem administrada, mesmo que com limitações provocadas pela maquina administrativa.
No caso da CVRD, tenho certeza que a valorização não se deveu pelo simples fato de ter sido transferida para a iniciativa privada, alguns fatores, contribuíram:
- Como já falei anteriormente, eliminaram-se os subsídios e todos os produtos da CVRD tiveram seus preços equiparados ao Mercado Internacional, isto é, tiraram-se algumas “amarras†que impediam uma maior lucratividade do negócio, lembrando que tais “amarras†eram na verdade opções políticas de fomento ao crescimento do mercado interno.
- Alem de ter sido muitíssimo sub-avaliado o patrimônio da CVRD sofreu natural valorização, através da valorização de seus insumos no mercado internacional, bem como, de “descobertas†de jazidas, ressaltando que nenhum destes fatores tiveram necessidade de investimentos.
- Ainda como deixou de fazer parte do Governo, sua estrutura deixou também de ser utilizada das mais variadas formas para incentivar e fomentar crescimento no mercado interno. Como já disse, a CVRD já construiu até estrada de ferro em nome do Governo, bem como, você já percebeu o Investimento Social e Cultural que a Petrobrás, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil fazem ? Procurou verificar quanto a Empresa mais Lucrativa despendeu nesta área ? Com certeza se ainda fosse Estatal seu volume de investimento no Social, Cultural e Esportivo seria muito mais significante.
Portanto, os maiores prejudicados com a privatização da CVRD foram o POVO Brasileiro que esta impedido de usufruir deste Lucrativo Empreendimento, que em alguns Países é tido como estratégico, bem como, os Beneficiários do Fundo de Pensão Público Privado, que não mais podem contar com a receita de parte deste Lucro.
Comentado em 4.Set.2007
Plinio Marcos Moreira da Rocha
Prezado Marcus, voltei a postar através do via6 pelo simples fato de que em seu blog não existe limite de caracteres como no via6, o que me obriga a copiá-lo e tratá-lo de forma que fique registrado no via6.
Uma proposta, seria voce solicitar ao via6 que qualquer observação relacionado com assuntos oriundos de BLOG, como esta discussão por exemplo, fosse automaticamente registrada pelo via6 no BLOG de origem, como ocorre quando efetuamois algumas colocações no seu BLOG através do via6, isto é, este registro é replicado no via6 desde que não ultrapassa os limites ali especificados.
Um Abraço,
Plinio Marcos
Comentado em 6.Set.2007
Plinio Marcos Moreira da Rocha
Prezado Macus, ainda sobre a questão apresentada acabo de ler na internet o texto abaixo, para o qual proponho sua reflexão:
“Comparato: venda da Vale foi uma ‘grossa ilegalidade’
“Ao abandonar em 1997 o controle da Companhia Vale do Rio Doce ao
capital privado por um preço quase 30 vezes abaixo do valor
patrimonial da empresa e sem apresentar nenhuma justificativa de
interesse público, o governo federal cometeu uma grossa ilegalidade e
um clamoroso desmando político”, denunciou Fábio Konder Comparato,
presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia do
Conselho Federal da OAB.
Comparato explicou que “em direito privado, são anuláveis por lesão os
contratos em que uma das partes, sob premente necessidade ou por
inexperiência, obriga-se a prestação manifestamente desproporcional ao
valor da prestação oposta (Código Civil, art. 157). A hipótese pode
até configurar o crime de usura real, quando essa desproporção de
valores dá a um dos contratantes lucro patrimonial ‘que exceda o
quinto do valor corrente ou justo da prestação feita ou
prometida’ (lei nº 1.521, de 1951, art. 4º, b). A lei penal acrescenta
que são co-autores do crime ‘os procuradores, mandatários ou
mediadores que intervieram na operação’”.
Como destacou Comparato, “o edital de alienação do controle da
Companhia Vale do Rio Doce se limitou a declarar que a desestatização
da empresa ‘enquadra-se nos objetivos do PND (Plano Nacional de
Desestatização)’. Nem uma palavra a mais. Fora do edital, o governo
federal adiantou duas justificativas: a necessidade de reduzir o
endividamento público e a carência de recursos financeiros estatais
para investimento na companhia. Ambas as explicações revelaram-se
falsas. O endividamento do Estado, que no começo do governo Fernando
Henrique era de R$ 60 bilhões, havia decuplicado ao término do segundo
mandato presidencial. Por sua vez, o BNDES, dispondo de recursos
públicos, financiou a desestatização da companhia e continua até hoje
a lhe fazer vultosos empréstimos”.
“Mas a entrega de mão beijada da Vale ao capital privado”, continuou
Fábio Comparato, “foi também um desmando político colossal nesta era
de globalização. O Estado desfez-se da maior exportadora mundial de
minério de ferro exatamente no momento em que a China iniciava seu
avanço espetacular na produção de aço. Hoje, a China absorve da Vale,
isto é, de uma companhia privada, e não do Estado brasileiro, quase
30% da produção desse minério. Além disso, a companhia, que possuía o
mais completo mapa geológico do nosso território, já era, ao ser
alienada, concessionária da exploração de quase 1 bilhão de toneladas
de cobre, de 678 milhões de toneladas de bauxita, além da lavra de
dois minérios de alto valor estratégico: o nióbio e o tungstênio. Esse
trunfo político considerável foi literalmente jogado fora”.
Até o próximo dia 9 em todo o país prossegue o plebiscito popular que
questiona a entrega da Vale. Intitulada “A Vale é Nossa”, a campanha é
organizada por movimentos sociais, organizações sindicais e pastorais
da Igreja. “Nesta Semana da Pátria realiza-se, em todo o território
nacional, por iniciativa dos movimentos populares, um plebiscito para
que o povo possa, enfim, dizer não a esse crime de lesa-pátria”,
conclui Comparato. “
Comentado em 6.Set.2007
Angelo Reis
Olá,
Acredito que a privatização foi a melhor opção para o Brasil e para a Vale e a resposta é muita clara e óbvia, simplesmente: CORRUPÇÃO!
O Brasil não e uma país Europeu ou os EUA onde a corrupção pode ser considerada uma exceção e onde os corruptos são julgados e condenados. Estamos no país da impunidade, onde casos tão explícitos de corrupção como o Mensalão, Renan Calheiros, fraudes no INSS, e etc… pernanecerão impunes, para não falar em casos de corrupção em empresas públicas que existiram/existem na Petrobras, Eletrobras, Light, porém de menores proporções e menos comentados.
A VALE estatizada serviria apenas a uma razão: desviar recursos para o benefício particular ou de partidos “donos” da empresa.
E isso é o pior que poderia acontecer!
Uma empresa não deve ter função social como meta! O objetivo de uma empresa é o lucro! Os impostos e a contribuição social são formas deste lucro ser revertido a sociedade e devem ser aplicados em obras socias pelo governo, esta é a função do Estado.
Empresa não é Estado e Estado não é empresa.
Vejo com muita desconfiança qualquer discussão sobre reestatização, mais uma vez querem roubar o dinheiro público e esta seria o grande objetivo e não o suposto benficio à sociedade.
Angelo Reis
Comentado em 8.Set.2007
Plinio Marcos Moreira da Rocha
Caro Angelo Reis, me parece que voce tem como um de seus modelos um País altamente corrúpto, que vive uma administração Ditatorial, pois, os EUA:
- Reconhece como Profissão o LOBBY, muito embora, em recente alteração de legislação tenha especificado “RESTRIÇÕES” com relação aos procedimentos de um “LOBISTA”, isto não deve ter sido se não consequencia de “CORRUPÇÃO PURA”.
- Um País “democrático” que possui apenas 2 (dois) Partidos Políticos que não se antagonizam enquanto ideologia, pois, República é um Sistema de Governo de um País e Democracia é o ambiente Político
de um País.
- Um País que se envolve em INVASÕES “justificadas” por “PURAS e DESCARADAS MENTIRAS”, que deveriam estar enquadradas em “CRIMES CONTRA A HUMANIDADE” não vive uma democracia, pois, se assim o fosse, este presidente deveria, no mínimo explicações e a instalação de um processo de afastamento, bem como, tais invasões deveriam ter sido reconhecidas como um ERRO, uma vez que, impuseram e ainda impõe às populações do Afeganistão e do Iraque FLAGELO DESMEDIDO e DESNECESSÃRIO.
Por favor, nunca mais nos compare com os EUA é degradar-nos e aviltar-nos, e nós com todos os nossos defeitos não merecemos isto.
Comentado em 8.Set.2007
Plinio Marcos Moreira da Rocha
Prezado Marcus,
Tendo em vista a Resposta Oficial do STJ, bem como, o presumível, intrinseco, Desrespeito à Constituição da República Federativa do Brasil e ao Excelentíssimo Presidente do Superior Tribunal de Justiça, pelo Excelentíssimo Relator, Ministro Castro Meira, vimo-nos na premente, quiçá visceral, necessidade de REDIRECIONARMOS a questão ao Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal.
Abraços,
Plinio Marcos
Link Externo: - Petição STJ REDIRECIONADA ao STF , -
http://www.scribd.com/doc/7480276/Peticao-Stj-Redirecionada-Ao-Stf
Comentado em 24.Out.2008