iTunes U é a parte da iTunes Store dedicada às universidades. Lá é possível encontrar podcasts gratuitos de várias instituições americanas, como Stanford, UC Berkeley e MIT. No MIT, por exemplo, há cursos completos de Ãlgebra Linear e Métodos Matemáticos em Engenharia, em vídeo.

Lista das Universidades disponíveis na iTunes U
Obviamente, não há só cursos de Matemática. Há os de Física, Ciências da Computação, Arte, Ciências da Informação e muitos outros.
Dica do Alexandre Maron.
Da Nova Corja:
Uma rápida passagem pela reitoria da UFRGS, agora há pouco, me permitiu confirmar todos os clichês que eu já imaginava a respeito desta ocupação, que ocorreu hoje de manhã. O movimento não reúne mais do que duas dezenas de estudantes, em sua maioria meus colegas da faculdade Ciências Sociais. Nessas horas lembro nitidamente porque não me animo a destrancar a matrícula: o mesmo cara que estava lá pregando um cartaz “contra a reforma universitária” era aquele que interrompia a aula, faltando ainda meia hora para o fim, convocando os colegas a participar de uma “mobilização pela universidadepúblicagratuitaedequalidade”. As aulas, bem, estas podiam sempre esperar. E os professores achavam ótimo quando os alunos preferiam sair para uma “mobilização pela universidadepúblicagratuitaedequalidade” e eles podiam sair mais cedo.
Embora não seja representativa da maioria dos estudantes da universidade – depois do governo Lula, estas mobilizações não encontram apoio integral nem mesmo entre estudantes de Ciências Sociais –, acho a manifestação válida, como todas, em uma democracia. A única pulga atrás da orelha que tenho com relação a este grupo de estudantes – e seus apoiadores, como os sindicalistas do funcionalismo público, PSOL e PSTU – é saber que transformações são essas que eles pretendem para o país, considerando que, nos últimos anos, optaram por se posicionar sistematicamente contra a reforma da previdência, contra a reforma trabalhista, contra a reforma sindical e, agora, contra a reforma universitária – constituindo uma força conservadora como poucas já vistas na história do Brasil. E estamos falando de reformas básicas, que já foram feitas – com êxito – por todos os países desenvolvidos. Suponho que, no mínimo, eles tenham uma idéia melhor. Prefiro não crer que o objetivo seja, unicamente, defender seus próprios interesses.
Tem algumas coisas que eu acho interessantes nestes movimentos estudantis contemporâneos:
- Nunca se vê nestas manifestações um estudante de exatas, Direito ou Medicina. É sempre gente da FABICO ou Ciências Sociais. Como diz o ditado, mente vazia, oficina do Diabo.
- Acreditar em manifestações feitas por pessoas que fazem parte de (ou são apoiadas por) um partido chamado PSOL (Partido Socialismo e Liberdade, uma contradição em termos, pelo menos no planeta Terra) é idiotice.
- Aposto que metade dos cabeças do movimento, aqueles que não querem isso, não querem aquilo, não querem aquele outro, entraram na UFRGS em 1995. E ainda não se formaram.
- Che Guevara, ídolo destas multidões, não fez nada que prestasse na vida. Seu maior feito foi uma orgia em Cuba: desde 1959, o povo da ilha está todo fodido.
Deve ser meu senso prático, que sempre me disse que é melhor trabalhar e estudar do que reclamar da vida, ou quem sabe a idade chegando. Eu só sei que não tenho mais saco para estes movimentozinhos imbecis.
Nunca tive, na realidade.
Fiquei meio sumido porque fui convidado a dar uma palestra sobre séries temporais na Fundação de Economia e Estatística em comemoração ao Dia do Estatístico. Como ninguém daqui foi lá me prestigiar (até porque ninguém sabia), fiquem com o arquivo da minha apresentação.

