Juno

7.Mar.2008 @ 9:15 am
Arquivado em Cinema

Depois de lançar meu ótimo podcast sobre a trilha sonora de Juno, resolvi assistir ao filme, para saber se ele realmente vale tudo isto que dizem por aí.

Em primeiro lugar, não é o Little Miss Sunshine deste ano, como dizem por aí. Ao contrário daquele filme, Juno é bom. Mas também não é tudo isso.

O plot geral do roteiro é simples: garota de 16 anos engravida e decide dar seu filho para adoção.

Mas o que talvez se tornasse algo simplório nas mãos de outra pessoa, tornou-se algo muito interessante com Diablo Cody. Ela consegue colocar pequenos traços na personalidade da Juno que me fizeram cair de paixão pela garota. Três exemplos rápidos, sem estragar surpresas do filme:

A opinião que ela tem sobre Sonic Youth é a mesma que a minha, sem tirar nem por. Há anos sustento que eles só fazem barulho, e a personagem interpretada pela Ellen Page só corrobora minha tese.

Todo fã de música tem um ano favorito, seja por qual motivo for. Ninguém vai conseguir me provar que 1994 é o melhor ano do rock ‘n’ roll, seguido de perto por 1991. E uma das discussões mais legais do filme ocorre justamente quando Juno e Mark, o futuro pai adotivo do filho dela, discutem os anos favoritos de cada um no rock.

Por fim, ela nunca chama Paulie Bleeker, o pai do filho dela, pelo nome. Não sei porque, mas deve ser uma maneira de manter distância dele, de não ficar muito íntima, para que ela possa preservar sua liberdade.

Acho que, pensando bem, Juno é ainda melhor do que dizem por aí, mas desde que tu consiga pescar as referências pop presentes no roteiro.

P.S.: a piada do meninagravida.com é ótima.

Um Beijo a Mais (The Last Kiss)

31.Jan.2008 @ 9:57 am
Arquivado em Cinema

Alguns filmes são atemporais. Não importa se lançados há décadas ou na semana passada, sempre despertarão interesse, mesmo depois de anos. Um Corpo Que Cai e Os Infiltrados são filmes assim.

Já tem filmes que, olhando friamente, não são tão bons assim. O roteiro não é excepcional, a direção peca em alguns momentos, os atores não são perfeitos. Mas alguns destes filmes te pegam de jeito. Por exemplo, eu adoro Os Aventureiros do Bairro Proibido, filme de ação oitentista com o Kurt Russel no papel principal, mas tenho consciência que que não é um grande filme.

Um Beijo a Mais (The Last Kiss) é a melhor comédia romântica que assisti em 2007. De fato, é o melhor filme de amor que assisti em 2007. É fácil explicar porque: minha vida foi retratada nele.

Em geral, filme de amor tratam de pessoas “adultas”. Um Beijo a Mais trata de adultos também, mas daquele tipo de adulto como eu, que ainda não é bem… adulto. Ou que pelo menos ainda não se sente assim.

Como explicar isto? Bem, digamos que Michael, 29 anos, vivido por Zach Braff, tem tudo o que poderia desejar da vida. Um bom emprego, é amigo dos mesmos caras que cresceram com ele e é apaixonado (e correspondido) por uma garota linda. Até que ela engravida. Ele pira com isto, mas não no sentido de não desejar um filho. Ele pira porque parece que as coisas estão indo rápido demais, pois ele sente que ele ainda não está preparado para crescer.

Se crescer durante a adolescência é difícil, crescer e assumir as responsabilidades da vida adulta é ainda mais. Parece que algo está ficando para trás. Mesmo que tenhamos certeza das coisas que escolhemos, sempre pinta um dúvida, sempre parece que falta algo para completar nossa felicidade. Às vezes, estas dúvidas aparecem na forma de um outra garota.

Um Beijo a Mais - Poster
Olha a Summer Roberts ali na esquerda!

No filme, esta garota é vivida por Rachel Bilson, a eterna Summer de O.C. Ela dá em cima de Michael e ele acaba cedendo, mesmo apaixonado pela namorada, com quem já mora junto. Cede por impulso, por burrice. Por medo de estar perdendo a vida, não aproveitando-a em sua plenitude. O que de fato não é verdade: com a atual namorada, ele tem tudo o que poderia desejar para seu futuro.

É a conversa entre o pai da namorada grávida e Michael meu diálogo favorito deste ano que passou:

- Que merda você estava pensando? Você ficou entediado?
- Não, sou apenas um idiota.
- Nisso nós concordamos e muito.
- Eu a amo, Stephen. Eu sei agora que a amo mais do que jamais amei alguém.
- Pare de falar de amor. Todo idiota no mundo diz que ama alguém. Isso não significa nada.
- Mas é a verdade.
- Continua não significando nada. O que você sente é apenas problema seu. É o que você faz para as pessoas que você diz amar que realmente importa. É a única coisa que conta.

Elvis já dizia, 40 anos atrás: a little less conversation, a little more action please.

E no fim, mais ação e menos palavras é o que realmente conta.

Heath Ledger morreu

22.Jan.2008 @ 8:43 pm
Arquivado em Cinema

Como assim o Heath Ledger morreu?

A morte de Heath Ledger - o Curinga do novo Batman

Segundo o NY Times, o ator de 28 anos foi encontrado morto em um apartamento em Manhattan hoje à tarde, pela empregada e pelo massagista, com quem tinha uma sessão marcada.

A empregada deixou o massagista entrar e foi ao quarto do ator chamá-lo. Como não havia resposta, os dois forçaram a porta do banheiro e viram o ator caído.

As pílulas encontradas pela polícia ao lado do corpo indicam que a causa da morte foi suicídio.

Em uma entrevista concedida em novembro ao mesmo New York Times, Heath Ledger afirmou:

Sinto como se estivesse perdendo tempo ao me repetir. Me sinto da mesma forma a respeito de tudo que faço.

Ainda afirmou na entrevista que não estava contente com seu último papel em I’m Not There, no qual interpreta Bob Dylan.

E agora? Ele era um dos meus atores prediletos, principalmente por causa das suas atuações em 10 Coisas que Odeio em Você e Coração de Cavaleiro.

E como ficará o novo filme do Batman? Alguém sabe se pelo menos as filmagens já haviam acabado?

Update: Segundo a Camila e a Ana Fernandes, as filmagens do novo Batman já acabaram. Pelo menos isso…