Creio que todos por aqui já devem ter visto o tal vídeo do Padre Marcelo comentando sobre seus cachorros. Pra quem ainda não viu (ou quiser relembrar), ele está logo abaixo.
Em resumo, o padre disse que se um cão um dia o atacasse, bastaria pensar em deus que o animal não o atacaria. Para analisar esta afirmação, vamos supor que Deus exista e os cães atacaram o padre.
Neste caso, deus pode fazer duas coisas: interferir na situação e evitar que o padre seja ferido, pois como seu servo dedicado, ele merece esta proteção.
Não interferir e fazer o padre pagar pela sua soberba, pois ao declarar em rede nacional que deus interferiria a seu favor numa situação hipotética com rotvalleys (sic), Marcelo ditou o que deus poderia fazer numa situação mundana qualquer e ditou os rumos que o todo-poderoso escolheria.
Percebem a cilada lógica? É um tipo de tautologia: não importa o que ocorra, deus sempre estará agindo corretamente em sua infinita sabedoria e seus atos serão justificados.
Mas por que isto me insulta? Porque eu, enquanto cientista, sempre tento encontrar a forma mais fácil de descrever um fenômeno. Deus, no caso acima, é uma hipótese que não precisa ser considerada.
Vou dar um exemplo. Suponhamos que eu tenha uma pedra nas mãos e queira provar que ela não cai só devido à ação da força da gravidade e sim porque eu uso calças azuis. Para testar a minha hipótese, eu colocarei uma calça azul marinho e soltarei a pedra de certa altura, para comprovar se ela cai ou não.
A pedra cai, é claro. Mas alguém duvida da minha afirmação e pede para eu trocar de calças. Eu troco, colocando um modelo preto. Repito o experimento. Curiosamente, a pedra cai novamente. Mas eu não estou convencido. Pode ter sido coincidência ou, quem sabe, a pedra cai quando uso calças escuras. Troco para uma calça branca. A pedra cai. De forma sistemática, a pedra sempre cai, não importando se eu estiver usando calças vermelhas, verdes, jeans, de linho, moleton ou se eu estiver sem calças.
Neste ponto eu posso ser um cientista de verdade e abandonar a hipótese da interferência das calças no meu experimento, me contentando com a gravidade, que parece explicar bem o fenômeno, ou posso procurar outra hipótese para explicá-lo.
Digamos então que eu acredite que as pedras só caem porque eu estou usando gel no cabelo. Aí repito o experimento com e sem gel.
E a pedra continua a cair.
Outro impasse. Posso me resignar e aceitar a gravidade, que parece funcionar tão bem sozinha, ou posso inserir outra hipótese.
Bem, talvez a pedra caia porque, no momento em que a solto, há um bule orbitando o sol no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter e é isto que faz as coisas aqui na Terra caírem.
Percebem a sutileza? Em vez de simplificar o problema e buscar a explicação mais simples, eu adiciono mais e mais hipóteses, até o momento em que elas não podem mais ser provadas. Até o momento em que elas dependem apenas da fé.
E alguém que age e pensa assim me ofende muito.
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32 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
isso ae cara, boa tarde é fique com o capeta!!
isso ae vamos fotalecer a corrente contra deus
NO DEUS YES CAPETA !!! vc vai entar nas minhas orações
que o capeta sempre esteja ou seu lado!!
Não é irônico que William de Ockham teha sido um Franciscano?!
Não. Newton também acreditava em deus e nem por isso ele era menos gênio.
Errata:
“Não é irônico que William de Ockham tenha* sido um Franciscano?!”, foi o que eu verdadeiramente quis questionar – retoricamente.
O mais difícil eu escrevi direitinho…
Autor amado,
Eu não quis ofender Ockham. Muito menos Newton ou Aristóteles; contudo, a ironia – que hoje lhe permite criar este artigo, dentre outros – é inegável.
O mais engraçado de toda essa história sobre seu ateísmo é que posso dizer que ele me “cativou”.
Comecei a ler as suas psotagens sobre Deus e suas dúvidas a respeito Dele na mesma época em que assistia a um documentário que tratava dentre tantos assuntos, da existência do Senhor.
O documentário, assim como você, provava de maneiras lógicas que Deus não existia, ou ao menos mostrava a farsa que é a idéia de Jesus Cristo.
E bem… não que eu esteja dando toda a razão do mundo a você, ou atribuindo toda a “glória”, mas… eu decidi virar ateu e sim, você teve uma grande influencia nisso, marcus.
O engraçado disso é a sensação que eu tenho, que é de liberdade. Tipo, como assim liberdade? A idéia de um Deus imaginário me prendia ou me deixava com culpa de fazer algo? Bom, não sei lhe dizer com certeza, mas a verdade é que eu consigo ver o mundo com mais lógica e até mesmo de uma forma mais madura. Então, acho que… sei lá, obrigado. De alguma forma eu não consigo deixar de afirmar que você teve influencia nessa significativa mundaça em mim. Abraços
A propósito, o nome do documentário é “Zeigeist – Final Edition”
Tomar todas as religiões baseadas nas ações e despreparo de alguns é o mesmo que dizer que a medicina não serve pra nada porque existem médicos ruins. E atualmente o que mais vejo (e não só eu) são médicos péssimos! Mas continuarei acreditando na Medicina, mesmo que os que as exerçam estejam tão falhos…
Lamentável o episódio envolvendo o Padre Marcelo, como lamentável a afirmação do Cônsul do Haiti sobre o motivo do terremoto que abalou o país. Lamentável a inquisição e tantas outros acontecimentos envolvendo alguma religião. Mas veja, isso foi obra de homens, não da relilgião, que interpretada e estudada de forma equivocada, acaba sendo a grande culpada.
Descartes (que acreditava em Deus) dizia que não deveriámos “jamais acolher algo como verdadeiro, a não ser que seja absolutamente evidente, e não acolher no juízo o que não seja claro e indubitável. ” Mas, para isso, precisamos ter a mente aberta e livre de pré-julgamentos. O grande problema dos ateus é que, na maioria das vezes, se baseiam em cima de erros humanos, não em estudos mais profundos sobre a teoria das religiões. Volto ao exemplo citado, para mim é o mesmo que não acreditar na Medicina por que os médicos falham. E também – por que nós, seres humanos, ainda estamos bem longe de saber tudo. Beeem longe!
Abrs
Abrs
Realmente, religiões explicam tautologicamente fenomenos e tal. Mas acho que nesse caso, o Pe. Marcelo só tava querendo dizer pra não demonstrar medo. E não demonstrar medo numa situação apavorante como o encontro com a fera é difícil, melhor que quem consegue usar desse tipo de apoio — pensar no seu deus — o use. Minha “religião” também é a ciência, mas demorei pra perceber que todo ser humano tem sua superstição e tento não encher o saco daqueles cuja superstição, apesar de casos isolados de problemas ainda que sérios, tenta deixar o mundo um lugar melhor…
Cara colega Adriana Torres,
O contexto de sua dialética, bem organizada, peca ao mesclar possibilidade da existência de [algum] “Deus” – consciência suprema – com a crença [fundamentalmente ilógica] no mesmo.
Aquilo cuja origem desconhecemos abre infinda margem para especulações; todas elas improváveis e consequentemente carentes de credibilidade, exceto nos casos onde surge(m) prova(s) – veja bem: não outra(s) especulação(ões) maior(es) ainda – em contrário a esta carência.
Todavia, em relação à Religiosidade, acredite: particularmente, espero que o Mundo permaneça do jeitinho que é.
Nota: as causas do Universo podem, muito bem, terem sido propiciadas por um mago chamado Merlin.
Errata:
“(…)Todavia…
Em relação à Religiosidade…”
Por obséquio: finjam que no comentário anterior eu coloquei assim.
Marcus, nao vou nem comentar sobre o conteudo do post, porque como sempre esta perfeito. O que acho bacana, e sempre volto aqui no site pra conferir, e o modo como voce escreve. Nao tem como ser mais claro no que diz. Muito bacana cara.
/\
que bando de baba ovo
____
Caro amigo, o que mais vejo é pesquisador (tosco) agarrando-se às suas teorias enquanto há outros caminhos mais simples para explicar um fenômeno. Então, sei lá, essa dobradinha fé x ciência não me comove.
Que coração de pedra…
Geraldo,
obrigada pelas palavras. Fico feliz que saiamos do campo das ações e possamos partir para o campo das ideias. O texto do blog – sobre o qual teci meu comentário – estava abordando o primeiro caso…
Da mesma forma que religiosos especulam sobre a possibilidade da existência de um Ser Supremo, a Ciência especula em relação ao começo de tudo. Porque não existem provas concretas a respeito até hoje, correto? E a mesma proporção de provas utilizadas pela Ciência para comprovar x e y (lembrando do grande hiato que existe na história sobre esse início) a religião também traz provas – para muitos, ainda insuficientes – da existência de Deus.
Descartes dizia que Deus garantia a objetividade do mundo. Sócrates falava sobre a causa eficiente. Newton também partia do mesmo pressuposto. Ora, não estou falando de pessoas como eu, leigas. Estou falando de estudiosos aclamados em todos os tempos da humanidade! Como existem outros que diferem do assunto, então não creio que tentar diminuir o debate dizendo que é uma crença ilógica seja o melhor caminho. Vejo lógica em ambos os lados, mas, nos meus parcos estudos, acredito mais na lógica da existência dele.
Merlin pode ser um bom nome para Deus, que na verdade, é um nome dado a esse Ser que, na crença de muitos, tenha sido o príncipio de tudo!
Uma das premissas mais bacanas em relação a isso é a seguinte afirmativa: Todo efeito tem uma causa. A causa pode ser Merlin, como você disse. Pode também ser o Acaso. Correto? Mas, se foi o acaso, você acredita então que esse acaso é inteligente o bastante para ser o príncipio de algo. Então, você já começou a descobrir um Deus…coloque nele o nome que achar melhor! :-)
Ciência e fé podem sim andar juntas, na verdade, digo mais, a ciência e a fé precisam andar juntas! Por que estamos ainda em fases de grandes descobertas e, se ambas conseguissem enxergar as premissas uma das outras, só teriam a ganhar nessa nossa contínua evolução. Por isso não quero que o mundo continue do jeito que está, quero que, um dia, a razão seja a grande companheira da fé!
Abrs
Adriana Torres,
Grandes debates com imensos textos acerca de especulações não são sequer cogitáveis, por isso eu serei – relativamente – sucinto ao fazer algumas considerações:
Consideração 1:
(Diferentemente do que a Física Quântica possa aparentar) A Ciência não “especula” a respeito de causas. Segue – sistematicamente – o Método Científico. Por meio dele, ainda que algumas respostas jamais sejam alcançadas tem-se fundamentalmente a certeza da NÃO fabricação de outras, “alternativas”.
Durante meu curto período de vida (23), acredite, tive acesso à algumas (muitas) “provas” da existência de “Deus”; estaria mentindo se dissesse estar interessado em uma nova leva.
Consideração 2:
TODOS os seres humanos (até os Gênios) são estruturalmente estúpidos; variando a área e grau da manifestação desta estupidez. Portanto, não vamos nos valer disso, afinal, como você disse: eu também poderia citar inúmeros notáveis – inclusive vivendo hoje – que desprezam abertamente a “lógica” na idéia de “Pai Caridoso dos Céus”. Jamais me valeria disso; e também não me vale.
Consideração 3:
Não precisa haver Inteligência na Causa.
Nota: não há nem haverá nada pessoal no que digo ou venha a dizer, durante uma manifestação desta natureza (à desconhecidos), ainda que incisivamente.
Errata: desconsiderem as crases das considerações 1 e 3, respectivamente.
Aproveitando uma postagem potencialmente nula…
O autor poderia ter tido mais consideração com seus leitores na seleção das imagens aleatórias para “anônimos”. Esta mistura de TAZ doente com PERNA LONGA não é legal.
Ok, Geraldo, entendi sua argumentação – apesar de ainda insistir que convivo com pessoas que usam métodos cientificos para analisarem as teorias que cercam a existência de Deus – quando usei a palavra especulação foi mais uma forma de conciliar com o que você mesmo disse anteriormente, como acadêmica, não sou de especular muito – somente quando meu time está ou não em campeonatos…e nisso eu sou péssima!
Mas tem razão, não há porque debater algo quando já estamos definidos acerca de nossas convicções. O debate só é relevante se as partes estão abertas à mudança de opinião. Caso contrário, se transforma apenas em uma guerra de opiniões, e não traz crescimento…
Mas adorei de qualquer forma esse pequeno papo com alguém tão jovem e, ao mesmo tempo, tão maduro a ponto de manter-se em um nível fora de ataques pessoais, como muitas vezes vejo na blogosfera… parabéns (com sinceridade, não é sarcasmo) pelas postagens e pela defesa limpa de seus pensamentos!
E concordo com você. Me senti uma mistura de Madame Min com uma morcega… o que é isso? hahahaha
Abrs
@Geraldo
se tu fizer mais um comentário no blog reclamando de algo presente nele (incluindo isto que escrevi), vou apagar tuas contribuições anteriores e revogar teu direito de participar das discussões.
Cientistas especulam, a Ciência (o Método Científico) não.
E para encerrar – a pauta, mas dificilmente o nosso “papo”, perante um futuro leque de possibilidades e cenários:
(OPINIÃO)
Com ou sem a existência de “Deus”, religiões – apesar de todos os pesares – ainda são necessárias; e talvez sempre sejam; sobretudo para a manutenção dos pilares daquilo que denominamos “Sociedade” – cujo estereótipo dos seus componentes são o fundamento desta minha maneira de ver.
Não, já estou satisfeito.
Aproveitando:
Apagar… revogar…
Existe também uma maneira de “Editar”?
Sabe como é; não raro esqueço de analisar comentários e acabam passando alguns erros…
Caso não tenha esse poder, sequer precisa responder; do contrário… uma “forcinha” no futuro seria bem vinda…
@Geraldo
Eu posso editar. Os leitores não.
Só para constar: eu sei que falei já estar satisfeito com minha cota de reclamações atualmente realizadas, mas isso não incluía eventuais futuros comentários de Homo sapeins aqui presentes… então, só me resta esperar que você não tenha sido “técnico” ao dar este ultimato…
@Geraldo
Reclamações bem embasadas a respeito do que eu ou algum comentarista escreveu são bem-vindas. Reclamações a respeito de avatares, design do blog ou meus métodos de administrar o blog serão tratadas com banimento.
Homo sapiens *
Agora seria um bom momento para aquela “forcinha” de que falei…
Ótimo texto, Marcus.
Agora, só para fazer uma inevitável piadinha, o padre Marcelo falou que tinha de olhar para cima. O cão foi mais rápido e atacou direto no olho. Acho q ele não conseguiu olhar mto para cima…
Comentário P O B R E, de espirito e de inteligencia.
Temos muito mais a observar a um comentário de um padre que é igual a mim ou você.
Sério, nosso país vive em um apagão de cultura, educação, bons modos, saúde, emprego…..
Fala sério. Vai procurar um assunto Correto
Vou falar um monte de coisa que você já sabe: faz parte do método científico não invocar o deus-tapa-buracos, do contrário sua estrutura perderia o sentido. Só porque a ciência ainda não é capaz de explicar tudo não é necessário ficar preenchendo os vazios com ideias inverificáveis. É justamente nas brechas teóricas que novas hipóteses são formadas, dependendo então dos resultados práticos para serem aclamadas ou engavetadas timidamente. (citando praticamente Marcelo Gleiser aqui)
O Padre Marcelo não está nem aí pra isso; assim como os milhões de brasileiros a que ele se dirige. Você não é um deles porque vê através da máscara, e não consegue conter sua indignação. Ninguém que consiga seu mérito através de pregação na TV e os animaizinhos que subiram de dois em dois pode ser digno de atenção. Ninguém que se utilize da religião como base para outros negócios pode ser consistente. E nenhuma pessoa razoável sequer considera essa figura bizarra como fonte de conhecimento em qualquer âmbito. O insulto à inteligência não tem nada a ver com a religião em si, mas com um bando de patetas tentando (e conseguindo) utilizá-la como ferramenta de controle de massas, deleitando-se em cima da falta de autoconhecimento e integridade psíquica da galera. E nem pra criarem algo de novo! Esses caras pegam um gancho gasto, só perpetuam a empresa negra que o Constantino fez no séc. III ao montar o panteão católico só tendo em mente a força de seu império. Foi e ainda é uma arma eficaz para a união das mentes num só coletivo de imagens, ou seja, arrebanhar as ovelhas desgarradas através de lavagem cerebral pesada do inconsciente.
Até poderíamos ser complacentes e tentar achar analiticamente a “verdade” contida na historinha do rotvalley – o cão como o inconsciente incontrolado e perigoso que deve ser aplacado com pensamentos direcionados ao divino, para construir a ponte sobre o abismo da consciência. A fera (a parte de nós mesmos que não conhecemos) então amansa e se mostra amigável. Boa historinha de psicologia, utilizada com motivos nefastos. O pior de tudo é que funciona, não importa o quanto a gente resmunge…
mais, que eu comentei sem ter visto o vídeo:
Achei que isso dos dogs era só anedota, ops, parábola edificante! É muito melhor que isso, tem a historinha com arremate, que ridículo…!
O próprio Marcelo Gleiser, duas semanas após escrever sobre a imprecisão do Zenon no cálculo do paradoxo de Aquiles e a Tartaruga, ironicamente rompeu o tendão de Aquiles jogando futebol.
O Padre Marcelo, duas semanas após dizer que os cachorros não atacam com pensamentos voltados a Deus, é ironicamente atacado por seus próprios cães.
Estabelecer uma relação causal aí seria psicótico demais, quase instituir uma lei de penitência, o famoso refúgio do “deus castiga”; ao mesmo tempo, ficar indiferente ao humor simbólico da situação seria rígido demais. É inevitável vincular as duas cenas, percebemo-las como um conjunto, ao menos para dar uma risada da sequência de eventos. Tratam do mesmo assunto como se houvesse um diálogo vivo entre eles, seja refutando ou complementando. Muitas ideias já foram desconstruídas dessa maneira, e é no absurdo de sua desconstrução que reside toda a comédia do mundo. Yes. Larga a rabugentice do post, marcus, olha a grande piada pronta do universo.
No fim das contas, o inconsciente furioso do Padre Marcelo não acalmou desde aquele dia e ainda o deixou caolho, à moda mitológica. A situação hipotética de um conflito com o cachorro, o animal interno inferior de cada um, de repente apareceu numa situação real que contradisse o suposto ‘controle’ que o Pe. disse obter só apelando ao positivo. Não sei se me explico bem, mas a grande ironia coroada é: ele propôs o combate metafórico a episódios de conflito interno consciente x inconsc. com o direcionamento automático a Deus, e duas semanas depois ele foi metaforicamente atacado pelo cão vira-lata que era da mãe (mais um símbolo-mor do inconsciente), provando fisicamente que não é fácil assim suprimir as manifestações bestiais que cada ser humano tem (e o cosmos também).
Fez sentido?
E claro, Deus escolheu não interferir, porque isso implicaria numa intervenção na ordem da Natureza, o dito milagre. Não precisa de uma mão, acho que as coisas são funcionais o suficiente para se organizarem sozinhas.
Eu tenho certeza que ha comentarios nessa thread que ja’ levantaram esse ponto, no entanto eu pergunto: senhor cientista, com base em que^ o senhor colocou esse padre ai’ como o representante das religioes?
Sinceramente. O diabo esta morrendo de rir e cantando vitoria enquanto ateus e outros moderninhos apontam para esses neo-evangelistas e resmungam do alto de seus egos uber-cientes.
Mas no proximo exercicio de refutacao logica, tente um alvo que ofereca um minimo de challenge.
There’s no heaven, there’s no hell…
Tudo e’ permitido, as long as we get along.
We’re free and proud and there’s no bill to pay.
And you’re just trying to throw that guilty feeling on me to control me.
I’m my own god.
Cara Claudia, se o Padre Marcelo não é representante de uma religião, o que ele é?