Estes dias comentei porque acho Riquelme melhor jogador de futebol do que Messi. Justifiquei dizendo que todo jogador precisa de um pouco de drama na vida, para que sua história fique realmente interessante.
Robben, que já foi um dos meus candidatos a melhor jogador do mundo (seria do universo caso jogasse em algum time do Rio Grande do Sul), parece ser a síntese do jogador amarelão. Kaká, Cristiano Ronaldo, Zico, todos os jogadores de todas as seleções espanholas anteriores a 2008, enfim, não faltam exemplos.
Mas o Robben é demais. Ainda que ele não seja parte do escrete do maior clube e da maior seleção do mundo, ele faz parte dos maiores destas categorias. E parece sempre sucumbir ao nervosismo.
Ou talvez isto seja sina de holandês. Embora eles tenham uma boa tradição revelando bons jogadores, não consigo imaginar um grupo que tenha sido Vencedor, assim com V maiúsculo, e que não seja aquele com Van Basten, campeões pelo Milan há duas décadas. Aquele sim era um time.
Nem a Laranja Mecânica foi tão longe.
(Sim, há exceções: Bergkamp, Cruyff, Neeskens, Davids, Kluivert, Overmars, dentre muitos outros. E esta própria seleção do Van Basten, que ganhou a Euro de 1988 com um golaço na final, foi desclassificada na fase de grupos da Copa da Itália, dois anos depois. Ainda assim, acho que esta é a única geração de jogadores holandeses que foi realmente vencedora e não amarelona.)