Duas semanas atrás, eu postei no twitter uma foto minha com a recém-comprada graphic novel Joker, a mais recente publicação da DC dedicada ao Coringa.
Depois de ler Joker duas vezes neste ínterim, e com o devido intervalo para amadurecer (pelo menos um pouco) a minha opinião sobre a obra, lanço hoje a resenha que fiz sobre ela.
Mas a resenha, desta vez, vem com um diferencial: foi feita em vídeo.
Esta foi a minha primeira experiência com vídeo para a web e creio que, comparando com meu primeiro podcast em áudio, até que não ficou tão ruim.
Para assistir, basta clicar ou no player acima ou visitar o link que coloquei abaixo dele.
Só agora me dei conta: mês que vem este blog vai fazer cinco anos. Bem, não este blog especificamente: vai fazer cinco anos que blogo. Mesmo que a fase grandeabobora.com tenha pouco mais de dois anos, eu considero que meu blog vai completar meia década.
Pensando nisso, bolei uma promoção. Vou dar dois livros de presente por aqui. Mas não são dois livros quaisquer não. São os dois melhores livros da história do universo.
O primeiro é o Guia do Mochileiro das Galáxias, do Douglas Adams. Umas poucas semanas atrás eu li meu exemplar novamente e constatei que é o livro mais engraçado de todos os tempos. Sério mesmo. A quantidade de piadas engraçadas presente nele é absurdamente gigantasticamente totalmente enorme. Ou algo próximo disso.
O segundo é Ficções, do Jorge Luis Borges. Eu considero este livro a pedra fundamental de todo o realismo fantástico da literatura latino-americana da segunda metade do século XX. E apesar de parecer algo pomposo e intelectual demais (aka chato), é um livro delicioso de se ler. Para quem nunca leu Borges, dá para se dizer que ler um texto escrito por ele é como ser uma criança e ouvir um adulto falar. A erudição e as boas idéias que ele consegue colocar no papel, sempre de modo conciso e muito elegante, valem cada página da obra.
Mas como fazer para participar? Muito simples.
Vão até o blog de vocês e escrevam um post contando o maior mico que vocês pagaram ou a maior roubada na qual se meteram, pois este blog é, acimo de tudo, uma relato um pouco aumentado da minha própria vida. Pode ter sido algo na escola, na praia, numa viagem, no trabalho, numa festa, não importa. Façam um link para este post e mandem um pingback, trackback ou comentem por aqui para me avisar da sua participação. Avisos por email não serão considerados válidos. A melhor história, escolhida por um júri formado por mim, eu mesmo e Irene, vai receber os dois livros no conforto de sua casa.

Vou mandar todas as histórias para Renée Zellweger analisar
“Mas marcus, eu não sei escrever direito.”
Não tema, pequeno gafanhoto. Os sem-talento também terão vez. Eu sortearei outro kit com os dois livros para um participante aleatório. Todos que se responderem à promoção com um post irão concorrer neste sorteio com o número de seu comentário no post. Quem comentar ou trackbackear mais de uma vez concorrerá com o primeiro número registrado.
“Mas marcus, eu já tenho um ou dois livros desta lista.”
Então, caso tu ganhe, eu vou entrar em contato contigo para negociarmos teu prêmio. Outro(s) livro(s), claro. Vale até o livro do Kajuru.
“Mas marcus, eu moro no Canadá ou em Portugal. Posso participar também?”
Claro que pode. Caso tu ganhe, passa aqui em casa que eu te entrego o livro em mãos.
A promoção aceita participações até às 23:59 do dia 2 de junho de 2008. O resultado sai no início da tarde do dia 3 de junho.
Corre lá.
Agora.
Eu não gosto de poesia.
Só para reforçar, eu não gosto de poesia.
Caso alguém ainda não tenha entendido, eu não gosto de poesia.
Acho poesia enfadonha, chata, coisa de gente que não é direta, que não vai direto ao ponto, e precisa ficar fazendo rodeios.
Eu não gosto de pessoas que fazem rodeios.
Meu escritor favorito é Jorge Luis Borges, famoso justamente pela sua concisão.
E pelo seu bom uso de adjetivos. Saber usar adjetivos é um dom. É uma arte esquecida pela vida moderna, assim como a arte de saber programar um bom jogo de plataforma 2D (Mario Galaxy é o caramba! Eu quero um novo Super Mario 3).
Mas tem alguns poemas que gosto. Acho que, algumas vezes na vida, Camões, Drummond e principalmente Fernando Pessoa, acertaram a mão. E como hoje, 14 de março, é o dia nacional da poesia, resolvi postar uma, só para encher a paciência de vocês um pouco e não deixar a data passar em branco.
Um dos meus poemas favoritos (se não o mais favorito) é Mar Português, do Pessoa. As duas estrofes de 12 versos dizem muito (se não quase tudo) a respeito da epopéia portuguesa da época das grandes navegações.
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Concisão e bom uso de adjetivos é isso aí.
Curiosidade: a última frase escrita por Pessoa foi I know not what tomorrow will bring…, assim mesmo, em inglês.

