Eu li muitos texto por aà falando sobre The Dark Knight. Há textos a respeito da receita alcançada pelo filme, sobre ele ser o lÃder do Top 250 do IMBD (ultrapassando o Poderoso Chefão), sobre a atuação de Heath Ledger como Coringa ter sido mais definitiva que a já definitiva de Jack Nicholson em 1989.
Só faltou um texto sobre o filme, um que tratasse do que me propus a dizer. Por isso, me incumbi de escrevê-lo.
Claro que eu não escreveria um post sobre este assunto se não tivesse algo a acrescentar, ainda que mÃnimo. Por isso, neste post, um pouco mais abaixo, está minha opinião a respeito do Coringa retratado em The Dark Knight, ressaltando coisas que ainda não vi serem ditas em lugar algum.
Obviamente, o texto abaixo da imagem está lotado de spoilers.

Por que tão sério?
ConcluÃ, ao final do filme, e acho que poucos se deram conta disso, que na maior parte das aparições do Coringa, ele estava atuando. Ou melhor, ele estava se contendo. O Coringa, quase sempre que interagia com as outras pessoas, era um personagem de si mesmo.
Explico.
Dentro do Coringa havia um vulcão querendo explodir. Ele não é deste mundo. Ele é o artista principal de um circo insano, onde a platéia deve aplaudir o palhaço a cada morte que ele causa, a cada explosão que ele detona. Só que não se pode matar a todos: alguns podem ser úteis.
Por isso, o Coringa passava a lÃngua em seus lábios. Toda vez que falava com outras pessoas, este era um indÃcio forte de que ele não estava à vontade. Estava somente se concentrando, se controlando para não explodir. Dava para ver claramente que, ao gaguejar e lamber sua boca, ele estava tentando ficar o mais normal possÃvel, para não cometer grandes gafes na frente dos outros.
Além disso, ao contar duas histórias diferentes a respeito da origem das suas cicatrizes (e ter sido impedido de contar uma terceira), só reforça o fato dele estar sempre atuando e mentindo.
O Coringa só foi ele mesmo, sem se conter, quando fez a mágica com o lápis, quando conversou com Harvey Dent no hospital e quando queimou aquela montanha de dinheiro, por exemplo. Nestas oportunidades, ele finalmente se soltou, foi genuÃno, agindo do seu jeito naturalmente caótico.
Foi esta a caracterÃstica que mais me fascinou no personagem. O Coringa ser um louco contido, que sabe que gostar de fazer o que ele faz é errado, mas que para possa ter um mÃnimo convÃvio social, se sujeita à s outras pessoas.
Ainda, o Coringa é o Batman bizarro. Enquanto um mata, o outro preserva a vida. Enquanto um tem poucas necessidades (gasolina, pólvora, dinamite), o outro é cheio de traquitanas tecnológicas. Enquanto um tenta aumentar o caos, o outro tenta restabelecer a ordem.
Como foi dito na Piada Mortal, tanto Batman quanto Coringa são frutos de um dia ruim. Um único dia ruim pode reduzir o mais são dos homens a um lunático. A diferença entre Coringa e Batman reside somente na maneira como reagiram a este dia ruim.
Ou vocês nunca se deram conta que uma pessoa tem que ter um parafuso a menos para se vestir de rato voador e combater o crime?
Mas chega. Agora está na hora de encerrar este texto e fazer algo mais produtivo, como beber Coca-Cola.

Não, não fiquei maluco por The Dark Knight
E rir dos fãs da Marvel, já que os filmes baseados nos personagens criados por Stan Lee já não são as melhores adaptações de HQs para o cinema.
Chora marvete!
Ah, e vocês sabiam que o Nescau Cereal está dando 4 miniaturas de personagens do filme The Dark Knight? Dá para ver duas em cima do meu monitor, na foto ali de cima (se tu não consegue ver, clica para ampliar, seu cego).
Como eu dizia, são 4 personagens: Espantalho, Coringa e dois Batman. Louco para ganhar um Coringa, eis que comprei 4 embalagens de Nescau Cereal e…

…vieram 4 Batmans ¬¬
Azarado é pouco.
Não que eu ache realmente isto a respeito de The Dark Knight, pois é um filme do Batman. As constantes do universo, ao lado de Desmond, Penny e Π, são de que filmes do Batman, mesmo quando ruins, são bons.
A menos que dirigidos pelo Joel Schumacher, mas aà é outro caso.
Meu problema com este filme é sua super exposição na mÃdia. Já haviam milhares de notÃcias a respeito da pelÃcula muito antes das filmagens começarem. E o pior: com a proximidade do lançamento, elas ficam cada vez mais freqüentes. É só analisar o resultado da busca por Batman no Omelete para saber do que estou falando. Até os noobs do Ato ou Efeito publicaram cinqüenta mil notÃcias sobre este filme.
Quase ninguém sabe, mas o segundo maior ensinamento do Guia do Mochileiro das Galáxias, depois de NÃO ENTRE EM PÂNICO, é que “nosso prazer em assistir uma obra de arte audiovisual é inversamente proporcional à expectativa que criamos acerca dela”.
Na verdade não sei se li isto no Guia, em uma embalagem de Lego Harry Potter ou se saiu direto da minha cabeça, mas esta é uma das verdades universais. Darth Vader acreditava nisso, eu tenho certeza.
Bem, talvez ele não acreditasse, pois cinema não era uma diversão muito comum no Império.
Mas divago. Dizia eu que a aritmética…
Não, não. Eu falava sobre o filme novo do Batman.
O filme novo do Batman tem tudo para ser uma bomba, graças à s expectativas que estamos criando. Há uma sombra criada pelo filme de 2005, pois Batman Begins foi é o melhor filme do Batman já realizado. Isto, somado à morte de Heath Ledger, que “entrou demais no personagem”, mais os ARGs do filme e temos um frisson enorme a respeito da produção.
O que me lembra dezembro de 1989. Férias. De Volta Para O Futuro foi exibido pela primeira vez na Tela Quente. ADOREI o filme. Aliás, adoro até hoje, pois é um dos pilares que formam meu caráter, ao lado de Chaves e Duro de Matar. Pois na quinta-feira desta mesma semana, o trailer de De Volta Para O Futuro 2 passou na TV, com os dizeres “Estréia Amanhã. Em Todos os Cinemas”. Foi o suficiente para minha cabeça explodir.
O filme MAIS ESPERADO DESDE 1985 (ou, no meu caso, desde segunda-feira) e eu só fiquei sabendo UM DIA ANTES. Meu, estes eram bons tempos. As surpresas eram surpresas de verdade. Não tinha esta palhaçada de ficar contando as novidades antes da hora.
Naquele tempo sem internet, não havia fotos da produção, trailers, boatos e papagaiadas que adiantavam as surpresas que os filmes reservavam. Sem tantos quase-spoilers, aposto que aproveitei muito mais este De Volta Para O Futuro 2 do que aproveitarei The Dark Knight.
Aliás, o mesmo aconteceu com Homem de Ferro. As únicas coisas que sabia respeito do filme antes de assisti-lo era que Robert Downey Jr. e Gwyneth Paltorw faziam parte do elenco. E me diverti horrores com a produção, apesar de ser um herói da Marvel, palavra em islandês arcaico significa “heróis sem graça alguma e que, por motivos desconhecidos, são os protagonistas das revistas em quadrinhos mais vendidas nos Estados Unidos”.

A mãe da Apple
Enfim, se vocês têm acompanhado as notÃcias sobre o novo Batman, preparem-se: provavelmente, vai ser uma bomba.
E o Indy novo, hein? Já viram? Gostaram?
Eu já vi e gostei. E meus motivos são bem claros e definidos.
Quem vai ao cinema assistir Indiana Jones tem que estar com a cabeça preparada para assistir um filme pipoca. Não é Bergman, não é Kubrick, não é Pasolini: é Steven Spielberg sem seu orgulho judeu evitando que George Lucas estrague mais uma franquia de sucesso.
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é absurdo, é cômico, é aventura. Isso: aventura. Um filme de aventura é diferente de um filme de ação. Não sei precisar a diferença em palavras (talvez o Anderson saiba), mas posso tentar separar por exemplos.
Stallone: Cobra, Duro de Matar e Fuga de Nova York são filmes de ação.
Allan Quatermain, A Jóia do Nilo e De Volta Para O Futuro são filmes de aventura.
Percebem a diferença?
Indiana Jones é leve. É para fazer rir, é para ter erros de continuidade, é para homenagear o cinema enquanto cinema, mas sem cabeçudices.
Enquanto os três filmes anteriores, que eram filmes passados na década de 30, homenageavam os filmes de mistério daquela época, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, que se passa na década de 50, homenageia os filmes de ficção cientÃfica contemporâneos de Ed Wood.
Também há que se levar em conta nossas idades. Enquanto nos anos 80 e 90 tudo era novidade para nós, Arca da Aliança, vudus indianos e Santo Graal, com mais de 20 anos de idade já temos conhecimento do mundo suficiente para não cair nas tÃpicas enrolações de filmes B (caso tu não tenha notado, apesar dos orçamentos milionários, os Indiana Jones são filmes B).
Até eu já havia falado nas planÃcies de Nazca antes de Indiana Jones ir para lá.
Indiana Jones é par ser assistido no clima de sessão da tarde, sem preocupações maiores. É sentar na cadeira e relaxar, aproveitando bons diálogos e cenas divertidas.
Porque só Steven Spielberg sabe o valor que tem dois carros de verdade batendo, sem ter que apelar para aquelas porcarias de CG.
A única coisa ruim desta história toda é que, com este filme novo, minha caixa de DVDs com a trilogia original ficou defasada.
Mas em breve a quadrilogia estará disponÃvel em Blu-Ray para eu comprar.

