me: vou te contar uma:
hj tava na PSu
estudando
só o Sunny(1) e eu na sala
Mari: aham
me: aí ele me perguntou:
-Macrus(2) (meu nome é muito difícil de ser pronunciado pelos orientais), where is your door?
-What?
-Your door. Where is?
-What?
-Door. Door. Where is your door?
-What are you talking about, Sunny? Which door you wanna know?
-Door, Macrus. Where is your door?
Mari: pq nao falo spell door
me: -Sunny, I can’t understand. What are you talking about?
-Pone. Your door.
-Pone? Door?
Mari: é o que os americanos sempre falavam pra mim qdo nao entendiam droga nenhuma do que eu falava
: P
me: -Yes, The comic book.
-Ah, the Bone’s doll.
-Yes! Pone’s door.

Este é o Bone, personagem principal da melhor HQ que estou lendo no momento.
Eu, pelo menos, sei diferenciar uma boneca de uma porta.
E o Bone não é uma boneca. É uma action figure.
(1)Soenjin, na verdade. Sunny é o apelido americano dele.
(2)Variações que já ouvi: Maicus, Macrus, Marucus.
Olha, eu não sou muito chegado em frutas. E nem estou falando de alguns conhecidos meus. Eu falo daquelas coisas que crescem em árvores e servem para proteger as sementes das intempéries climáticas que porventura podem vir a atrapalhar a perpetuação da árvore que a gerou.
Mas mesmo assim, sendo eu alguém cuja fruta favorita é cacau processado com leite e essência de baunilha, eventualmente gosto consumir estas belezuras que Gesus colocou na Terra para que aproveitássemos entre um lanche no McDonald’s e um jantar no Outback.

Quem comeria frutas podendo saborear a tenra costela de um novilho criado a leite com pêra e ovomaltino e grama, abatido com apenas um ano de idade? Eu não.
Sabe, pra variar um pouco.
E por não viver mais em um país tropical, a variedade de frutas a que tenho acesso no mercado daqui mudou drasticamente.
Mudou na quantidade, na qualidade e no preço.
Tipo a laranja, por exemplo. Ela é caríssima. Mais de um real por unidade.
Mas tem outras frutas que não são assim. Um caso especial são aquelas cujo nome anglo-saxão termina com o sufixo berry. E o que não falta por aqui tipos diferentes de berries. Temos, por exemplo,
Strawberry

Blueberry

Raspberry

BlackBerry

Reconheço que a última opção não tem uma sabor muito agradável, mas é uma opção mais em conta em relação a outras frutas, como a maçã
, por exemplo.
Mas aí eu comprei uma caixa de blueberries. Três dólares e pouco por três punhados de frutas. Nunca tinha comido in natura, pois é impossível de se encontrar no Brasil (pelo menos no Unidão é). Só tinha bebido nos smoothies daquela barraquinha de sucos caríssima ali do lado do Parcão, cujo nome não lembro no momento e estou com preguiça de pesquisar.
Depois que cheguei em casa fui ler o rótulo e descobri que minhas blueberries vieram da Argentina.
Argentina? Como assim? A fruta veio da Argentina até State College, chega aqui fesca, mas eu não consigo encontrar uma puta de uma caixa de blueberries em São Leopoldo, que é praticamente do lado da terra dos porteños.
Mais uma destas coisas que não entendo no Brasil.
Post dedicado à equipe da Mercador que acompanha este blog e que reclamou da ausência de textos escritos.
Por equipe da Mercador que acompanha este blog entendam Goiano e Josi.
Agora há pouco vi um cara no ônibus com um moleton referente ao campeonato de dodgeball que teve aqui na Penn State. Dodgeball, para quem não sabe, é um esporte parecido com aquela brincadeira que no Brasil chamamos queimada, baleado ou caçador. Mas aqui a coisa é levada mais a sério que aí. Tem até um filme com o Ben Stiller tratando deste assunto.
Para quem não teve infância, um vídeo de dodgeball para ilustrar este post,
Logo que vi a referência ao dodgeball, lembrei do tempo em que eu jogava caçador e era muito mais meigo (meigordinho) do que sou hoje.
O time da minha turma da escola, que nunca havia sido muito bom em esporte nenhum, demonstrou certo talento para jogar caçador. Tanto que, no último campeonato que participamos, fomos os campeões do colégio.
Tal feito nos credenciou a participar do campeonato estadual. Fomos mais longe do que imaginávamos: ao vencermos mais esta etapa, disputamos o campeonato nacional.
Que também vencemos, este por WO.
A final mundial, disputada com os chineses, foi dificílima. Só ganhamos graças a um estudante de intercâmbio da nossa turma, que ficava com raiva toda vez que alguém o chamava de inglês.
Ou seria francês?
Não lembro agora. Mas o importante é que vencemos.
Aliás, eu ando tão sem criatividade que contei um episódio da segunda temporada de South Park como sendo algpo passado por mim, em vez de inventar minha própria história.
Shame on me.
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