Eu tava assistindo ontem de madrugada o programa do Sérgio Brito na TV Cultura.
Abre parênteses. É incrível a quantidade de excelentes programas na TV brasileira: Provocações, Fantástico, Esporte Total, Cine Belas-Artes, Alto-Falante, A Grande Família, Altas Horas, Guerrilha, Radar, Bob Esponja, De Frente com Gabi. E é também incrível como a maioria passa em horários proibitivos pra maioria das pessoas. Fecha parênteses.
É um programa sobre cinema e teatro. É mais focado no teatro, mas tem coisas boas sobre cinema. Enfim, hoje ele estava conversando (sim, ele conversa com o entrevistado. Não faz como o Jô Soares) com um cara chamado Marcelo Janot. Ele é do site Criticos.com.br. O ponto alto do papo pra mim foi quando eles estavam falando sobre os filmes que estão em cartaz nos cinemas e que estão concorrendo ao Oscar. Eu li duas críticas sobre Encontros e Desencontros, disparado o melhor filme de 2003 pra mim (sim, melhor que Kill Bill). Uma bem superficial, no Omelete, falando bem do filme e outra do Rubens Ewald Fiho, falando mal pra caralho da película. Eu já falei do filme por aqui e, se vocês não leram, eu adorei o filme. Até baixei ele e tenho que gravar em CD. Mas voltando: o Marcelo falou muito bem do filme, ressaltando as mesmas coisas que eu. Inclusive sobre o péssimo título em português, Encontros e Desencontros. Assistam o filme, leiam o que eu escrevi ou leiam a resenha que está aqui pra entender melhor o que eu quero dizer. Mas foi interessante ver os dois falndo porque não gostam de Senhor dos Anéis. Aliás, sequer assistiram as duas continuações. O Sérgio Brito até falou “Eu fui ao cinema e 15 minutos depois do filme começar eu já tinha visto tantos efeitos especiais que deu vontade de falar: parem com isso e comecem a interpretar”. E no fundo este é o principal problema do cinema atual. A falta de interpretação dos atores. Vamos pra um top 5 básico anos 90:
-Pulp Fiction
-Trainspotting
-Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes
-Sexto Sentido
-Eu quero ser John Malkovich
Esta é a minha lista dos anos 90. Todos são filmes onde interpretação, roteiro e direção vem antes de efeitos especiais e orçamentos milhonários. Nada contra os blockbusters. Eu até assisto um de vez em quando. Mas o cinema cult é muto mais desafiador. As histórias não lineares, os personagens carismáticos (Vincent Vega e Jules Winnfield por exemplo), os acontecimentos absurdos são coisas mais importantes do que saber pra quem o Frodo vai dar o anel.
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Acabei de falar de falar bem do Altas Horas e o Serginho faz uma cagada. Chama o Kid Abelha e eles cantam Eight Days A Week. Acabaram com a canção dos Beatles.

