No meu último post, em que eu me perguntava se vale a pena acreditar em Deus, a trixie comentou que
é tão triste, em pleno século XXI, a maioria das pessoas ainda não se darem conta de que as religiões todas são baseadas em narrativas, parábolas, metáforas, que mudam de forma e conteúdo de acordo com as necessidades de cada povo
Aparentemente, não deixei claro um ponto de minha exposição. Eu não falava da religião em si, mas do conceito de Deus. Esqueçam a religião e pensem no conceito de uma força organizadora do universo. Algo que o criou e mantém a ordem até hoje. Isto é o que a maioria das pessoas chama de Deus.
Eu chamo de FÃsica.
Claro que Deus tem uma grande vantagem. É possÃvel rezar para Ele e ter suas “preces atendidas”. Por exmplo, eu não conheço ninguém que tenha rezado para a Lua e tenha conseguido que as marés parassem de subir.
Um pequeno adendo: na verdade rezar, é inútil. Como bem disse a Ana em outras palavras no post Deus onisciente versus livre-abrÃtrio, se Deus é onisciente, ele já sabe, a priori, se teus desejos serão atendidos ou não. Provavelmente ele só exija as preces como forma de humilhação gratuita, como todas as outras forma de humilhação que ele exigiu da humanidade.
Deus não é mais necessário no sentido em que, como o Hamilton também frisou, hoje temos a FÃsica, a QuÃmica e demais ciências para nos explicar o funcionamento do universo. Deus não é uma hipótese que precisamos.
Ou que deverÃamos precisar.
Mas aproveitarei o comentário da trixie para outro questionamento, algo que eu já estava querendo tratar e ela só fez que eu adiantasse o assunto: se as religiões todas são baseadas em narrativas, parábolas, metáforas, no que devemos acreditar? Ou melhor: no que os fiéis devem acreditar?
É praticamente um consenso de que a história de Adão, Eva, cobra e maçã é uma parábola. Mas se não podemos seguir toda a BÃblia literalmente, qual a parte que devemos seguir? Cada um escolhe o que lhe é particularmente favorável?
Se, por exemplo, eu achar que a parte dos Dez Mandamentos está errada, que era tudo uma alegoria, eu posso continuar sendo cristão? Ou se eu acreditar que dar a outra face, como Jesus ensinou, é apenas mais outra parábola dele, quem poderá me condenar? A BÃblia, então; é toda uma grande alegoria? Quem é capaz de identificar o que está certo e o que está errado?
Por favor, não falem de padres, teólogos ou similares. Eles já erraram demais no passado para ter direito a algum tipo de crédito nos dias de hoje.
Falando em Dez Mandamentos, em breve comentarei sobre a mentira que, de fato, eles são.
Acho que não tem evidência maior de envelhecimento do que se afastar dos pés.
Um bebê, quando nasce, facilmente coloca seus pés na boca, atrás da cabeça, vira eles em 360 graus. É praticamente um contorcionista de circo.
Um adulto, quando muito, consegue ficar em pé e tocar as pontas dos dedos dos pés com as pontas dos dedos das mãos sem dobrar os joelhos.

Claro que há exceções, mas ou elas são atletas olÃmpicos ou têm pacto com o demônio.
Eu, do meu lado, acho estar longe dos meus pés tem as suas vantagens. Eu poderia, por exemplo, ter feito esportes a minha vida inteira, cuidado da alimentação, ter dormido mais, alongado mais, ter sido mais ativo fisicamente.
Em vez disso, preferi aproveitar a vida de verdade, jogando videogame, comendo e bebendo.
Como já estou morando nos Estados Unidos há quase uma semana, acho que já tenho condições de fazer algumas observações a respeito da vida americana.
Ou não. De fato, estou escrevendo este post apenas para mostrar para vocês que a vida por aqui não é fácil.
Vejam o trânsito, por exemplo. Portland, com seus 568.380 habitantes, é tão caótica quanto qualquer cidade brasileira na hora do rush. Percebam que as ruas estão cheias de carros. Carros estes que não respeitam nem os outros motoristas, nem os pedestres.
Além disso, percebam a sujeira nas ruas. É praticamente impossÃvel caminhar no meio de tanto lixo.
O povo tem um sério problema. Ele é muito fechado. É praticamente impossÃvel estabelecer qualquer tipo de contato, seja ele verbal ou somente visual. As americanas são tÃmidas e muito, muito reservadas. Se tu vai a algum lugar para dançar, é quase impossÃvel ver uma americana se soltando e saindo da sua seriedade habitual.
Esta guria da foto acime é uma garota de tamanho normal. Até bem magra, eu diria. Mas sabem aquilo que falam sobre a obesidade americana? Dá até para fazer um paralelo com o Brasil:
- os normais daqui são os gordinhos do Brasil
- os gordinhos daqui são os gordos do Brasil
- os gordos daqui são os HUGE MOTHERFUCKERS do Brasil
Os estudantes internacionais são outro problema. É quase impossÃvel, neste ambiente competitivo, estabelecer algum tipo de contato com eles.
Uma menção honrosa para quem descobrir quem é a garota russa na foto acima.
E não bastassem todas estas dificuldades, ainda há o doutorado. Quase não sobra tempo para nada. Acaba que eu tenho que permanecer quase o tempo todo dentro de um prédio fechado.
É meus amigos… Por enquanto, tudo por aqui está sendo muito difÃcil…
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…NOT!!!!
O Fanny acabou de ganhar uma menção honrosa.











