Enquanto observador do cotidiano, há duas coisas que tem me incomodado muito nestes recentes e loucos anos 2000 e gostaria de compartilhar com minha qualificada audiência (vocês, para os leigos).
A primeira delas é a ausência de créditos iniciais nos filmes. Me incomoda começar a assistir um filme e ser jogado direto dentro da sua história. Assim como os créditos ao final da projeção são importantes pra te tirar da imersão em que tu estava, colocando-te pouco a pouco de volta no mundo real, os créditos iniciais servem pra te tirar do mundo real, pouco a pouco, e te colocar dentro do filme. Castrar esta inicialização acaba diminuindo, ao menos para mim, um pouco da experiência cinematográfica.
Não obstante, a falta dos créditos de abertura acaba nos tirando a oportunidade de ver pequenas obras-primas, como o início, desde sempre clássico, de Prenda-me Se For Capaz(1):
A segunda coisa é a falta de flurry no McFlurry. Eu devo ter perdido algum evento recente da história das redes de fast-food, mas porque diabos o McDonald’s não mistura mais o McFlurry? A graça da sobremesa era, justamente, a mistura de sorvete, calda e o ingrediente extra, fosse M&M’s, Alpino, cookies ou paçoca. Sem o twist, o McFlurry vira um sundae num potinho de isopor.
Interessante foi uma discussão que tive há cerca de um mês no McDonald’s de São Leopoldo. Ao indagar a atendente a respeito do McFlurry, ela não entendia minha pergunta. Indaguei se, naquele restaurante, eles misturavam o sorvete, a calda e o Ovomaltine do McFlurry. Ela disse que minha pergunta não fazia sentido, pois o único sorvete batido era o McShake. Aí eu disse que não queria meu sorvete batido, e sim mexido. E ela insistiu que o único sorvete batido era o McShake. Quando eu ia iniciar um discurso, dizendo que flurry e shake fazem referências a maneiras diferentes de misturar ingredientes, ela me interrompeu e disse que não havia mais sorvete disponível.
Ou seja, além de não ter matéria-prima, o McDonald’s de São Leopoldo contrata gente que nunca seria capaz de servir um Martini ao James Bond.
Em assuntos relacionados, recomendo a leitura do meu post Nunca mais coloco meus pés no McDonald’s. Gerei muitas acusações raivosas contra mim com este texto.
(1)Durante muito tempo eu lia Catch Me If You Can e entendia Agarra-me Se Puderes.
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8 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
Já fui a alguns Macs (São Leo, Shopping Canoas, Novo Hamburgo, Cachoeirinha, uma meia dúzia e Porto Alegre) e nunca achei grandes diferenças no atendimento.
Por um acaso, hoje eu atendi uma menina que havia sido demitida do de São Leo hoje. Pelo que os coitados ganham, não me espantam que não conheçam uma refencia a James Bond, hehe.
E nas últimas vezes que fui ao Mac, sempre peço um sanduíche diferente pra tentar substituit os imbatíveis Big Mac e Tasty (também conhecido como bomba atômica – vc fica pelo menos umas 8 horas sem querer comer nada depois de papar a criança), mas todos os outros burgers são igualmente sem graça e esquecíveis. Vou pedir um McMelt da próxima.
*referência
Eu também sinto falta dos créditos iniciais. É legal saber quem tá produzindo, fez a trilha e tal. E quanto ao Mc Flurry eu concordo com o que o Ronald Rios disse, 95% é composto pela massa corrida sabor baunilha.
“mas porque diabos o McDonald’s não mistura mais o McFlurry?
Siiiiim!!!! Eu sempre penso nisso quando peço um McFlurry! Antes era muito melhor! :S
Agora é você mesmo que tem que misturar com a colherzinha.
E o atendimento dos McDonald’s daqui de Curitiba também não são um primor, principalmente no ParkShopping Barigüi. E olha que a empresa está querendo mudar sua imagem de “lanchonete” para a de “restaurante”.
Outro GRANDE problema, são as pessoas que falam “INICIALIZAÇÃO”.
Comungo do ódio ao MC Donalds. Aqui em BH o pior é o da Afonso Pena. Já mandei mil e-mails e nada. Coca sem gás, batata fria e péssimo atendimento.
Só para que fique claro aos leitores, eu não odeio o McDonald’s. Por sinal, adoro o restaurante. Meus problemas só ocorrem na filial de São Leopoldo, a pior do mundo conhecido (por mim).
Também fiquei triste quando o McFlurry não tinha mais trololo (aqui chamamos de trololo, imitando o possível barulho que a máquina faria para misturar o sorvete).
Você começa a comer o sorvete e antes mesmo de chegar na metade, só sobrou o sorvete em si, sem cobertura, sem nada.