Daí que eu fui pra sala de aula e o professor perguntou pra mim se eu tinha passado no escritório antes de vir. Disse que não. Aí ele me pede pra buscar umas folhas que ele tinha deixado em cima da minha mesa. Eram umas notas de aula para distribuir entre os alunos. Prontamente, me dirigi até o escritório.
Lá chegando, olhei em cima da minha mesa. Nada.
Olhei em cima das mesas à volta. Nada.
Fui até meu escaninho. Nada.
Voltei para o escritório e olhei de novo em cima da minha mesa. Nada.
Voltei até a sala dos escaninhos e chequei o meu e o dele. Nada
Voltei ao escritório, perguntei se alguém tinha visto ele colocar os papéis na minha mesa e ninguém viu nada.
Nem eu.
Chequei tudo mais uma vez e continuava sem encontrar coisa alguma.
Conjecturei se desk, em inglês, é mesmo mesa, e se office é mesmo escritório.
Morrendo de vergonha, voltei pra sala. Lá, ele me perguntou porque eu não tinha trazido os papéis. Disse a verdade, que não tinha os encontrado.
Ele disse que não era possível, pois ele havia deixado em cima da minha mesa, em frente à janela.
Eu disse que não havia nada, nem na minha mesa, nem no escaninho.
Ele começou a argumentar comigo, querendo saber melhor do que eu onde é que meu escritório fica. Eu dizia que era para um lado, ele dizia que era para outro. Até me explicou qual lado era direita e qual era esquerda.
(Como se eu fosse mulher pra confundir esquerda e direita)
No intervalo, ele foi buscar as tais notas de aula.
Dez minutos depois voltou, com um pacotão embaixo do braço. Dirigiu-se a mim e disse:
- Marcus, sabe onde as notas estavam? No exato lugar em que eu disse?
- Na sala 301 (meu escritório)?
- Não, na 330B, a sala do meu antigo assistente.
Velho esclerosado.

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Fiquei esperando o momento em que ele diria “the paper is on the table” =)
Muito bom, rs… parece até tirinha do PHD Comics. Abraços!
AHSUIOEIOSHUAS
Então, torça pro antigo assistente dele não ser um feioso desdentado.