Programas jornalísticos que seguem a fórmula do americano 60 Minutes não raros. Até mesmo no Brasil há vários. Entretanto, nenhum deles chegou a ser tão bom quanto foi o Documento Especial. Em sua melhor época, entre 1998 e 1991, foi exibido pela Rede Manchete. Depois passou pelo SBT e Band.
O que diferenciava o Documento Especial dos outros clones do programa americano, como o Globo Repórter, era a sua preferência por temas polêmicos e sua ausência de censura. Numa analogia musical, se considerarmos o Globo Repórter como sendo Seu Jorge, um artista formatado para agradar todas as audiências imagináveis, o Documento Especial seria o Rogério Skylab.
Em 2007, o Canal Brasil começou a reprisar os antigos programas. Boa parte deles está disponível no youtube, completos e sem intervalos. Apesar de serem datados, afinal já são programas com quase 20 anos, é interessante resgatar, do ponto de vista antropológico, estes pequenos retratos dos inumeráveis submundos que coabitam no Brasil. Sim, pois em vez de exibir a dieta da moda ou os perigos de contrair dívidas no cartão de crédito, o Documento Especial tratou de assuntos como o Santo Daime, a Igreja Universal do Reino de Deus (antes dela comprar a Record), surfistas de trem e do preconceito dos ricos do Rio de Janeiro para com os moradores dos subúrbios quando estes vão à praia.
O programa que separei para este post já é da fase do SBT, um pouco melhor produzida, mas ainda polêmica. É uma reportagem a respeito dos grupos neonazistas da São Paulo do início da década de 90.
Depois de assistir a reportagem completa, não consigo ter raiva destes neonazistas. Nem é pelo ódio que eles sentem pelas ditas raças inferiores. Acho que cada um é livre pra odiar o quê e quem quiser, mas ódio só pelo ódio é estúpido demais.
Eu só consigo achá-los patéticos.

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Neonazista brasileiro é o fim. Quando aparecia algum NN tupiniquim no Vampire Freaks, os europeus costumavam dar risada. A ironia é que a maioria dos neonazistas brasileiros tem a pele morena, como os carecas do ABC. Na maioria, filhos de nordestinos.
“Acho que cada um é livre pra odiar o quê e quem quiser, mas ódio só pelo ódio é estúpido demais.” [2]
Pior que, só pelo olho e nariz de um dos caras do primeiro vídeo, vc vê que aquilo ali não é considerado “ariano puro” nem se ele for pro interior do Piauí. Além de tudo, os caras são burros. O último cara que eu vi que se autodeclarava skinhead era mulato.
“Acho que cada um é livre pra odiar o quê e quem quiser”
Apóio completamente.
Só não venha me bater seu skinhead nojento.
Dorgas mano.
Nem se fossem descendentes diretos de alemães e, mais importante, sem miscigenação (nem sei se isso é possível do ponto de vista evolutivo/biológico), não tinham o direito de se julgar superiores; o Nazismo é, de longe, a pior atrocidade que o homem conseguiu engendrar, porque se baseia em conceitos absurdos, e provocou tanto mal… o neo-nazismo, sub-produto de uma imundície, é mais ridículo ainda quando se vê que seus seguidores seriam vítimas dos seus “inspiradores”. Quanto ao comentário de que são patéticos, de fato são, mas patéticos cruéis, e que podem destruir outros seres humanos física e emocionalmente. Triste, muito triste…