Eu sou preconceituoso. Não tenho apenas os preconceitos normais que toda pessoa tem, como aqueles contra gays, negros, anões e gordos. Eu também tenho preconceito contra obras audiovisuais, como filmes, músicas e seriados de TV.
Qualquer um com dois dedos de QI é capaz de notar que cada seriado é pensado em um público específico. Lost (seriado sobre o qual já falei) é um seriado pensado em atrair fãs de ficção científica e teorias da conspiração. 24 Horas visa atingir o homem que gosta de ação, com muitos tiros e perseguições. Desperate Housewives é um seriado de mulherzinha.
Por achar isto, nunca me interessei pela série. Achava que seria melosa, chata e arrastada, daquele tipo de programa que mulheres gostam, com poucos tiros e muito romance água-com-açúcar.
Mas na realidade, Desperate Housewives tem mais assassinatos do que eu esperava e os romances não são tão melosos e perfeitos como eu supunha.

As Desperate Housewives: Gabrielle Solis, Edie Brit, Lynette Scavo, Susan Mayer e Bree van de Kamp
As donas-de-casa desesperadas são cinco: Gabrielle Solis, Edie Brit, Lynette Scavo, Susan Mayer e Bree van de Kamp. Todas moram na mesma rua, Wisteria Lane, localizada em Fairview, uma cidade fictícia localizada nos Estados Unidos.
A grande sacada em Desperate Housewives é a forma como são tratadas as relações entre as pessoas. Os romances não são perfeitos. Os casamentos não são perfeitos. Os filhos, os vizinhos, os empregos, nada é perfeito.
Falando assim, parece algo feito especialmente para mulheres assistirem e homens fugirem. Mas não é bem assim. Em momento algum o seriado toma uma postura feminista, mostrando as mulheres como a única esperança da sociedade e os homens como os grandes canalhas (apesar de isto acontecer às vezes). Os episódios sempre tentam apresentar uma visão isenta dos fatos.
O maior mote da série é apresentar os núcleos familiares como eles verdadeiramente são. As famílias dos outros são sempre mais felizes que as nossas, até que as olhemos de perto. Todos têm podres a esconder. Uma grande dívida, uma traição, filhos que não se comportam direito ou até mesmo um assassinato. De perto, ninguém é normal.
A série é narrada por uma personagem já morta. No primeiro episódio, ficamos conhecendo Mary Alice Young, típica dona-de-casa americana. Ela limpa a casa, faz as compras, cuida do marido e do filho. Até que um belo dia recebe uma carta anônima e explode a cabeça com um tiro.
A partir dai, a vidas das suas ex-vizinhas é narrada a partir do ponto de vista de Mary Alice, que sabe dos segredos de todas as outras e passa a comentar as atitudes de cada uma.
As situações ocorridas em Wisteria Lane beiram o absurdo, mas sempre com um pé na realidade. Todos temos vizinhos estranhos (né Julia?), mas as situações em Desperate Housewives sempre vão um pouco além da normalidade.
Mas enfim, o que é normal?
Por isso digo, Desperate Housewives é um seriado sobre mulheres, mas não apenas para mulheres. Os homens que ainda não o assistiram devem dar uma chance ao melhor drama com toques de comédia atualmente em exibição.
Não é por assistir uma seriado protagonizado por mulheres que alguém vai ficar mais ou menos macho.
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17 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
O seriado tem alto índice de assassinatos e fala sobre mulheres, isso me leva a concluir que as mulheres contribuem para a morte prematura de seus maridos.
E homem que não assiste a série perde de ver umas bonitonas em trajes sumários tipo a Edie e a Gabrielle.
DH é muito bom sim, mas a galera tem um preconceito idiota por causa da versão brasileira que é infinitamente inferior e porque acham que é coisa de mulherzinha.
Bobagem.
Bree é a rainha de Wisteria. Uma baita personagem.
Em alguns casos sim, Fanny. Mas tem muitos assassinatos que não têm ligação direta com as DH.
De fato, Julia. PRINCIPALMENTE a Gabrielle…
Mas eu era preconceituoso com DH bem antes da versão brasileira estrear. Aliás, comecei a ver a versão original para ver se ela era tão ruim como a nacional.
E definitivamente não é.
Minha favorita é a Susan, disparada.
Eu acho a Susan irritante. Aquele jeito de estabanada criançona não me convence. Até a filha é mais adulta que ela. É forçado demais.
Eu pensava o mesmo, até assistir a um episódio.
Por isso mesmo que eu gosto, Julia. Ela é igual a Mari, mas com mais incêndios culposos no currículo.
O Noronha foi o primeiro homem por aqui a confessar que também assiste Desperate Housewives. Achei que estava sozinho.
marcus isso merece um post ;)
Se este post não causar separação, eu faço sim =)
Também prefiro a Bree entre todos os personagens. O jeito obsessivo dela é cativante. Além disso, é uma personagem muito imprevisível, ao contrário das demais.
Ah, pode fazer o post sobre eu ser estabanada e perdida, só que vai ficar tão longo que vai precisar de umas 10 partes : P
ou seja: tu escreveste um post inteiro a tentares justificar o facto de que vês e gostas de uma série feita para mulherzinhas!!
Me pegaste, João =)
eu assisti um capítulo da versão nacional …
alguém me explica pq diabos alguns personagens são dublados ?????
eu voto na Bree!!!!!
Para reduzir os custos, smurf. Todas as versões latino-americanas de Desperate Housewives foram filmadas ao mesmo tempo na Argentina. Para reduzir os custos, a produção utilizou muitos atores locais.
muito obrigado pela resposta meu querido Sr. Abóbora
agora….
eles podem fazer a parada dublada pra reduzir custos?
eles podem fazer a parada dublada pra reduzir custos .
agora….
fica uma parada muito mal feita e escrota ?
fica uma parada muito mal feita e escrota.
rsrsrs
A versão nacional ficou terrível com aqueles personagens dublados, a redetv deveria ter feito um esforço para contratar só atores brasileiros, tá muito feio aquilo…