Trilha-sonora da minha cine-biografia

16.Jan.2008 @ 1:24 pm
Arquivado em Cinema, Cotidiano, Música

Vejam bem: não é que o Anderson esteja pautando este blog, mas ultimamente ele tem tido boas idéias e, como estou com um pequeno bloqueio criativo, estou copiando-as adaptando-as para cá.

A última idéia dele foi um meme chamado Trilha-sonora da minha cine-biografia. Para participar é bem simples:

  1. Ligue o seu iTunes/ipod/qualquer player de música (que tenha shuffle)
  2. Coloque na opção Shuffle/Aleatório
  3. A ordem que tocar vai ser a ordem das categorias abaixo do filme sobre a sua vida (não vale pular a música nem trocar!)

Então senhores, minha lista ficou assim (leitores do feed, caso queiram ouvir as músicas da lista, visitem o post):

Créditos Iniciais: Love - Andmoreagain

Música calminha, para a platéia ir entrando no clima do filme. Dá para passar os nomes de todos os atores, inclusive do Matt Damon, que é quem eu gostaria que me interpretasse.

[audio:love-andmoreagain.mp3]

Cena em que Acorda: The White Stripes - I Think I Smell A Rat (live Under Blackpool Lights)

Belo riff de guitarra, pra levantar bem da cama.

[audio:thewhitestripes-ithinkismellarat.mp3]

Primeiro Dia na Escola: The Jesus and Mary Chain - Fizzy

Música estranha, como todas as do Jesus and Mary Chain e todos os primeiros dias na escola.

[audio:thejesusandmarychain-fizzy.mp3]

Primeiro Amor: The Beatles - Sea of Time

Tem a ver com meu primeiro amor platônico: sendo instrumental, não tem palavras, como os diálogos que eu nunca tive com aquela garota.

[audio:thebeatles-seaoftime.mp3]

Cena de Luta: Young Sportsmen - Chavez

Muito boa para uma briga na escola. Animada e com jeitão adolescente.

[audio:youngsportsmen-chavez.mp3]

Fim de Relacionamento: Fito Paez - Rojo Como Un Corazón

Um clima de tristeza, mas nem tanto.

[audio:fitopaez-rojocomouncorazon.mp3]

Festa de Formatura: MIKA - My Interpretation

Com mesta música, seria com certeza uma formatura divertida.

[audio:mika-myinterpretation.mp3]

Dia-A-Dia: Section 25 - New Horizon

Lenta, arrastada e melancólica, como alguns dias dias tendem a ser.

[audio:section25-newhorizon.mp3]

Colapso Mental: Oasis - Stay Young

Stay young and invincible é o melhor conselho a se receber numa hora destas.

[audio:oasis-stayyoung.mp3]

Dirigindo: Placebo - Second Sight

Imagino esta música tocando em uma perseguição de carros, bem ao estilo da trilogia Bourne (olha o Matt Damon aí de novo).

[audio:placebo-secondsight.mp3]

Flashback: REM - High Speed Train

Boa música para um flashback de infância.

[audio:rem-highspeedtrain.mp3]

Casamento: Peter Bjorn and John - Chills

Este trecho do filme seria em câmera lenta, pois a música é bastante relax.

[audio:peterbjornandjohn-chills.mp3]

Nascimento do Filho: The Hives - Knock Knock

Música ideal para aquelas partos onde uma galerinha do barulho apronta as maiores confusões, tipo uma corrida desenfreada pelas ruas de uma grande cidade para chegar a tempo no hospital.

[audio:thehives-knockknock.mp3]

Batalha Final: Los Hermanos - Onze Dias

Uma música bastante sarcástica para um batalha.

[audio:loshermanos-onzedias.mp3]

Cena da Morte: Ludovic - Qorpo-Santo de Saias

Ninguém sabe ao certo se eu fui algoz ou vítima / O maior fiasco de que se tem notícia dá uma boa idéia para uma morte covarde ou redentora.

[audio:ludovic-qorposantodesaias.mp3]

Música do Funeral: Justin Timberlake - Damn Girl feat. will.i.am

Definitivamente, seria um funeral bem animado, com globos de espelhos e tudo.

[audio:justintimberlake-damngirlftwill.i.am.mp3]

Créditos Finais: Math and Physics Club - Look At Us Now

Boa música para a platéia sair do cinema tranqüilamente.

[audio:mathandphysicsclub-lookatusnow.mp3]

Viu Julia? Agora tu tem mais um post pra escrever no teu blog.

E se mais alguém quiser dar continuidade a este meme, fique à vontade.

Os 10 melhores filmes da década (até agora)

15.Jan.2008 @ 9:44 am
Arquivado em Cinema

Anderson, ao contrário do que tu propuseste, não vou dizer nos teus comentários e sim neste post quais são os meus filmes favoritos da década, com uma pequena explicação sobre cada um.

Mas antes, devo dar uma explicação geral. Eu gosto de filmes de homem. Curto alguns romances e tal, mas a história tem que ser contada de maneira criativa. Não é qualquer readaptação de Romeu e Julieta que vai ganhar a minha simpatia.

Por outro lado, não gosto de filmes descerebrados. Vibro assistindo os filmes com machões dos anos 80 (Sylvester Stallone, Arnold Scharzenegger, Bruce Willis e do às vezes injustiçado Steven Seagal), mas eles tem que ter um mínimo de conteúdo. Por isso, me nego a prestigiar filmes com o Michael Dudikoff.

Isto post, segue minha lista:

10. Os Incríveis - The Incredibles
Eu havia perdido minha fé nos filmes de super-heróis. Desde 1989 com o primeiro Batman (sim, eu sou chato desde criança), eu viro a cara para histórias de heróis no cinema. 15 anos depois, Os Incríveis fez com que eu mudasse minha postura. Personagens muito bem trabalhados, roteiro consistente e criativo (apesar da óbvia semelhança com Quarteto Fantástico) e heroísmo como nos velhos tempos fizeram com que eu adorasse a produção da Pixar. E recuperasse minha fé nos filmes de super-heróis, claro.
9. Batman Begins
Raridade! Um filme decente do Batman, o primeiro desde 1939, ano de criação do personagem. Sem as galhofas dos anos 60, sem as esquisitices do Tim Burton (diretor que eu gosto, desde que longe do alter ego de Bruce Wayne), sem Michael Keaton. A origem do morcegão contada de maneira competente e bastante fiel aos quadrinhos. Claro, houve algumas liberdades, mas nada que deixasse eu, que sou um dos maiores fãs dele, revoltado. Até me deixou com vontade de assistir uma adaptação do Lanterna Verde, desde que feita com o mesmo esmero.
8. Oldboy
Filme coreano com roteiro e fotografia excepcionais. Não está melhor colocado na minha lista devido à edição, que achei um pouco fragmentada. Dae-su Oh, o protagonista de Oldboy, é mantido prisioneiro por um desconhecido durante 15 anos. Após ser libertado, parte atrás de sua vingança, que reserva para ele (e para os espectadores) muitas surpresas.
7. Elephant
Dos filmes da lista é o de ritmo mais lento. Poucos diálogos e longos planos nos fazem mergulhar na rotina de uma escola nos momentos que antecedem um massacre perpretado por alunos. O filme é contado de forma não linear, de modo que vamos conhecendo os alunos um a um, descobrindo quem eles são, criando empatia com os personagens. Os principáis estereótipos estão lá: é difícil não se ver representado de alguma forma e não imaginar que aquilo poderia ter ocorrido próximo a nós.
6. Encontros e Desencontros - Lost in Translation
Histórias de amor quase nunca rendem bons filmes, pois se repetem demais. No caso de Encontros e Desencontros, a única coisa ruim no filme é a tradução do título em português. É a história de uma jovem filósofa casada com um fotógrafo de famosos e um ator decadente de meia idade em uma Tóquio onde nenhum dos dois consegue se encontrar consigo mesmo. E nem com a língua japonesa, obviamente. A amizade sincera que surge entre os dois é das coisas mais belas que já assisti.
5. O Homem do Ano
Único filme brasileiro da minha lista (e sim, acho ele melhor do que Tropa de Elite). O Homem do Ano conta a história de Maiquel, um cara que matou um bandido por causa de uma discussão de bar e acaba ganhando respeito na vizinhança. Murilo Benício, o intéprete de Maiquel, nunca atuou tão bem. Aliás, acho que nunca mais vai conseguir ser tão bom assim. O filme é tão bem produzido que quando assisti nem parecia brasileiro.
4. Nove Rainhas - Nueve Reinas
Um dos subgêneros do filme de homem é o filme de malandro. Nove Rainhas nada mais é do que o retrato de um dia na vida de dois golpistas em Buenos Aires que, mais do que de violência, necessitam de esperteza e jogo de cintura para burlar as armadilhas da vida na Argentina quebrada do final da década passada. Um dos melhores filmes de golpistas de todos os tempos.
3. Donnie Darko
Uma das minhas maiores reclamações a respeito da Sessão da Tarde a partir do final dos anos 90 foi o excesso de filmes idiotas. Praticamente só filmes de meninas e filmes com animaizinhos salvando crianças. Além de achar estes filmes um porre, defendo a tese de que eles são responsáveis pela atual boiolização da sociedade brasileira. Para deixar estar porcarias de lado surgiu Donnie Darko, apresentando aquela velha história batida do adolescente desajustado, mas juntando a isto viagem no tempo, uma fantasia de coelho gigante e uma ótima trilha sonora de sucessos musicais dos anos 80.
2. Cidade dos Sonhos - Mulholland Drive
É David Lynch, o cara que há mais de 20 anos só sabe filmar coisas absurdas e vai deixando seu estilo cada vez mais hermético para os não iniciados. Ao contrário de O Homem Elefante ou Veludo Azul, que são filmes absurdos, porém com sentido do início ao fim, Cidade dos Sonhos só vai ter algum sentido nos 30 minutos fnais de exibição. Além disso, a compreensão completa do filme só veio para mim após conversas com amigos e pesquisa na internet. É um filme obrigatório.
1. Kill Bill Volume 1
A violência é a coisa mais cinematográfica que existe. Coreografias de lutas combinadas com uma boa fotografia são algumas das melhores coisas a se assistir na telona (exceto em filmes chineses como aquelas lutas em câmera lenta). Kill Bill juntou os absurdos do cinema de artes marciais com as referências pop autofágicas do cinema norte-americano. E tem a Uma Thurman empunhando uma katana. Para mim, é o filme da década.

E a lista de vocês, meus leitores, como ficaria? Muito diferente desta?

O melhor filme de Elvis Presley

2.Jan.2008 @ 10:34 am
Arquivado em Cinema

Elvis Presley é um artista que todo mundo conhece. Em seu tempo áureo, Elvis não apenas gravava seus discos como também atuava em muitos filmes. onde em geral ele era o gostosão que pegava todas.

O que pouca gente sabe é que entre o final da década de 50 e meados da década de 60, sua carreira musical foi posta um pouco de lado, e ele começou a dar prioridade à sua carreira de ator.

Dentre todos os filmes que Elvis não fez, o melhor foi lançado em 2002: Bubba Ho-Tep.

Bubba Ho-Tep

A história deste filme é qualquer coisa de genial. Em 2002, Elvis mora em um asilo, graças a um mal entendido. Como ele estava de saco cheio da carreira, contratou um sósia para substituí-lo. Mas este sósia morreu em 1977 e ele nunca mais pôde voltar ao seu lugar de Rei do Rock. Assim, ela vai morar em um asilo. Neste asilo ele se torna amigo de John F. Kennedy que, após a tentativa de assassinato em Dallas, foi pintado de negro pela CIA e abandonado pelo governo.

Elvis e Kennedy, uma dupla do barulho
Elvis e Kennedy, uma dupla do barulho

Para complicar a vida deles surge Bubba Ho-Tep, uma antiga múmia egípcia que se veste de cowboy e começa a matar os outros moradores do asilo, em busca de suas almas. Para defender o local em que vivem, os dois se juntam e com a ajuda do livro de almas, tentam destruir a ameaça que os cerca.

Descrevendo assim, o filme pode até parecer ruim. E é. Mas é ruim de um jeito bom, tosco e divertido. Elvis passa boa parte da história com monólogos divertidos a respeito da sua situação, refletindo no que se tornou depois de velho. É fantástico.

Para ter uma idéia mais precisa do que é a película, assista o trailer abaixo:


Link para o pessoal do feed

Dica precisa do Paulo Torres.