Por que ainda assisto House?

16.Set.2008 @ 10:01 am
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Olá moradores do terceiro mundo. Hoje, terça-feira, 16 de setembro, é a estréia da quinta temporada de House, aqui nos US and A. Vocês, que vivem aí no hemisfério sul, vão ter que esperar uma eternidade (pelo menos até a madrugada de amanhã) para assistir o episódio que verei hoje à noite, no conforto da minha casa.

House 5a. Temporada
House 5a. Temporada

House é, de certa forma, novidade para mim. Ate bom pouco tempo atrás, eu não assistia a série por fortes convicções estilísticas. Sei que, por definição, seriados com temática médica são sempre chatos (ER e Grey’s Anatomy estão aí e não me deixam mentir), mas resolvi dar uma chance a este em especial. E House é, de fato, uma exceção à esta regra.

It's Not Lupus
Uma coisa que aprendi: nunca é lupus.

House foi um seriado que me pegou de jeito. Antes de eu ir para Campinas, abasteci o iPod com as três primeiras temporadas completas do seriado, sem nunca ter assistido um episódio sequer. Mesmo assim, o cotidiano do departamento de diagnósticos do Princeton-Plainsboro Teaching Hospital me conquistou.

Mas mesmo sendo exceção entre os seriados médicos, House tem problemas, principalmente com o roteiro, que é um pouco repetitivo.

Ou melhor, muito repetitivo.

Como a vida de um médico num hospital não é tão excitante quanto a de sobreviventes de um acidente de avião em uma ilha, os episódios são muito parecidos entre si. Até já foi criado um gerador automático de episódios de House, em português.

Mas há algo no seriado médico que faz com que eu sempre volte. Claramente, não é por causa dos ja citados roteiros repetitivos. Nem é a Dra Cuddy que, aliás, deveria ter mais destaque nas tramas.

Cuddy Stripper
Sim, valeu a pena esperar.

De preferência, com ainda menos roupa.

Ou a Dra Cameron que, maldição das maldições, quase não aparece na 4a temporada.

Cameron
Cameron

Aliás, espero que este fato lamentável seja consertado a partir de agora.

Ou mesmo a Dra Thirteen, que habita meus sonhos desde que me dei conta que ela é a Alex da segunda temporada de The O.C. e que ela e a Dra Cameron poderiam setornar mais “amigas”.

Thirteen, ex-lésbica
Thirteen, ex-lésbica

Mas o que eu queria dizer desde o início é que o que me faz voltar a assistir House é o próprio House. É o jeito dele tratar com os problemas. House é o que eu gostaria de ser: antipático ao extremo, muito inteligente e sempre ter a resposta para tudo.

Mas por enquanto não sou assim (a menos da antipatia e da inteligência, é claro). O remédio é continuar me aperfeiçoando e acompanhando House, que em quatro temporadas mostrou ser a melhor série médica da história da TV. Pelo menos, divertida ela é, e todos precisamos de um pouco de diversão.

Até por que nosso objetivo na vida não é eliminar a infelicidade, mas sim reduzi-la a um valor mínimo possível.

O Final da Quarta Temporada de Lost

11.Jun.2008 @ 10:32 pm
Arquivado em TV

Obviamente este post se destina aos meus leitores ricos que, assim como eu, podem ir toda semana aos Estados Unidos assistir um episódio novo de Lost. Os pobres que acompanham pelo AXN e pela Globo só vão poder ler este post no futuro.

Ou agora, caso gostem de spoilers.

Vários blogs já comentaram sobre o final desta temporada. O blognatv, por exemplo, já divulgou seus comentários para Lost 4×13-14 - “There’s No Place Like Home, Partes 2 e 3″, assim como o Yabu. Particularmente farei algo diferente deles e comentarei a respeito de algumas teorias que creio serem verdadeiras a respeito de Lost. Na verdade, este post é meio que uma atualização do post 4 8 15 16 23 42, o primeiro que escrevi sobre Lost, quando eu estava HIPER-MEGA-DESLUMBRADO com a primeira temporada da série. Por fim, como não li muitas coisas a respeito da série pela web, o que escreverei por aqui são, na maioria, opiniões minhas, não têm nenhum embasamento oficial e não foram influenciadas por outros.

Definitivamente, Lost é uma série centrada em Jack Shepard. É a história da sua redenção. Jack é o herói de Lost, mesmo que isto não implique que ele seja o personagem mais carismático ou melhor adaptado às situações na ilha. Creio que assim como em Sinais, o filme do Shyamalan que retratou a volta da fé de Mel Gibson, Lost quer mostrar Jack recobrando a sua fé. O conflito entre o Man of Science e o Man of Faith é o grande mote da série.

Assim, o grande antagonista de Jack, como já sabíamos, é Locke. Mas nesta temporada, em especial, Locke passou do “maluco que acredita em tudo o que a ilha faz e procura uma explicação sobrenatural, pensando apenas em si” para “maluco que acredita em tudo o que a ilha faz e procura uma explicação sobrenatural, mas quer ajudar os outros”. Isto ficou latente na série de avisos que ele deu a Jack quando o médico estava para sair com o helicóptero. E Jack, o Man of Science, teve que dar o braço a torcer nos anos seguintes, ao perceber que longe da ilha, ele não é nada. E pior: por causa da sua obsessão em sair de lá, muitos morreram. A culpa que ele sente é enorme.

Mas acredito que Locke representa aquilo que Jack perdeu. Locke é o Man of Faith que havia em Jack e se perdeu em algum momento. Ele representa o Jack mais simples, menos cético, que ficou para trás em algum momento da trajetória do médico.

Tem aquela roda que Ben gira, alegando que a ilha se moverá. Eu acredito que a ilha tenha se movido sim, mas não no espaço. Para mim, a ilha foi para o futuro por tempo suficiente para que os tripulantes do helicóptero e do bote onde Faraday estava não a vissem mais. Foi algo semelhante ao que aconteceu com Einstein em 1985.

Einstein: De Volta para o Futuro
Einstein era um bom cão

A ilha desapareceu para os observadores externos porque ela deixou de existir em nosso espaço-tempo: quando Ben girou a roda do Conan, a ilha simplesmente deu um pulo para a frente no tempo. Ela deixou de existir por alguns instantes (minutos, horas, meses) para reaparecer no futuro. Para os habitantes dela, foi um instante; para quem estava no lado externo, uma eternidade.

Também acho que Jin Sushi não morreu. Não sei se por culpa daquela CG bagaceira que utilizaram para fazer o navio explodir, mas Jin não estava no convés no momento da explosão. Creio que ele possa voltar nas futuras temporadas.

Caleb Nichol Charles Widmore vai ser ainda mais importante daqui para frente. O fato da Sun ter se aliado a ele vai fazer, creio eu, com que ele descubra ainda mais coisas a respeito da Dharma. Lembrem-se que ele adquiriu o diário do primeiro imediato do Black Rock em um leilão. E digo mais: com Jack tentando voltar à ilha de qualquer maneira, é bem provável que, para se vingar do médico que deixou seu marido morrer, Sun aja como infiltrada dele entre os Oceanic Six.

Ben e Desmond são meus personagens favoritos. O primeiro por nunca perder a calma e sempre estar certo do que fazer. O segundo por ser o personagem mais humano de Lost e por ter os melhores flashbacks. A história da vida do Desmond é, disparada, a mais interessante de todas. Além dele, claro, ser o único a, eventualmente, conseguir viajar no tempo.

Coisas que ainda faltam averiguar que creio serem muito importantes: a estátua de quatro dedos, quem é Richard Alpert, o que é e onde fica O Templo, qual a relação entre Chistian Shephard e Jacob, a estação Orquídea serve, realmente, para viajar no tempo e por que a ilha quer todos os passageiros do vôo 815 são as principais dúvidas que tenho.

Espero que, com apenas mais 34 episódios, Carlton Cuse e Damon Lindelof consigam terminar a saga de maneira satisfatória e não transformem Lost em um novo Arquivo X.

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

27.Mi.2008 @ 8:42 am
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E o Indy novo, hein? Já viram? Gostaram?

Eu já vi e gostei. E meus motivos são bem claros e definidos.

Quem vai ao cinema assistir Indiana Jones tem que estar com a cabeça preparada para assistir um filme pipoca. Não é Bergman, não é Kubrick, não é Pasolini: é Steven Spielberg sem seu orgulho judeu evitando que George Lucas estrague mais uma franquia de sucesso.

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é absurdo, é cômico, é aventura. Isso: aventura. Um filme de aventura é diferente de um filme de ação. Não sei precisar a diferença em palavras (talvez o Anderson saiba), mas posso tentar separar por exemplos.

Stallone: Cobra, Duro de Matar e Fuga de Nova York são filmes de ação.

Allan Quatermain, A Jóia do Nilo e De Volta Para O Futuro são filmes de aventura.

Percebem a diferença?

Indiana Jones é leve. É para fazer rir, é para ter erros de continuidade, é para homenagear o cinema enquanto cinema, mas sem cabeçudices.

Enquanto os três filmes anteriores, que eram filmes passados na década de 30, homenageavam os filmes de mistério daquela época, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, que se passa na década de 50, homenageia os filmes de ficção científica contemporâneos de Ed Wood.

Também há que se levar em conta nossas idades. Enquanto nos anos 80 e 90 tudo era novidade para nós, Arca da Aliança, vudus indianos e Santo Graal, com mais de 20 anos de idade já temos conhecimento do mundo suficiente para não cair nas típicas enrolações de filmes B (caso tu não tenha notado, apesar dos orçamentos milionários, os Indiana Jones são filmes B).

Até eu já havia falado nas planícies de Nazca antes de Indiana Jones ir para lá.

Indiana Jones é par ser assistido no clima de sessão da tarde, sem preocupações maiores. É sentar na cadeira e relaxar, aproveitando bons diálogos e cenas divertidas.

Porque só Steven Spielberg sabe o valor que tem dois carros de verdade batendo, sem ter que apelar para aquelas porcarias de CG.

A única coisa ruim desta história toda é que, com este filme novo, minha caixa de DVDs com a trilogia original ficou defasada.

Mas em breve a quadrilogia estará disponível em Blu-Ray para eu comprar.