[+] Apesar de ontem ter sido 19 de abril (dia do índio), estarmos eu, meu irmão e o Carlos na mesma van e o tempo ameaçar chuva, nenhum dos fatos estúpidos, azarados, surreais, malucos ou simplemente toscos que acontecem conosco ocorreu. Só o motorista da van se perdeu indo pro local do show, mas não foi um imprevisto muito grande.
[+] Cinco bandas tocaram antes do Placebo: Superguidis, Deus e o Diabo, Stratopumas, Superphones e Cartolas. Após as apresentações, Kakaroto e eu começamos a distribuir prêmios para as bandas.
[+] A Superguidis foi a melhor da noite. Sonzinho muito empolgado, divertido e bastante indie. Parecia uma mistura de um Teenage Fanclub mais animadinho com Jovem Guarda. Totalmente excelente. Ganhou o prêmio Melhor Banda da Noite.
[+] Deus e o Diabo é uma droga. Umas músicas meio góticas e com violino. Eu não gosto de violinos, exceto quando o Pernalonga toca quadrilha com um. Não via a hora do show deles acabar. Prêmio Pior Banda da Noite.
[+] Stratopumas é bem legal. Boa presença de palco, músicas empolgantes e bem indiezinha também. Foi eleita a Banda Mais Fashion da Noite.
[+] A Superphones eu já tinha visto no Putzel no ano passado. Confesso que gostei mais deste primeiro show. A banda faz um som bem inglês (inclusive cantam nesta língua), que me remeteu bastante ao Oasis. Mas com teclados. Recebeu o prêmio Banda Mais Inglesa da Noite.
[+] Cartolas é ruim. Parece aquelas bandas gaúchas oitentistas, tipo Cascavelletes e TNT. O figurino era ruim, as músicas eram ruins e o vocalista era chato. Ganhou o prêmio Banda Mais Deslocada da Noite.
[+] Então o ranking em ordem decresacente ficou assim: Superguidis, Stratopumas, Superphones, Cartolas e Deus e o Diabo (pois nem a Cartolas conseguiu ser pior).
[+] É, mas o pessoal da Claro preferiu a Cartolas. Eles que embolsaram os R$15.000,00.
[+] Placebo é tri bom em estúdio.
[+] Placebo é muito melhor ao vivo.
[+] Placebo é muito, mas muito melhor ao vivo.
[+] O Molko é uma coisa no palco. Não dá pra explicar. Só vendo.
[+] Eu achei que o Brian Molko, o vocalista da banda, seria a pessoa mais afetada no palco. Mas o baixista Stefan Olsdal é muito bom. Totalmente gay. Ele toca baixo, guitarra e teclado. E quando não faz isso, dança, pula, rebola… É um espetáculo.
[+] A força que as canções ganharam ontem foi algo de espetacular. Every You Every Me e Special K são inexplicáveis ao vivo. Só ouvindo. Ou melhor, presenciando.
[+] Produção bastante simples. Nada de lasers, cortinas, faixas, velas ou coisas do gênero. Só a banda (e mais dois músicos) e feitos de luz. Por sinal muito bem executados.
[+] Se neste sábado tivesse o mesmo show, eu iria de novo. E na semana seguinte, iria novamente.
[+] Cinco shows de aproximadamente 20 minutos de bandas independentes. Quase uma hora e meia de show do Placebo. Se for comparar com os valores cobrados por algumas bandas por aí, a noite saiu muito barata. R$ 30,00 foi até pouco.
[+] Agora eu quero ver White Stripes em Porto Alegre.
