Então eu comprei um PSP aqui nos EUA. Acho que foi na minha segunda semana. Eu nunca tinha falado disso por aqui porque tinha vergonha. Vergonha não por ter um videogame portátil, mas sim por ter um videogame portátil bloqueado.
Agora que o desbloqueei, graças à inestimável ajuda do TioSolid, editor do melhor site sobre PSP em língua portuguesa, posso fazer um review completo sobre ele.
“Mas para quê um PSP desbloqueado”, vocês perguntam. A resposta é simples. Com um PSP desbloqueado, eu posso copiar as ISOs dos jogos que comprei legalmente para dentro do memory card do meu videogame e jogá-los sem a necessidade de levar todas as UMDs sempre comigo.
Além de servir, claro, para emular consoles de 8 e 16 bits e navegar na internet.
O PSP é um videogame poderoso. Apesar do tamanho diminuto (17 x 7,3 x 1,7 cm e 187 g), o hardware dele é poderoso. A CPU MIPS R4000 de 32 bits, tem 333 MHz. A placa gráfica com 2 MB VRAM de 166 MHz e seus 64 MB RAM fazem miséria. Claro que se for comparar com a configuração de um PC, parece pouco. Mas há que se levar em conta que este hardware é dedicado a jogos, em um sistema operacional otimizado para jogos. Portanto, tal configuração não é pouca merda.
Mas de nada adianta tudo isso se não houver jogos para serem jogados. E, ao contrário do que eu pensava, o PSP não é apenas uma maneira de jogar ports do PS2 na rua. Ele possui títulos exclusivos, com jogabilidade inovadora, que são excelentes. E é de alguns destes jogos que quero falar.
LocoRoco
Em LocoRoco tu é nada mais, nada menos que uma bolinha amarela. Teu único objetivo é comer e comer, de forma a engordar e ficar cada vez maior, assim como o Eric. Mas tu não pode mexer a bolinha para atingir este objetivo. Tudo é feito inclinando-se a tela do videogame para a esquerda ou para a direita, de modo que a bolinha deslize. Ah, e ela pula também.
Eu sei que a descrição dá a entender que é um jogo idiota, mas assistam ao vídeo abaixo para vocês terem uma idéia de como ele é viciante. Aliás, atentem para a música, um das melhores que já ouvi em um game. PELO MENOS ouçam a música que as bolinhas cantam em 1:43. PELO MENOS isso.
Patapon
Neste jogo, tu é nada mais, nada menos que um deus. A tribo que te adora é estimulada a lutar por ti através da música. Tu, como deus deles, deve tocar dois riffs de tambores, de modo que os indiozinhos obedeçam às tuas ordens. Por exemplo no PSP, o quadrado faz pata, o círculo faz pon. Assim, para andar, tu deve fazer pata pata pata pon. Para atacar, pon pon pata pon.
Assim como LocoRoco (aliás, os dois jogos são do mesmo estúdio), Patapon parece besta à primeira vista. Mas basta tu começar a jogar que brota uma empolgação violenta em ti e tu não quer mais parar. Acompanha um vídeo desta maravilha da décima arte ali embaixo.
Castlevania: The Dracula X Chronicles
Desde 1985, os jogos da série Castlevania são a mesma coisa: matar vampiros e demais tipos de criaturas sobrenaturais em um jogo de aventura side-scrolling.
Desde 1985, os jogos da série Castlevania são divertidíssimos.
Castlevania: The Dracula X Chronicles é mais do mesmo, mas com cenários repaginados. Há diversos efeitos 3D no fundo das fases do jogo, assim como as CGs são com gráficos poligonais. A história é original (como sempre): alguém da família Belmont tem a amada seqüestrada por Drácula e deve resgatá-la. O vídeo abaixo fala por si só, dando uma idéia da franquia para quem não a conhece e reavivando-a na memória dos root gamers deste Brasilzão velho sem porteira.
Lemmings
Está na Bíblia, em Mateus 2, 71: “Pobre daquele console que não tiver uma versão de Lemmings: não será de seus usuários o reino dos céus”. E no PSP não é diferente. O portátil da Sony dispõe de uma versão de Lemmings com estágios exclusivos e, assim como no caso de Castlevania, os fundos dos cenários possuem efeitos 3D fantásticos.
O esquema é o de sempre: utilizar comandos simples para fazer com que estes serezinhos narigudos e cabelos verdes e roupas azuis consigam chegar na sua casa, sem que todos morram pelo caminho.
Considerações Finais
Meu irmão já tem um PSP Fat há mais de um ano. Eu nunca havia dado bola para o videogame. Faz anos que já não sou mais viciado em jogos eletrônicos. Mas desde que comprei meu PSP, tenho aproveitado um pouco mais a jogatina. Não é que eu passe horas em casa jogando. Não; longe disso. Acontece que, por ser um console portátil, ele está sempre na minha mochila. Assim, sempre que sobra um tempinho, na parada de ônibus, nos instantes na sala antes do professor chegar ou deitado na cama antes de dormir, eu jogo um pouco.
Se eu soubesse que ter este portátil era tão bom assim, provavelmente teria dado um jeito de comprar ele antes do que comprei.
Os mais atentos devem ter reparado que só indiquei jogos 2D. Isto se deve ao fato de eu, assim como o carinha do xkcd, prefiro jogos assim, mais simples. Maldita hora que inventaram ambientes 3D e os produtores de jogos decidiram que 99,7% dos games de aventura deveriam ser assim, praticamente extinguindo os jogos de plataforma side-scrolling.
Eu penso que putz! é só um jogo de videogame. Se eu quisesse liberdade para caminhar pelo mundo, iria para a rua e não ficaria sentado na frente de um aparelho eletrônico. Eu tô aqui para ser enganado, não para ver a realidade. Além disso, não quero complicação. Eu quero um jogo que para ir do ponto A ao ponto B eu só tenha uma opção, e não um mundo inteiro para explorar e, como sempre, me perder.
Esperta é a Konami, que quando viu que Castlevania do N64 era uma merda tremenda, nunca mais arriscou lançar as aventuras dos caçadores de vampiros da família Belmont em um mundo mais complexo que o de Super Mario.
Super Mario do NES, é claro.
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Eu sou um cara tradicional em matéria de videogames. Não sou muito afeito a inovações. Quando jogo, eu gosto basicamente de Winning Eleven e Street Fighter.
Claro, eventualmente tento jogar algum Resident Evil ou Metal Gear, para variar um pouco. Mas, por exemplo, detesto Silent Hill e Splinter Cell.
Detesto, mas não no sentido bíblico. Na verdade, nunca joguei algum destes jogos a fundo.
E o último RPG que joguei foi Final Fantasy VIII, no Playstation One. Sequer cheguei a terminá-lo.
Guitar Hero então, acho uma perda de tempo total. Acho um saco ficar seguindo aquelas trilhas na tela enquanto toca uma música que, provavelmente, não entraria no meu Top 50 músicas favoritas.
O que me fez pensar que se talvez fosse lançada um versão indie do jogo, talvez eu me interessaria.
Mas uns dias atrás vi algo que realmente me empolgou para jogar Guitar Hero. Alguém que, com certeza, eu aceitaria de bom grado que me convidasse a jogar e me ensinasse as nuances do jogo.
Posso dizer que, finalmente, encontrei um bom motivo para me interessar por Guitar Hero.

Ou melhor, são dois ótimos motivos.
Imagem via Break.com.
Filmes de jogos de videogame são, em geral, uma droga. Mesmo que o jogo original seja ótimo, o resultado do filme sempre deixa a desejar. Street Fighter, Super Mario, Double Dragon e Alone in the Dark estão aí para não me deixar mentir.
O problema talvez sejam as equipes que adaptam os jogos, que não têm intimidade com o assunto. Ou talvez sejam os próprios jogadores, que esperam demais das produtoras.
O fato é que não há praticamente filme algum que se salve. Mas isto não impede que fãs ao redor do mundo façam os seus próprios filmes (ou pelo menos os trailers deles).
A seguir mostro uma lista que compilei com os cinco melhores (e piores) trailers falsos de filmes baseados em jogos de videogame. Só tem pérolas.
Classifiquei os vídeos em ordem de tosquice, do menos ao mais tosco.
Até pensei em escrever uma pequena descrição de cada um, mas os vídeos falam por si só. Vamos a eles.
Caso vocês não tenham saco para os dois primeiros trailers (que até são bem feitinhos), pulem para os últimos três, que realmente valem a pena.


