Desperate Housewives

8.Jan.2008 @ 12:28 pm
Arquivado em TV

Eu sou preconceituoso. Não tenho apenas os preconceitos normais que toda pessoa tem, como aqueles contra gays, negros, anões e gordos. Eu também tenho preconceito contra obras audiovisuais, como filmes, músicas e seriados de TV.

Qualquer um com dois dedos de QI é capaz de notar que cada seriado é pensado em um público específico. Lost (seriado sobre o qual já falei) é um seriado pensado em atrair fãs de ficção científica e teorias da conspiração. 24 Horas visa atingir o homem que gosta de ação, com muitos tiros e perseguições. Desperate Housewives é um seriado de mulherzinha.

Por achar isto, nunca me interessei pela série. Achava que seria melosa, chata e arrastada, daquele tipo de programa que mulheres gostam, com poucos tiros e muito romance água-com-açúcar.

Mas na realidade, Desperate Housewives tem mais assassinatos do que eu esperava e os romances não são tão melosos e perfeitos como eu supunha.

As Desperate Housewives: Gabrielle Solis, Edie Brit, Lynette Scavo, Susan Mayer e Bree van de Kamp
As Desperate Housewives: Gabrielle Solis, Edie Brit, Lynette Scavo, Susan Mayer e Bree van de Kamp

As donas-de-casa desesperadas são cinco: Gabrielle Solis, Edie Brit, Lynette Scavo, Susan Mayer e Bree van de Kamp. Todas moram na mesma rua, Wisteria Lane, localizada em Fairview, uma cidade fictícia localizada nos Estados Unidos.

A grande sacada em Desperate Housewives é a forma como são tratadas as relações entre as pessoas. Os romances não são perfeitos. Os casamentos não são perfeitos. Os filhos, os vizinhos, os empregos, nada é perfeito.

Falando assim, parece algo feito especialmente para mulheres assistirem e homens fugirem. Mas não é bem assim. Em momento algum o seriado toma uma postura feminista, mostrando as mulheres como a única esperança da sociedade e os homens como os grandes canalhas (apesar de isto acontecer às vezes). Os episódios sempre tentam apresentar uma visão isenta dos fatos.

O maior mote da série é apresentar os núcleos familiares como eles verdadeiramente são. As famílias dos outros são sempre mais felizes que as nossas, até que as olhemos de perto. Todos têm podres a esconder. Uma grande dívida, uma traição, filhos que não se comportam direito ou até mesmo um assassinato. De perto, ninguém é normal.

A série é narrada por uma personagem já morta. No primeiro episódio, ficamos conhecendo Mary Alice Young, típica dona-de-casa americana. Ela limpa a casa, faz as compras, cuida do marido e do filho. Até que um belo dia recebe uma carta anônima e explode a cabeça com um tiro.

A partir dai, a vidas das suas ex-vizinhas é narrada a partir do ponto de vista de Mary Alice, que sabe dos segredos de todas as outras e passa a comentar as atitudes de cada uma.

As situações ocorridas em Wisteria Lane beiram o absurdo, mas sempre com um pé na realidade. Todos temos vizinhos estranhos (né Julia?), mas as situações em Desperate Housewives sempre vão um pouco além da normalidade.

Mas enfim, o que é normal?

Por isso digo, Desperate Housewives é um seriado sobre mulheres, mas não apenas para mulheres. Os homens que ainda não o assistiram devem dar uma chance ao melhor drama com toques de comédia atualmente em exibição.

Não é por assistir uma seriado protagonizado por mulheres que alguém vai ficar mais ou menos macho.

17 Comentários

  1. Fanny Webber

    O seriado tem alto índice de assassinatos e fala sobre mulheres, isso me leva a concluir que as mulheres contribuem para a morte prematura de seus maridos.

    Comentado em 8.Jan.2008

  2. Julia

    E homem que não assiste a série perde de ver umas bonitonas em trajes sumários tipo a Edie e a Gabrielle.

    DH é muito bom sim, mas a galera tem um preconceito idiota por causa da versão brasileira que é infinitamente inferior e porque acham que é coisa de mulherzinha.

    Bobagem.

    Bree é a rainha de Wisteria. Uma baita personagem.

    Comentado em 8.Jan.2008

  3. marcus

    Em alguns casos sim, Fanny. Mas tem muitos assassinatos que não têm ligação direta com as DH.

    Comentado em 8.Jan.2008

  4. marcus

    De fato, Julia. PRINCIPALMENTE a Gabrielle…

    Mas eu era preconceituoso com DH bem antes da versão brasileira estrear. Aliás, comecei a ver a versão original para ver se ela era tão ruim como a nacional.

    E definitivamente não é.

    Minha favorita é a Susan, disparada.

    Comentado em 8.Jan.2008

  5. Julia

    Eu acho a Susan irritante. Aquele jeito de estabanada criançona não me convence. Até a filha é mais adulta que ela. É forçado demais.

    Comentado em 8.Jan.2008

  6. j. noronha

    Achava que seria melosa, chata e arrastada, daquele tipo de programa que mulheres gostam, com poucos tiros e muito romance água-com-açúcar.

    Eu pensava o mesmo, até assistir a um episódio.

    Comentado em 8.Jan.2008

  7. marcus

    Por isso mesmo que eu gosto, Julia. Ela é igual a Mari, mas com mais incêndios culposos no currículo.

    Comentado em 8.Jan.2008

  8. marcus

    O Noronha foi o primeiro homem por aqui a confessar que também assiste Desperate Housewives. Achei que estava sozinho.

    Comentado em 8.Jan.2008

  9. Julia

    marcus isso merece um post ;)

    Comentado em 8.Jan.2008

  10. marcus

    Se este post não causar separação, eu faço sim =)

    Comentado em 8.Jan.2008

  11. mari

    Também prefiro a Bree entre todos os personagens. O jeito obsessivo dela é cativante. Além disso, é uma personagem muito imprevisível, ao contrário das demais.

    Ah, pode fazer o post sobre eu ser estabanada e perdida, só que vai ficar tão longo que vai precisar de umas 10 partes : P

    Comentado em 8.Jan.2008

  12. Tigre Azul

    ou seja: tu escreveste um post inteiro a tentares justificar o facto de que vês e gostas de uma série feita para mulherzinhas!!

    Comentado em 8.Jan.2008

  13. marcus

    Me pegaste, João =)

    Comentado em 9.Jan.2008

  14. smurf

    eu assisti um capítulo da versão nacional …
    alguém me explica pq diabos alguns personagens são dublados ?????

    eu voto na Bree!!!!!

    Comentado em 10.Jan.2008

  15. marcus

    Para reduzir os custos, smurf. Todas as versões latino-americanas de Desperate Housewives foram filmadas ao mesmo tempo na Argentina. Para reduzir os custos, a produção utilizou muitos atores locais.

    Comentado em 10.Jan.2008

  16. smurf

    muito obrigado pela resposta meu querido Sr. Abóbora
    agora….

    eles podem fazer a parada dublada pra reduzir custos?
    eles podem fazer a parada dublada pra reduzir custos .

    agora….

    fica uma parada muito mal feita e escrota ?
    fica uma parada muito mal feita e escrota.

    rsrsrs

    Comentado em 10.Jan.2008

  17. rafael

    A versão nacional ficou terrível com aqueles personagens dublados, a redetv deveria ter feito um esforço para contratar só atores brasileiros, tá muito feio aquilo…

    Comentado em 20.Jan.2008

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