Enfim, mestre

21.Jul.2008 @ 1:52 pm
Arquivado em Faculdade

Um ano, sete meses e um dia após conquistar o título de Bacharel, posso finalmente ser chamado de mestre.

Agora, rumo aos EUA.

Muitos aí não sabem, mas Matemática Aplicada, o curso no qual sou formado hoje, foi o terceiro curso superior que iniciei. O começo de tudo foi a Engenharia de Produção, curso que abandonei graças à uma cadeira quebrada.

Eu sempre gostei da exatas. Sempre gostei de ciência e achava legal fazer continhas na escola. E sempre me disseram que eu era inteligente. E para os meus pais, uma profissão que une ciências exatas e um bom salário é alguma Engenharia. Era isso que eu devia fazer, graças aos motivos acima e porque sempre tive horror ao Direito e à Medicina.

Aí fiz o vestibular, passei em segundo lugar e comecei a estudar Engenharia. Em menos de um ano, já estava com um estágio que pagava bem, cujo trabalho era fácil e me dava condições de cursar a universidade comodamente. Era num laboratório de metrologia (metrologia, e não meteorologia).

Mas depois de seis meses eu já não estava tão feliz. A rotina me incomodava. Eu não tinha muitas opções para criar coisas novas. Era sempre a mesma repetição, todo dia de trabalho. Mas apesar disso eu fazia as coisas direito e era, de certa forma, “promovido”(1).

Passaram-se mais quatro meses e finalmente chegou o dia em que ganhei minha “promoção”.: fui designado para trabalhar em uma máquina de medição tridimensional, o sonho de quatro em cada cinco estagiários daquele laboratório.

Acontece que eu era o estagiário número cinco, o único que não queria trabalhar na máquina.

Carl Zeiss: Medição Tridimensional
Eu trabalhava numa máquina parecida com esta

Mas fui né, pois negar trabalho é como assinar um documento dizendo que sou vagabundo(2) e que não dou a mínima para a empresa.

O que na época era verdade.

Trabalhei durante um tempo nela, sem maiores sobressaltos. Ouvia música, mexia nos manches, lia os resultados impressos pelo programa, ou seja, fazia minhas tarefas direitinho.

Até que chegou um instrumento complicado para medir. Um micrômetro de altura. Como estávamos cheios de serviços para entregar e a empresa do micrômetro tinha urgência, fiquei à noite para trabalhar, fazendo hora extra.

Mas o trabalho não rendia. Eu zerei e referenciei a máquina não sei quantas vezes para fazer as medições, mas nunca conseguia sequer chegar perto dos resultados obtidos na medição do ano anterior.

E o prazo para terminar o serviço era no dia seguinte pela manhã.

Quando estava repetindo pela, sei lá, décima vez o procedimento, me irritei e descontei minha raiva chutando uma cadeira de metal.

Ela se quebrou em duas partes, bastante separadas uma da outra.

Aí eu parei, pensei, olhei a cadeira espatifada no chão e concluí que Engenharia não era para mim.

Fui para casa e no outro dia quis me demitir. Como eu era um bom estagiário, fiquei lá por mais oito meses (!), até ser aprovado no vestibular para Licenciatura em Matemática no ano seguinte.

Curso que abandonei no terceiro semestre, mas isto é outra história…


(1)Promoção significava mais trabalho, mais responsabilidades e mesmo salário, o que não é nada atrativo para quem, como eu, estava de saco cheio de lá.
(2)Mesmo que fosse verdade, não era necessário confirmar.

Ufologia é o canal

16.Mai.2008 @ 8:29 am
Arquivado em Cotidiano, Faculdade

Então ouvi o Nerdcast da semana passada chamado OVNI: Objeto Voador Nerd Identificado(1) e fiquei com vontade de falar sobre ETs. Não que eu nunca tivesse tido esta vontade, até porque já disse por aqui quais são os 54 sinais que indicam se tu já foi abduzido, mas ao ouvir este Nerdcast me empolguei.

Eu acredito que exista vida fora da Terra. Acho muito difícil que em bilhões de estrelas com planetas orbitando às suas voltas não existam pelo menos alguns habitados, alguns até (mas não necessariamente) com vida inteligente.

O que não acredito é que algum destes povos tenha estabelecido contato conosco.

Mas tem malucos que acreditam, e inclusive ganham dinheiro com isso. Erich von Däniken, um escritor suíço, é um destes caras. Na década de 70 ele lançou um livro chamado Eram os Deuses Astronautas?, no qual ele apresenta sua teoria. Segundo suas pesquisas, os deuses que as civilizações primitivas adoravam eram na verdade extraterrestres que vieram para a Terra ensinar os habitantes primitivos a evoluírem.

Os desenhos na planície de Nazca são indicações para os discos voadores
Os desenhos na planície de Nazca são indicações para os discos voadores

No livro, Däniken procura diversas “provas” sobre as tais visitas extraterrestres. Além dos rastros de Nazca, as pirâmides do Egito, as esculturas da Ilha da Páscoa, alguns relatos da Bíblia e gravuras maias são evidências claras da presença de alienígenas entre nós, desde tempos muito remotos.

Claramente, esta gravura maia representa um astronauta ET
Claramente, esta gravura maia representa um astronauta ET

Segundo o autor, o que levou nossos antepassados a encararem os ETs como deuses foi um efeito semelhante a algo realizado, sem querer, por americanos durante a Segunda Guerra Mundial.

Os Tanna, habitantes de uma remota ilha na Melanésia, há mais de 60 anos esperam que deuses joguem alimentos dos céus para eles. Isto se deve aos pacotes com suprimentos que os aborígenes interceptaram após aviões americanos lançarem ao solo da ilha para abastecer suas próprias tropas.

Povo de Tanna

Gravura de Tanna

Eu acho que tudo isso é mentira, mas adoro. Recomendo a leitura de Eram os Deuses Astronautas? para todos.

Caso não queiram ler o livro, pelo menos assistam ao documentário no Google Video. O link que coloquei leva para o filme completo, narrado em português, com opção de download para iPod e PSP.

(1)Este programa está dividido em duas partes e a segunda já está disponível