Foi em 1 de junho de 2002, um sábado. Lembro exatamente do dia em que isto aconteceu porque, quando cheguei em casa de madrugada, a TV exibia Argentina 1 x 0 Nigéria, pela Copa do Mundo de 2002.
Mas as primeiras coisas primeiro.
Naquele dia, minha namorada na época e eu havíamos combinado de sair com um casal de amigos dela. Na verdade, foi mais ela do que eu quem combinou a parada. Mas eu topei, até porque o Goiano (oi Josi, depois passa este link pra ele, por favor), vocalista da Cavalo Horse, a melhor banda baseada em CPM22 que São Leopoldo já conheceu, iria nesta tal saída. Estava tudo marcado para as 18:30.
Eis que no início da tarde, lá pelas 12:30, um amigo de longa data, o Daniel (que já apareceu noutra história deste blog narrada neste post aqui) me ligou e propôs que jogássemos Winning Eleven naquela tarde, no meu apartamento.
- Opa, chega aí. Só tem um porém: 18:30 eu marquei de sair com outra galera aí.
- Tá beleza. Vou embora antes disso.
Ele chegou, jogamos uma partida e veio o convite:
- Marcus, o Marcelo me disse que tem um vinho no mercado que é R$3 a garrafa e, pelo preço, é muito bom. Vamos comprar?
-Ô!
E compramos uma garrafa, que dividimos. Bebemos aqueles 375ml quase como se fosse água. Não seria um exagero dizer que foi o melhor vinho que bebi na vida, levando em conta preço e qualidade. Mas como 375ml acabam rápido, fomos ao mercado outra vez, desta vez trazendo uma garrafa pra cada um, que bebemos no bico.
Algumas partidas depois, OK Computer finalizado pela segunda vez na tarde (eu jogava Winning Eleven ouvindo Radiohead sim, e tu que é feio?), descemos mais uma vez para comprar mais vinho. No que chegamos ao portão, ébrios, vimos minha prima tocando o interfone.
- E aí, primo?
- Opa. Estamos indo ao mercado comprar vinho. R$3 a garrafa. Quer ir com a gente?
- Claro.
Cada um voltou pra casa com uma garrafa. Bebemos e a noite caiu neste meio tempo. Aí eu tomei a decisão mais sensata que poderia tomar naquele momento, após duas garrafas e meia de vinho:
- Vamos pegar o carro e ir pra Novo Hamburgo?
E fomos. O que, recordando bem, não foi uma boa decisão. Em primeiro lugar, porque já era noite. Deveriam ser em torno de 19:00 e eu já estava atrasado para um encontro marcado para as 18:30. Em segundo lugar, porque não lembro, até hoje, como foi que cheguei na cidade vizinha. Lembro apenas de um flash: numa rua escura, eu pisquei e fiz o carro subir na calçada com a roda direita. Naquele instante, fiquei curado da embriaguez: a adrenalina fez o álcool sublimar do meu corpo. Lembro perfeitamente que parei de rir, fiquei sério, dirigi de volta pra casa de cada um dos que me faziam companhia e me dirigi até a casa da ex, chegando com apenas 2 horas e meia de atraso e um bafo insuportável de vinho.
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4 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
O que uma experiencia de quase morte não faz né. Mas se fosse comigo bem fechava a porta na tua cara. haha
beijo.
Tea with me!
Vou te dizer que não lembro do episódio, mas só fico irritado por tu não ter me convidado para a parceria do vinho + winning eleven :-)
A propósito, ainda continuo passando por aqui, incrementado a leva de leitores que não comentam.
Abraço!!
engraçado como cada um vê a mesma coisa sob perspectivas diferentes, né? li e só pensei “nossa, se eu fosse a namorada não estaria em casa esperando a essa hora meeeesmo.”