Desde que meu irmão vendeu o PS2 para comprar um PSP, eu tenho pensado em adquirir um novo videogame. Cogitei inclusive em comprar um Nintendo DS, pois acho genial aquela telinha sensível ao toque.
Mas videogame portátil tem um problema. A menos que tu tenha amigos ricos e viciados em jogos, tu sempre vai jogar sozinho. E jogar videogame sozinho não tem muita graça, pois falta um outro ser humano para ser humilhado.
Mas qual console da nova geração comprar? Xbox 360? Playstation 3? Nintendo Wii? Pois acabei de encontrar um site que tirou todas as minhas dúvidas.
Depois de ler esta crítica sobre Justice League Heroes, o jogo de ação mais recente da Liga da justiça para Playstation 2, fiquei desesperançoso. Eu já não havia gostado de Marvel Ultimate Alliance, que muitas pessoas consideram um jogo muito bom e que é bastante parecido com este da Liga. Achei que Justice League Heroes seria uma decepção total.

A capa do jogo
Mas eis que a Mariane me convidou para para jogá-lo neste final de semana. Como o jogo dispõe de modo multiplayer, decidi arriscar. E me surpreendi. Se por um lado não é um jogo muito variado, pois não é possível escolher os heróis com os quais se quer jogar (pelo menos por enquanto, pois tivemos que ficar com Super-Homem e Batman na primeira fase e Ajax e Zatanna na segunda) e não se faz nada além de bater, bater e bater, por outro lado é bastante divertido jogar entre duas pessoas.
(Abrindo parênteses. Estes videogames dos últimos 10 anos esqueceram um fato muito importante. Jogadores gostam de competir entre si em jogos de luta ou esporte, mas adoram jogos de cooperação, principalmente de luta, como Double Dragon, Streets of Rage, Golden Axe e Battletoads.)
Além do modo cooperativo, outra coisa que gostei muito foi o cenário. Ele é totalmente interativo. Como Super-Homem, por exemplo, eu posso levantar carros, destruir hidrantes (que ficam espirrando água), arrancar árvores (me processe, Al Gore) e fazer todo tipo de vandalismo imaginável. E com a grande vantagem de poder utilizar qualquer elemento destes para bater ou arremessar nos inimigos.
Os personagens também possuem poderes especiais, como nos quadrinhos. O Super-Homem, além de voar e ter super-força, tem sopro congelante, man of steel (reforço na resistência física), super punch, flying strike e visão de calor, o poder que mais utilizo (me processe novamente, Al Gore).
Ainda não terminei o jogo, mas um fato que me decepcionou foi o Lanterna verde. Além de ele ainda não estar disponível para escolha, escalaram John Stewart para o papel. Não que eu seja racista, mas, para mim, o Lanterna Verde não é este negrão. O Lanterna Verde titular sempre deve ser Hal Jordan ou Kyle Rainer. Ou Guy Gardner. O resto é invenção da TV.

Lanternas Verdes. Eu só considero os três primeiros da esquerda para a direita.
Recomendo a qualquer um que queira diversão sem compromisso. É um jogo para se jogar sem pensar, conversando com um amigo, xingando os inimigos da tela, bebendo e rindo. Muito.
Cotação: 8 salas de justiça de 10 possíveis
Desde o final de semana tenho me dedicado a um novo propósito na vida: terminar Resident Evil 4. Sabe, é uma questão pessoal. Se eu consegui isso em Metal Gear, um jogo em que humanos devem ser eliminados, por que não conseguiria eliminar zumbis aldeões infectados com Las Plagas? Deve ser bem mais fácil.
Resident Evil é muito bem feito. A trilha sonora, a ambientação, os gráficos, a jogabilidade e a forma como a câmera se posiciona nos cenários contribuem para deixar a experiência mais rica. O único problema é o cabelo emo do protagonista do jogo, Leon Scott Kennedy, um cara com grandes possibilidades de morrer, graças ao seu parentesco famoso.

Leon, O Emo, momentos antes de sentar no cantinho e começar a chorar
Creio que o jogo se passe na Espanha, pois o verso da caixa do jogo diz que os eventos ocorrem na Europa e os aldeões zumbis infectados com Las Plagas falam espanhol. Confesso que foi bastante estranho estar acompanhando diálogos em inglês e, de uma hora para outra, ouvir gritos como ¡Es el forastero!, ¡Mátenlo! e ¡Te voy a hacer picadillo!.
Um grande problema que eu sempre enfrentei nas outras versões de Resident Evil que joguei é a munição. Neste não é diferente. Ela tem que ser economizada, pois não há balas suficientes para matar todos os zumbis aldeões infectados com Las Plagas. Dependendo do lugar onde se acerta, são necessárias até 6 balas para matar um reles zumbi aldeão infectado com Las Plagas! Para contornar este problema, desenvolvi uma técnica especial. Mantenho-me a certa distância do meu alvo, o suficiente para que ele me veja e comece a se aproximar. Se ele vier correndo, espero ele ficar a 3 ou 4 metros de distância. Neste momento, atiro nos joelhos. Bastam 1 ou 2 tiros para ele cair. Aí me aproximo e o mato esfaqueado. Se ele vier caminhando, me afasto e espero que ele corra atrás de mim para executar a manobra descrita anteriormente.
Claro que este método só funciona quando eles aparecem de 1 em 1 ou no máximo de 2 em 2. Quando a coisa engrossa e aparecem vários de uma vez, a solução é pegar minha calibre 12 e arrebentar as cabeças deles. Já consegui matar 3 zumbis aldeões infectados com Las Plagas com apenas 1 tiro. Em geral disparo 2 ou 3 para acabar com n-1 zumbis aldeões infectados com Las Plagas em um grupo de n zumbis aldeões infectados com Las Plagas, onde n≤5.
E Resident Evil reacendeu em mim o gosto pelo terror, digamos, mais gore. Além dos filmes do Zé do Caixão que estou baixando, encontrei uma pérola no e-mule: Cannibal Holocaust. Saquem a sinopse do filme:
Clássico do terror/splatter ítalo-colombiano filmado em 1979 na selva amazônica, sobre índios canibais, turistas europeus depravados e o brutal exército de fronteira na Colômbia.
Um filme assim não pode ser ruim. O trailer comprova:
Puro glamour.
