Cinema brasileiro é fogo. Segundo um levantamento científico que fiz, 97,1425% dos filmes brasileiros se encaixam em uma das duas categorias a seguir:
- História de um pobre diabo e seu cotidiano, com aquela maldita estética miserável de filme chinelão latino-americano.
- História de moradores do Leblon, que parecem personagens de uma novela do Manoel Carlos, interpretados por atores da Globo e filmado com se fosse um especial de fim de ano da emissora.
Ou é uma mistura das duas coisas, como o Auto da Compadecida.
Não que isto seja ruim. Às vezes, até aparece um ou outro filme bom num destes formatos. O problema é que usar sempre a mesma fórmula cansa. Cansa tanto que quando aparece algo diferente, como Cidade de Deus ou Tropa de Elite, os filmes fazem sucesso. Internacional, inclusive.
Por isso estou ansioso pela estréia de A Capital dos Mortos. É um filme independente brasileiro com zumbis. Brazilian George Romero alguém? Eu gostei da idéia desde já, pois aposto que vai ser hit na certa. Duvida? Então dá uma sacada no trailer:
Vai dizer? Genial, né? E são zumbis clássicos, aqueles que comem miooooooolos e se arrastam, diferentemente dos zumbis do Danny Boyle e do Zack Snyder, que são praticamente super-heróis.
Basicamente, é um filme que quero muito ver por ser uma crítica à esta maldita sociedade de consumo em que vivemos, onde é sempre cada um atrás apenas da sua sobrevivência, sem se importar com o outro, sempre querendo, de maneira ou outra, sugar seu semelhante. É uma metáfora sobre…
Naaaaaaaahhhhhh… Mentira! Eu quero ver porque tem sangue falso, muito gore e cara de produção B.
O único problema é que por questões de distribuição, o filme só tem data confirmada de estréia em Brasília. Ou seja, por um dever cívico, tu tem que ajudar na divulgação do filme, Chega de filmes com o padrão Globo de qualidade. vai lá no teu blog AGORA e escreve um post sobre A Capital dos Mortos, dizendo por que tu também quer ver.
Não colou? Que tal mais um incentivo?
Tu pode tentar (veja bem, eu disse tentar, pois uma já é minha) ganhar uma camiseta de A Capital dos Mortos junto com um POTE DE SANGUE utilizado nas filmagens.
Quer mais informações? Visita o ato ou efeito que lá tem uma entrevista exclusiva com os diretores do filme.
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Adoro Teoria da Conspiração. Adoro aquelas viagens malucas de que o homem não foi à Lua, que Paul McCartney está morto ou que a Amazônia foi internacionalizada nos livros de geografia americanos.
Devido a esta minha fascinação, certa vez comprei um jogo de tabuleiro chamado Illuminati. Este é o jogo da Teoria da Conspiração. Jogo ele pouco, mas é sempre muito divertido. Ao contrário de War, que é um jogo onde quem tem mais sorte ganha, em Illuminati o que vale é a estratégia. Suas regras influenciam os jogadores a criarem alianças entre si, para depois se traírem e se aliarem aos inimigos da rodada anterior, num círculo vicioso de horas e horas.
Em suma, é um jogo onde é necessário estratégia, lábia, falta de vergonha na cara e um pouco de sorte. Mas em geral ganha aquele que mente melhor.
Dentre as várias entidades conspiratórias mundiais presentes no jogo, tem uma que eu sempre achei a mais bizarra de todas: Os Nazistas da América do Sul.
Eu sempre pensei “o que diabos os nazistas querem da América do Sul? Aqui só tem índios e negros para serem torturados. Nem judeus nós temos direito”.

O que eu não sabia, até pouco tempo atrás, é que realmente houve uma conspiração a respeito da presença dos nazistas na América do Sul, mas ela foi americana. Com a palavra, Franklin Delano Roosevelt:
Hitler sempre afirmou que seus planos de conquista nunca se estenderam para além do Oceano Atlântico. Eu tenho em minhas mãos um mapa secreto, feito pelo governo de Hitler, pelos idealizadores da nova ordem mundial. É um mapa da América do Sul e parte da América Central, como Hitler propôs a reorganizá-la.
O mapa é este aqui, ó:
Ou seja, um brinquedo aparentemente inofensivo dicas de fatos históricos bastante obscuros. Até me faz imaginar se outras cartas do jogo, como os Lasers de Controle da Mente, realmente existem de fato.
Medo.
Descobri tal mapa graças ao ótimo Strange Maps.
Escolher o melhor filme de todos os tempos não é uma tarefa fácil, muito menos unânime. O IMDB diz que é O Poderoso Chefão. O American Film Institute afirma que é Cidadão Kane. O British Film Institute aposta em O Terceiro Homem. Na Amazon, Casablanca é o filme escolhido. Se esta pergunta for feita para algum crítico brasileiro, provavelmente eles irão votar em algum filme iraniano em que uma criancinha perde um dos pés do chinelo e passa 90 minutos procurando por ele.
Já assisti os três primeiros filmes que citei e digo que são ótimos filmes. Muito bons mesmo. Confesso que durante muito tempo eu dizia que meu filme predileto era Cidadão Kane. Dava como motivos para isto a história contada de maneira não-linear, a maneira da câmera filmar, às vezes focalizando de baixo, às vezes de cima, o mistério sobre o que realmente é Rosebud…
Nada mais errado.
Hoje sei que meu filme favorito é Duro de Matar. E nem é por ser um típico filme de arquétipo do herói ou pelo fato de ser o primeiro filme no qual o policial americano super-foda é mais humanizado. Nem é por causa .
Eu tenho 5 motivos para eleger Duro de Matar o melhor filme de todos os tempos:
- John McClane
- John McClane
- John McClane
- John McClane
- John McClane
Claro que foi difícil escolher entre Harry Callahan e John McClane como meu policial favorito do cinema. O que pesou a favor do personagem de Bruce Willis foi o fato de ele sangrar, sofrer, suar e quase morrer dentro do Nakatomi Plaza, enquanto Clint Eastwood mal bagunça seu cabelo em Dirty Harry.

E para ti? Qual é o melhor filme de todos os tempos?

