Tudo começou com este post do moskito, relembrando o início dos blogs no Brasil. O post é encerrado de uma maneira genial:
Apesar de tirar grande proveito das coisas que este blog proporciona a única coisa que me faz pensar na possibilidade de acabar com ele é a mentalidade atual da internet.
Fechem a janela e vão ler um livro.
Ao invés de comentar um post, sei lá, vão olhar pro sol.
Se tiverem um blog, não escrevam sobre coisas da internet nele.
Escrevam sobre a vida real.
Logo ele foi citado e linkado pelo Marco Aurélio, que concordou com ele. Aí veio o Cardoso chineleando quem, na opinião dele, se acha cult. Em seu post, ele simplesmente defende a categoria de blogueiros da qual ele faz parte: os blogueiros que falam de blogs.
Eu poderia dar uma de PSDB e ficar em cima do muro. Dizer que há espaço para todos e cada um com seus leitores.
Mas não.
Sim, eu também leio blogs que falam de blogs, como o Contraditorium e O Fim da Várzea. Mas estes não é o meu tipo favorito. Eu gosto de blogs inteligentes e engraçados, como o ¿De Que Jeito?, Meu Cérebro Dói e Uma Dama Não Comenta. Eu gosto de saber da vidinha dos outros. Sim, eu me interesso por novos plugins para wordpress ou novas extensões para o Firefox, mas tem uma hora que isso cansa. Eu gostaria de ler um pouco mais sobre a vida real por aí.
Aliás, parece que hoje em dia todo mundo quer ganhar dinheiro com blog, tendo talento ou não. Há uma infinidade de gente que criou seu blog no mês passado, não tem sequer 10 leitores no Feedburner, copia as notícias dos grandes portais e sequer dá a sua opinião.
A meu ver, blogs são para emitir opiniões. Eu não quero ler coisas repetidas em blogs. Eu não quero ler aquilo que o Terra, o UOL ou a Folha já publicaram. eu quero uma opinião diferente, algo novo, algo que não está atrelado a nenhum interesse além daquele do autor do texto.
Isenção e opinião. É isto que procuro.
E não me importa se vem de um blog “diarinho” ou de um blog “sério”. Eu quero saber se determinado filme é bom, qual banda nova escutar, que restaurante experimentar, que livro ler. Ler uma dica de software ou de negócios é bom eventualmente, mas só isso o tempo todo cansa. Eu quero assuntos variados, preferencialmente sobre a first life de cada um.
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14 comentários Comentários e trackbacks estão fechados no momento.
Marcus, isenção e opinião não podem coexistir. Aliás: isenção não existe. Seres humanos sempre emitem uma opinião ou falam sobre qualquer assunto com base em suas crenças e vivências.
Concordo contigo quanto ao restante do post. Por isso que, apesar das miseráveis visitas, continuo falando pra minha meia dúzia de leitores sobre Alice, minha vidinha, livrinhos que eu leio, blá blás afins.
É isso que gosto de ler, é sobre isso que gosto de escrever.
Quando eu falei de isenção, me referia ao sentido bíblico da coisa. Me referia a ter apenas os teus interesses por trás, a não ter que prestar contas a ninguém. Escrever o que quiser, sem ter que ajustar a tua opinião à do veículo no qual tu te encontra.
E eu pensando que tava falando bobagem lá no SOLO quando falei da FIRST LIFE. Pelo visto não tô só !
Já faz tempo que este post do moskito saiu. Sou blogueira por gosto, comento porque gosto de comentar. Minha vida particular não impede minha participação na blogosfera brasileira ou dos EUA.
Até hoje não conheci blogueiro que não gostasse de comentário. O Fiapo da Jaca tem um post justamente sobre isso.
Se blogueiros não passam adiante as novidades do cyberspace, quem fa-lo-ia (êpa!)
Por definição blogs não têm definição. Ninguém é obrigado a ler ninguém.
Logo o moskito, que tem menos da metade da minha idade, cujos posts são criativos, como apontei várias vezes no meu blog, virou “Jovem também tem saudade”? Não comentei neste post no DQJ justamente por discordar do seu conteúdo. moskito consegue trabalhar criando websites, desenhos, bla-bla, manter mais de um blog, ser músico e produtor de vídeos para YouTube. Qual é o mal em ter uma vida plena no cyberspace? Este post foi o Oscar© do oxímoro. A vida virtual o tem tratado muito bem porque ele tem talento e vive nela, quiçás, dela.
Não quero anúncios de ninguém no meu blog. Ele se manterá como é: espelho de mim. Quem quiser lê; quem quiser comenta, quem não quiser, há muitos blogs na minha lista para escolher.
Tenho muito orgullho do meu trabalho. Não sabia escrever uma linha siquer de HTML quando comecei no BlogSpot em 11/2005.
Gosto muito do meu blog, e de todos meus links; não suporto esse lance de correr atrás de links. Quando me mudei para Typepad.com perdi muitos links. Você me achou e perguntou pelos arquivos. Fiquei grilada. Antes os tivera passado para o Typepad. Perdi o disco e já eram.
Você sabe que sou prolixa e por isso você e vários outros passam de passagem no Universo Anárquico. Não me incomoda isso. Até os links embutidos são para mim mesma. Ególatra? Talvez. Estúpida? Às vezes. Não é meu feitio cagar regras na vida dos outros. A frase é vulgar; resume tudo que deveria ter dito desde o começo
O legal é que há espaço para todos, e a seleção natural faz o resto. Também gosto de ler sobre a vida alheia, por sinal, um dos posts favoritos de todos os tempos foi aquele teu da barata na sala :-) .
Eu sigo escrevendo sobre o que sei, até porque não teria fôlego para um diário pessoal, minha vida não é nada emocionante.
Onde é que está esse post da barata?? :P hehe
Mas é isso, acho que tem espaço para todos. Gosto de ler sobre a vida das outras pessoas, mas sempre que quiser ou precisar saber aguma coisa do mundo dos blogs, vou saber onde encontrar :)
Posts despretensiosos são bem mais interessantes… :P
Aqui.
Tem sim, espaço pra todo mundo. Seu blog virou uma grande atração pra mim por causa do Life Porsuit; E outros que agora não me lembro. O jeito como você expõe as coisas é muito interessante. Tanto que, a algum tempo atrás, você só postava sobre pluggins e softwares e o seu blog tinha desaparecido do meu navegador. Mas agora voltei. :smile:
Hahaha muito bom o post da barata! :D
vc fala de plugins e baratas e zumbido no ouvido!
por isso eu amo seu blog
eu tou com preguiça de comentar este post. muito a dizer, nem sei por onde começar, ia deixar um comentário gigantesco inconveniente e talvez desconexo… not worth it.
eu já comecei a escrever um comentário aqui três vezes, mas no fim fica muito grande… enfim, adoro meu blog, adoro minhas bobagens e afins. gosto de ler teu blog, mas confesso, sou uma zero à esquerda em coisas interníticas e informatísticas, ou seja… mas enfim, aí não comento, né? melhor só ler, do que deixar um cmentário cheio de asneiras.
:)
Eu ando pensando muito nisso e acho que seu post veio de encontro a mudanças no tipo de conteúdo pelos quais os blogs brasileiros precisam passar. Dá o q analisar isso…
Nossa… acabei de escrever exatamente sobre isso lá no meu blog !
“Estou percebendo ultimamente que os tempos estão mudando por aqui também… tudo agora é diferente, quase não encontramos mais blogs de conteúdo pessoal ou que contenham opiniões ou pensamentos íntimos de quem escreve. É sempre uma notícia sobre o mundo da internet, uma nova maneira de divulgar o seu blog, um negócio novo do Google, uma novidade no mundo tecnológico e por ai vai…
Vejo blogueiros desesperados em conseguir um novo post que ninguém ainda tem, uma notícia quentinha, uma nova dica para a blogosfera mas não vejo mais ninguém escrevendo coisas da vida real, do dia-a-dia, do cotidiano de cada um. Tudo está ficando muito frio por aqui e isso me entristece um pouco.
Antigamente eu ia de blog em blog pra saber como estava o dia dos meus amigos, pra saber se aquele negócio tinha dado certo, se aquela vaga tinha sido conquistada ou se aquele beijo tinha valido a pena… era uma amizade gostosa que agente criava e mantinha… sem venda de links, sem troca de visitas, sem nem pensar em usuários cadastrados… acho que nem tinha isso e se tinha eu nem sabia.
…
Vamos lá coração, caminhando com a multidão… modifico meu template e adiciono o RSS costumeiro, a categoria “publicidade” também já tá la… mas o que eu amo mesmo é o “by paula” e é lá que você vai realmente me conhecer e mergulhar em meu coração.”
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[...] post com links internos: DQJ, Cardoso, Marco Aurélio, vida real, virtual, cult [...]
[...] E nisso os blogs que seguiam a concepção original de ser um diário público meio que sumiram, e a função dos blogs começou a ser discutida. [...]